Pessoa entregando as chaves do apartamento na devolução do imóvel alugado

Gestão de imóveis

Quanto tempo o proprietário tem para devolver a caução?

Depois de entregar as chaves, quando a caução volta? Veja o prazo razoável, o que pode ser descontado e como a vistoria de saída protege o seu depósito.

Você entregou as chaves, deixou o apartamento limpo, e agora os seis mil reais da caução sumiram do radar. Toda semana uma desculpa nova do proprietário para não devolver. Quanto tempo, afinal, ele tem para te pagar de volta? A lei não crava um número mágico, mas isso não significa que ele possa enrolar para sempre. Existe um prazo razoável, e existem regras claras sobre o que ele pode ou não descontar.

O que a caução representa

Antes do prazo, vale lembrar o que é esse dinheiro. A caução em dinheiro é um depósito seu, guardado como garantia, limitado a três aluguéis e feito em poupança quando em dinheiro. Não é uma taxa do proprietário. Terminado o contrato sem dívidas nem danos de sua responsabilidade, ele deve devolver o valor corrigido. É seu dinheiro voltando, não um favor.

Não há prazo cravado, mas há prazo razoável

A legislação não fixa um número exato de dias para a devolução. O que se espera, na prática, é que ela ocorra em prazo razoável após a vistoria de saída e a quitação das contas, e o parâmetro mais usado no mercado gira em torno de trinta dias depois da entrega das chaves e da conferência final. Passar muito disso sem justificativa é enrolação, e você tem base para cobrar.

O gatilho da devolução é a vistoria de saída. Enquanto ela não acontece, o proprietário tem argumento para segurar, porque ainda não se sabe se há dano a reparar. Depois dela, sem pendência, o relógio corre a seu favor.

Pessoa entregando as chaves do apartamento na devolução do imóvel
A vistoria de saída é o gatilho para a devolução da caução

O que pode e o que não pode ser descontado

Aqui mora quase toda a briga. O proprietário só pode reter da caução aquilo que for legítimo, e o resto tem que voltar.

Pode ser descontadoNão pode ser descontado
Aluguel ou encargos em atrasoDesgaste natural do imóvel
Dano comprovado causado pelo inquilinoManutenção que era do proprietário
Contas de consumo pendentes no seu nomePintura só por envelhecimento normal da tinta
Reparo de item quebrado por mau usoMelhoria que valoriza o imóvel sem acordo

A régua que separa as duas colunas é a mesma de sempre: a comparação entre a vistoria de entrada e a de saída. Se o imóvel voltou como saiu, descontado o desgaste normal, não há o que reter. Explicamos essa lógica no texto sobre quem paga a pintura na saída do imóvel alugado, que é o desconto mais discutido.

Como garantir a sua caução de volta

  1. Faça a vistoria de saída junto com o proprietário ou a administradora, e registre tudo com fotos.
  2. Compare item a item com a vistoria de entrada, é a sua prova de que devolveu no mesmo estado.
  3. Quite todas as contas de consumo antes de entregar as chaves e guarde os comprovantes.
  4. Peça por escrito o cálculo de qualquer desconto pretendido, com justificativa.
  5. Combine a forma e o prazo de devolução por escrito, isso evita o sumiço do dinheiro.

E se ele não devolver?

Se o prazo razoável passou e o proprietário não devolve nem justifica, o caminho é formalizar a cobrança por escrito, apontando a data da entrega, a vistoria de saída e a ausência de débitos. Persistindo, cabe notificação e, se necessário, ação para reaver o valor corrigido. Antes de partir para isso, uma administradora ou um advogado ajudam a resolver de forma mais rápida e menos desgastante.

Caução mal registrada no começo do contrato vira caução difícil de recuperar no fim. Se você ainda vai alugar, entenda de antemão quanto de caução o proprietário pode pedir e deixe as regras de devolução por escrito.

Devolução parcial: quando parte volta e parte fica

Nem sempre a caução volta inteira ou não volta nada. O cenário mais comum é o meio-termo: existe um dano pontual de sua responsabilidade, o proprietário retém o custo desse reparo e devolve o restante corrigido. Isso é legítimo, desde que o desconto seja comprovado e proporcional ao dano real, não um arredondamento para cima que engole seu depósito. Peça a nota ou o orçamento do reparo descontado, confira se o valor bate com o estrago e questione qualquer retenção genérica sem justificativa. Um desconto de mil reais precisa vir com um comprovante de mil reais, não com um "foi mais ou menos isso". A transparência na conta é o que separa o acerto justo da retenção abusiva.

O resumo: não há prazo legal cravado, mas a devolução deve ocorrer em prazo razoável após a vistoria de saída, em geral por volta de trinta dias, e o proprietário só pode descontar dívidas e danos comprovados, nunca desgaste natural. Como cada contrato tem suas cláusulas, confira o seu e, se a devolução travar, consulte um advogado. Para alugar com regras de caução transparentes, conheça a LUVI HOME, e veja mais na categoria de gestão do blog.

Perguntas frequentes

Quanto tempo o proprietário tem para devolver a caução?

A lei não crava um prazo exato, mas espera-se a devolução em prazo razoável após a vistoria de saída, com parâmetro de mercado em torno de trinta dias da entrega das chaves.

O que pode ser descontado da caução?

Apenas o que for legítimo: aluguel e encargos em atraso, contas de consumo pendentes e danos comprovados por mau uso. Desgaste natural não pode ser descontado.

A caução volta corrigida?

Sim. Quando em dinheiro, o depósito fica em poupança e deve ser devolvido corrigido no fim do contrato, descontadas apenas dívidas ou danos comprovados.

O que fazer se o proprietário não devolver a caução?

Formalize a cobrança por escrito, apontando a entrega e a vistoria de saída. Persistindo, cabe notificação e, se preciso, ação para reaver o valor. Consulte um advogado.

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