Short stay: o guia completo da curta temporada
O que é short stay, para quem faz sentido, vantagens, desafios e como extrair a melhor renda da curta temporada — sem virar recepcionista do próprio imóvel.

Gestão de imóveis
Saiba como fazer a vistoria de imóvel alugado de forma que proteja proprietário e inquilino, quais itens registrar e como usar o laudo na entrega.
Noventa por cento das brigas entre proprietário e inquilino na entrega do imóvel poderiam ser evitadas com um documento feito no primeiro dia. Um laudo de vistoria detalhado, assinado por ambas as partes na entrada, resolve na saída o que levaria meses de processo para decidir.
Parece simples. E é. Mas a maioria das vistorias informais que o mercado faz não tem o nível de detalhe necessário para resolver disputas de forma conclusiva.
A Lei do Inquilinato não detalha como deve ser a vistoria, mas é clara em um ponto: na ausência de laudo de entrada, presume-se que o imóvel foi entregue em perfeito estado ao inquilino. Isso significa que, se você não registrou a vistoria, qualquer dano alegado na saída pode ser contestado.
Na prática, um laudo que serve para resolver disputas precisa ter: - Data e hora da vistoria. - Assinatura de ambas as partes (ou do inquilino, ao menos). - Descrição específica do estado de cada cômodo — não "bom estado" mas "parede leste com mancha de 10 cm de umidade na altura do rodapé" ou "torneira da pia da cozinha com leve gotejamento". - Registro fotográfico ou de vídeo com data e hora no arquivo. - Estado de equipamentos: ar-condicionado (testado?), aquecedor, geladeira se inclusa, interfone.
Reserve pelo menos duas horas para imóveis a partir de dois quartos. Vistoria feita com pressa tem lacunas.
Percorra o imóvel cômodo por cômodo:
Fotografe tudo. Vídeo é ainda melhor — mostra o estado em contexto, não só um detalhe isolado.

Na entrega das chaves, repita o mesmo roteiro da entrada com o laudo de entrada em mãos. Isso é fundamental: a comparação precisa ser item a item, não uma impressão geral.
Para cada divergência encontrada, classifique: - Dano causado pelo inquilino (furo novo na parede, peça quebrada, arranhão em piso que não existia na entrada): responsabilidade do inquilino. - Desgaste natural por uso normal (pintura desbotada em 3 anos de moradia, pequenas marcas de uso em pisos) : responsabilidade do proprietário, não pode cobrar. - Problema pré-existente (registrado na vistoria de entrada): sem cobrança.
A linha entre "dano" e "desgaste natural" é subjetiva — e é exatamente aí que os conflitos surgem. Tendo fotos comparativas de entrada e saída, a discussão é objetiva e rápida.
Se o inquilino discorda de um dano registrado, não entre em conflito na hora. Registre por escrito a divergência, com fotos, e informe que enviará orçamentos para os reparos necessários.
Se não chegar a acordo, a caução pode ser retida parcialmente enquanto o processo de reparos corre — mas consulte um advogado antes de fazer qualquer retenção, especialmente se o valor for alto.
Se o imóvel foi entregue sem danos relevantes: devolva a caução ou finalize o seguro-fiança em até 30 dias, com recibo assinado.
Para imóveis de alto padrão, acima de R$ 5.000/mês de aluguel, ou quando há histórico de conflitos, contratar uma empresa de vistoria profissional faz sentido. O laudo produzido por esses serviços tem validade probatória mais sólida em eventual processo judicial.
O custo costuma ficar entre R$ 200 e R$ 600 por vistoria, dependendo do tamanho do imóvel e da empresa.
Para gestão de locação sem essas dores de cabeça, a LUVI HOME cuida de vistorias de entrada e saída como parte do serviço. Sobre o que cobrar de inquilino na entrega, veja benfeitorias no imóvel alugado: quem paga o quê. E para entender o contrato que define essas responsabilidades, contrato de locação: as cláusulas que protegem o proprietário explica os pontos mais importantes.
A lei não obriga formalmente, mas na ausência de laudo de entrada, presume-se que o imóvel foi entregue em perfeito estado. Isso coloca o proprietário em desvantagem para cobrar danos na saída.
Sim, mas o proprietário pode registrar a vistoria de forma unilateral com fotos datadas e testemunhas. O ideal é sempre tentar ter ambas as assinaturas. Se o inquilino se recusar, documente por carta.
Danos causados pelo inquilino (além do desgaste natural de uso) são responsabilidade dele. Desgaste natural, problemas pré-existentes registrados na entrada e deterioração estrutural são responsabilidade do proprietário.
Em até 30 dias após a entrega das chaves, se não houver débitos ou danos justificando retenção. Devolva o saldo da poupança com os rendimentos acumulados durante o período.
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