Animais, barulho e vagas: as brigas que a administração media
Saiba como a administradora lida com as reclamações mais comuns em condomínios — animais, ruído e vagas — e qual o processo correto para cada situação.

Gestão de imóveis
Primeiro aluguel parece simples até o problema aparecer. Conheça os erros mais comuns de quem está começando e como evitar cada um deles antes de assinar o contrato.
O primeiro contrato de aluguel parece simples no papel. Você tem o imóvel, encontra um inquilino, assina um documento, recebe todo mês. O problema costuma aparecer quando um dos três passos dá errado — e o iniciante não sabe como responder.
A maioria dos erros do proprietário de primeira viagem não é falta de sorte. É falta de processo.
O laudo de vistoria inicial é o documento que registra o estado do imóvel antes do inquilino entrar. Sem ele, qualquer dano vira disputa: "já estava assim quando cheguei" versus "estava perfeito quando entregamos".
Um laudo bem feito tem fotos datadas de cada cômodo, especificando o estado do piso, paredes, torneiras, tomadas, janelas e itens incluídos. Sem isso, você não tem base para cobrar nada na saída.
Custo de fazer: zero a R$ 300 (se contratar um vistoriador profissional). Custo de não fazer: pode ser o valor de uma pintura nova, piso reformado ou equipamento substituído.
Imóvel vago gera ansiedade. O primeiro candidato que aparece, paga o valor pedido e não pede desconto parece perfeito. Mas o "bom pagador" que não passa por análise pode virar inadimplente no mês 4.
Analise: comprovante de renda (3 últimos holerites ou declaração de IR), CPF em serviços de análise de crédito, e histórico de locação anterior (referência do locador anterior é ouro).
Regra prática: renda mensal do inquilino deve ser no mínimo 3 vezes o valor do aluguel. Abaixo disso, o risco de inadimplência sobe.
Contrato sem garantia é risco desnecessário. As opções:
Escolha uma. Sem garantia, cobrar na justiça é lento e incerto.

"Eu paguei 400 mil nesse apartamento. Não vou alugar por menos de R$ 3.500." O mercado não funciona assim. O preço de aluguel é definido pelo que imóveis similares na mesma região estão fechando — não pelo que você pagou ou pelo que você precisa para cobrir o financiamento.
Preço acima do mercado resulta em vacância prolongada, que costuma custar mais do que o valor que você tentou defender.
Existe uma tentação de baixar um modelo de contrato e assinar. O problema é que modelos genéricos não cobrem situações específicas do seu imóvel: mobília incluída, responsabilidade por contas de água e gás, regras de pets, cláusula de renovação.
Um advogado imobiliário cobra entre R$ 500 e R$ 1.500 para elaborar um contrato adequado. Esse valor pode evitar um processo judicial de R$ 10.000 no futuro.
Aluguel recebido é tributável. Há uma faixa de isenção (em 2025, até R$ 2.824/mês), mas acima disso o IRPF incide via carnê-leão. Muitos proprietários iniciantes descobrem isso na malha fina.
Para mais detalhes sobre a tributação, leia o guia sobre imposto de renda do aluguel recebido. E para quem quer terceirizar a gestão desde o primeiro imóvel, a Luvi opera em SP, BH e Alphaville com suporte completo ao proprietário.
Não é obrigatório, mas reduz riscos. A imobiliária ou gestora faz a análise de crédito, o laudo de vistoria e cuida da burocracia. A comissão costuma ser de 8% a 10% do aluguel por mês.
Sim, após ação judicial de despejo por falta de pagamento. O processo costuma levar entre 3 e 12 meses, dependendo da comarca e das garantias do contrato. Por isso a análise de crédito prévia é essencial.
A lei não exige prazo mínimo, mas contratos de 12 a 30 meses são os mais comuns. Abaixo de 30 meses, o proprietário pode pedir o imóvel de volta ao final do prazo sem precisar de motivo.
Depende do que está no contrato. Em geral, o IPTU é do proprietário, mas é comum transferir ao inquilino via contrato. O importante é que esteja explícito para evitar conflito.
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