Fotos que alugam o seu imóvel: o que fazer antes de anunciar
Fotos ruins são o motivo número um para um imóvel receber poucos contatos. Veja como preparar e fotografar o imóvel para gerar mais visitas e alugar mais rápido.

Gestão de imóveis
Pintura na saída do aluguel gera briga sem necessidade. Entenda a diferença entre desgaste natural e dano, e quando o inquilino realmente precisa repintar.
Chega a hora de entregar as chaves e o proprietário exige o imóvel repintado do zero, paredes brancas como no primeiro dia. Você olha para aquelas marquinhas de quadro e o amarelado natural do tempo e pensa: preciso mesmo pagar por isso? Essa é uma das maiores fontes de atrito na devolução do aluguel, e quase toda ela nasce da confusão entre desgaste natural e dano.
Falso. A obrigação do inquilino é devolver o imóvel no estado em que o recebeu, descontado o desgaste natural do uso normal. Morar em um lugar deixa marcas inevitáveis: a tinta desbota, a parede amarela um pouco, aparecem pequenos furos de quadro. Isso é a vida acontecendo dentro da casa, não é dano. Cobrar pintura completa para apagar o simples envelhecimento da tinta costuma não se sustentar.
Por outro lado, se você pintou a parede de vermelho sem autorização, deixou infiltração por descuido, cobriu tudo de mofo por falta de ventilação, ou fez furos grandes e reformas não combinadas, aí a conversa é outra. Devolver o imóvel diferente do que recebeu, por causa de alteração ou dano que você provocou, gera sim a obrigação de reparar, e isso pode incluir repintar as áreas afetadas.
A linha que separa os dois mundos é esta:
| Situação | De quem costuma ser |
|---|---|
| Tinta desbotada pelo tempo de uso normal | Proprietário |
| Pequenos furos de prego e marcas leves | Discussão, muitas vezes desgaste natural |
| Parede pintada de outra cor sem autorização | Inquilino |
| Manchas de infiltração por descuido do inquilino | Inquilino |
| Buracos grandes, reformas não combinadas | Inquilino |

Nada disso se resolve na base do olho e da memória. Quem decide é a comparação entre a vistoria de entrada e a de saída. Se na entrada as paredes estavam recém-pintadas e registradas assim, e na saída estão manchadas por dano seu, a diferença é sua responsabilidade. Se na entrada a tinta já estava velha, você não precisa entregar melhor do que pegou. Por isso a vistoria de entrada, feita com fotos e detalhe, é o seu maior escudo, como mostramos em como fazer uma boa vistoria de entrada.
Depende de como está escrito. Cláusula que obriga a devolver o imóvel recém-pintado existe em muitos contratos, e gera debate. Uma exigência de pintura completa que ignore o desgaste natural, cobrando do inquilino algo que era manutenção do proprietário, pode ser questionada como abusiva. Se a sua parede só envelheceu com o tempo normal, vale discutir a cláusula antes de aceitar pagar. Na dúvida, mostre o contrato a um advogado.
Sim, é aqui que muita gente perde dinheiro. Se você deu caução, o proprietário pode reter dela o custo de reparos que sejam de fato sua responsabilidade, mas não pode descontar manutenção que era dele. Por isso a vistoria de saída bem feita protege o seu depósito. Explicamos o prazo e as regras de devolução no texto sobre quanto tempo o proprietário tem para devolver a caução.
Quando a saída se aproxima e você percebe que há dano real pelo qual é responsável, o melhor caminho é negociar antes de entregar as chaves, não depois. Peça um orçamento de pintura só das áreas afetadas e apresente ao proprietário como proposta. Muitas vezes sai mais barato você contratar um pintor de confiança para o ponto específico do que deixar o dono repintar tudo e descontar da caução um valor cheio. Do outro lado, o proprietário que exige pintura completa por um dano pequeno perde tempo e boa vontade. Um acordo por escrito, com o valor e o escopo definidos, encerra a pendência e evita que a devolução da caução vire novela. Bom senso aqui economiza dinheiro dos dois.
O resumo é justo para os dois lados: desgaste natural é do dono, dano é do inquilino, e a vistoria decide. Como cláusulas variam de contrato para contrato, confira o seu e, em caso de exigência que pareça excessiva, consulte um advogado. Para alugar com vistoria clara e devolução transparente, conheça a LUVI HOME e explore a categoria de gestão do blog.
O inquilino repara danos que provocou, mas não precisa custear a pintura só por desgaste natural da tinta. Manutenção do envelhecimento normal costuma ser do proprietário.
Tinta desbotada pelo tempo, leve amarelamento e pequenas marcas de uso normal. Isso é esperado após morar no imóvel e não obriga o inquilino a repintar tudo.
Exigir pintura completa ignorando o desgaste natural pode ser questionado como abusivo. Se a parede só envelheceu com o uso normal, vale discutir a cláusula. Consulte um advogado.
Pode reter o custo de reparos que sejam de fato responsabilidade do inquilino, mas não da manutenção que era dele. A vistoria de saída define o que cabe descontar.
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