Short stay: o guia completo da curta temporada
O que é short stay, para quem faz sentido, vantagens, desafios e como extrair a melhor renda da curta temporada — sem virar recepcionista do próprio imóvel.

Gestão de imóveis
A vistoria de entrada é a principal proteção do proprietário ao final da locação. Saiba o que verificar, como documentar e o que não pode faltar no laudo.
Um laudo de vistoria de entrada bem feito vale mais do que qualquer cláusula de contrato quando chega a hora da saída. Sem ele, você não tem como provar que o buraco na parede não estava lá antes — e vai pagar o reparo do bolso.
A vistoria de entrada é a fotografia do estado do imóvel no momento da entrega ao inquilino. Tudo que não estiver documentado ali é dano que não tem como ser cobrado na saída. Simples assim.
A Lei do Inquilinato (art. 22 e 23) não obriga formalmente a vistoria em laudo assinado, mas ela é a única forma prática de provar o estado anterior do imóvel em caso de disputa. Sem laudo, o ônus da prova recai sobre quem alega o dano — em geral, o proprietário.
O laudo deve ser assinado por ambas as partes. Se o inquilino recusar a assinar, documente a recusa por escrito e, se possível, peça testemunha. O ideal é fazer a vistoria com empresa especializada, que emite laudo com fotos geolocalizadas e assinadas digitalmente.
Área externa e acesso: - Estado da porta de entrada (arranhões, dobradiças, maçaneta) - Interfone ou campainha funcionando - Caixa de correspondência
Sala e quartos: - Paredes: manchas, furos, bolhas de tinta, umidade - Teto: manchas, trincas, pintura descascada - Piso: arranhões, peças soltas, bordas levantadas - Janelas: vidros inteiros, fechamento, vedação - Tomadas e interruptores: funcionamento, cor (amarelado indica queimado) - Luminárias: lâmpadas presentes e funcionando
Cozinha: - Armários: dobradiças, corrediças, acabamento interno - Pia e torneira: estado, pressão, vedação - Azulejo e rejunte: cor e integridade - Exaustor (se houver): liga e gira
Banheiros: - Box: vidro, borracha, trilho - Espelho: manchas ou descascando - Vaso sanitário: caixa acoplada funcionando, tampa e assento - Chuveiro: pressão, temperatura (teste breve) - Ralos: sem entupimento
Área de serviço: - Máquina de lavar (se incluída): teste básico - Tanque e torneira - Piso: estado e rejunte
Itens de segurança: - Extintor (prazo de validade) - Detector de fumaça (se houver) - Alarme (se houver): código repassado?

Foto de cada item, com zoom suficiente para ver o detalhe. Não adianta foto geral da sala — tire foto do risco no piso, da mancha na parede, do vidro com pequena trinca. A foto precisa ter data e hora — use câmera do celular com metadados ativados.
Descrição textual de cada ambiente. "Paredes em bom estado" é insuficiente. "Parede da sala: tinta em bom estado com exceção de furo de parafuso próximo à janela lateral, diâmetro de aprox. 8mm" é o que vale.
Lista de inventário, se o imóvel for mobiliado. Item por item, com estado (novo, bom, regular, com avaria descrita). Isso evita a discussão clássica de "o sofá estava assim quando entrei" na saída.
Um laudo que só documenta o que está danificado é melhor do que nada, mas laudo completo — que registra o que está bom também — é muito mais forte em eventual processo.
Para imóveis acima de R$ 2.500 de aluguel, sim, o custo da empresa (em geral R$ 300 a R$ 600) se justifica pela qualidade do documento. A empresa tem processo padronizado, emite laudo com fotos integradas e assinatura digital — o que tem muito mais peso se a disputa for a um perito judicial.
Para quem delega toda a gestão a uma administradora, a vistoria geralmente já vem incluída no serviço. Veja como o contrato de aluguel e suas cláusulas se conectam ao laudo de vistoria para uma gestão realmente completa. E para quem busca gestão profissional do início ao fim, conheça o modelo da Luvi.
A lei não exige laudo formal, mas sem documentar o estado inicial do imóvel, o proprietário não tem como provar danos causados pelo inquilino na saída. Na prática, a vistoria assinada é indispensável.
Ambos devem participar e assinar o laudo. O ideal é que seja feita por empresa especializada contratada pelo proprietário, com o inquilino presente para conferir e concordar com o documento.
Documente a recusa por escrito, de preferência com testemunha. Mesmo sem a assinatura do inquilino, o laudo tem valor probatório se estiver bem feito com fotos e descrições detalhadas.
Sim. Além dos ambientes, é necessário fazer um inventário item a item dos móveis e eletrodomésticos, com estado descrito e fotos de cada peça. Isso evita disputas na saída sobre danos em mobília.
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