Chave de apartamento sobre contrato imobiliário assinado com caneta sobre mesa

Gestão de imóveis

Garantias de aluguel: fiador, caução, seguro-fiança ou título de capitalização?

Compare as 4 garantias de aluguel permitidas pela lei e descubra qual protege mais o proprietário e qual é mais fácil para o inquilino aceitar.

Você tem um imóvel para alugar em Vila Olímpia e apareceram três interessados. Todos querem o apartamento. Mas cada um quer pagar a garantia de um jeito diferente. Um oferece fiador, outro quer pagar caução, o terceiro só aceita seguro-fiança. Qual você escolhe?

A resposta depende do perfil de risco que você tolera, do prazo que tem para fechar o contrato e do quanto você confia nos candidatos. Não existe garantia universalmente "melhor", existe a mais adequada para cada situação.

As 4 modalidades permitidas, lado a lado

GarantiaQuem pagaCoberturaCusto para inquilinoPraticidade
FiadorInquilino procuraSolidária, amplaZero (se tem um)Difícil de encontrar
Caução em dinheiroInquilinoAté 3 aluguéisAlto (imobiliza capital)Simples
Seguro-fiançaInquilinoVaria pela apóliceMensal (10%–15% do aluguel/ano)Fácil, burocracia média
Título de capitalizaçãoInquilinoAté 3 aluguéisImobiliza capital (pode resgatar ao fim)Moderada

Fiador: proteção máxima, disponibilidade mínima

O fiador responde com o próprio patrimônio pela dívida do inquilino, incluindo, se previsto em contrato, até o imóvel de residência própria (o chamado bem de família pode ser penhorado se o fiador for garante de locação, conforme entendimento consolidado do STF).

Essa proteção ampla tem um preço: encontrar fiador com imóvel quitado em nome próprio no mesmo estado do imóvel alugado está cada vez mais difícil. Em São Paulo, muitos candidatos simplesmente não conseguem apresentar fiador e desistem do processo.

Se o candidato tem fiador sólido com imóvel na cidade, é provavelmente a garantia que mais protege o proprietário, mas nunca aceite fiador sem consultar Serasa, SPC e verificar a matrícula do imóvel dele no cartório.

Par de chaves sobre mesa com documentos contratuais e caneta em ambiente de escritório
Escolher a garantia certa desde o início evita dores de cabeça no decorrer da locação

Caução: simples, mas com limite de cobertura

A caução em dinheiro é regulada: máximo de 3 meses de aluguel, obrigatoriamente depositado em conta poupança em nome do locatário. Não pode ficar na conta do proprietário.

O problema: 3 meses de aluguel cobre um débito curto, mas se o inquilino ficar inadimplente por 6 meses e você precisar de despejo, o processo judicial vai custar mais do que a caução cobre. Ela é boa para perfis de inquilino com histórico sólido, mas deixa o proprietário exposto em casos de inadimplência prolongada.

Nunca aceite caução informal (dinheiro em mãos sem poupança), além de ser ilegal, você não tem como devolver com os juros obrigatórios ao final do contrato.

Seguro-fiança: a opção do mercado moderno

Quem aluga muito usa seguro-fiança. A razão é prática: o inquilino paga o seguro, a seguradora protege o proprietário por 12 meses cobertos (e renova todo ano), e o processo de contratação é rápido, geralmente menos de 48 horas.

O custo para o inquilino varia entre 8% e 15% do valor anual do aluguel, pago em parcelas mensais ou anualmente. Para um aluguel de R$ 3.000/mês, isso representa de R$ 240 a R$ 450/mês a mais. É um custo real, mas muitos inquilinos preferem não imobilizar capital na caução.

Para o proprietário, a proteção é boa mas limitada pela apólice, leia o que está coberto. Algumas apólices cobrem só aluguel; outras incluem condomínio, IPTU e danos ao imóvel. Isso faz diferença.

Título de capitalização: o meio-termo

O título de capitalização funciona como uma caução com correção: o inquilino compra um título do valor de 3 meses de aluguel, que fica "preso" durante a locação e pode ser sacado ao fim com correção. Se o imóvel for entregue sem dívidas ou danos, o inquilino resgata. Se não, o proprietário aciona o resgate.

A vantagem: é mais palatável para o inquilino do que a caução em poupança (que rende pouco). A desvantagem: a cobertura é a mesma (3 meses), com burocracia de emissão e resgate.

Qual escolher?

Se você quer proteção máxima: fiador com imóvel quitado. Se você quer praticidade e ciclo rápido: seguro-fiança com apólice abrangente. Se o inquilino tem perfil sólido e você confia na triagem: caução funciona bem.

Mais dicas sobre gestão de contratos estão na seção /blog/categoria/gestao. E para entender como funciona o seguro-fiança em detalhe, veja seguro-fiança: como funciona, quanto custa e quando exigir.

Lembre: a escolha da garantia é uma negociação, não uma imposição. O melhor inquilino com a garantia errada pode ser melhor que uma garantia perfeita com inquilino ruim.

Perguntas frequentes

Posso exigir mais de uma garantia no contrato de aluguel?

Não. A Lei do Inquilinato proíbe exigir mais de uma modalidade de garantia no mesmo contrato. Você pode oferecer opções ao inquilino, mas ele escolhe uma.

Quanto custa o seguro-fiança para o inquilino?

Em geral, entre 8% e 15% do valor anual do aluguel, pago mensalmente ou à vista. Para aluguel de R$ 3.000/mês, custa de R$ 240 a R$ 450/mês adicionais.

O bem de família do fiador pode ser penhorado?

Sim, desde 1993 o STF consolidou o entendimento de que o bem de família do fiador pode ser penhorado em contrato de locação, diferentemente de outras dívidas. É uma proteção relevante para o proprietário.

O que acontece com a caução se o inquilino entregar o imóvel sem dívidas?

O proprietário deve devolver o valor integral da caução, corrigido pela poupança, em até 30 dias após a entrega das chaves. Reter caução sem motivo legal pode gerar multa e ação judicial.

Alugar ou morar

Quer alugar sem fiador ou morar de forma flexível?

Na LUVI HOME você aluga no tradicional ou por mês, mobiliado e 100% digital, com a Garantia Luvi.

Ver imóveis na LUVI HOME