Boleto e cobrança no condomínio: como a administração organiza
Entenda como a administradora organiza a emissão de boletos, controla inadimplência e aciona a cobrança de condôminos em atraso com segurança jurídica.

Gestão de imóveis
Entenda as regras de locação por temporada via Airbnb em condomínios, o que a convenção pode restringir e como a administradora aplica as normas.
O STJ decidiu em 2021 (REsp 1.819.075) que condomínios podem proibir Airbnb e locação de curta temporada — se a convenção assim determinar. Antes disso, o tema vivia num limbo jurídico que transformava assembleias em guerras. Agora o caminho está mais claro, mas a execução ainda é um ponto cego de muitas administradoras.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu que a locação por temporada via plataformas como Airbnb pode ser equiparada a uso comercial do imóvel — diferente do uso residencial para o qual muitos condomínios foram construídos. Por isso, se a convenção do condomínio define o uso como exclusivamente residencial, ela pode ser usada como base para proibir ou restringir esse tipo de locação.
O ponto central: a convenção é o documento que define a regra. Sem menção expressa a locação de curta temporada, a proibição fica fragilizada juridicamente.
As convenções mais atualizadas (ou reformadas após 2021) costumam incluir um dos três caminhos:
Esse terceiro cenário é o mais conflituoso. Se o condomínio onde você investe não tem regra clara, vale propor uma assembleia para deliberar antes que o conflito apareça.
A administradora não fiscaliza o que acontece dentro dos apartamentos — ela não tem acesso, nem direito de entrada. O que ela pode e deve fazer:
Antes do conflito: - Identificar se a convenção tem regra sobre locação de curta temporada - Alertar o síndico sobre possíveis lacunas e sugerir atualização via assembleia - Orientar proprietários que perguntam sobre o tema
Quando há reclamação: - Documentar a ocorrência (qual unidade, datas, natureza do problema) - Notificar o proprietário da unidade, não o hóspede — é com o dono que o condomínio tem relação - Aplicar advertência e multa conforme o regimento, se houver infração documentada
O que ela não pode fazer: - Impedir a entrada de hóspedes (exceto por decisão judicial) - Instalar câmeras para identificar se o apartamento está sendo alugado - Constranger o proprietário sem base na convenção

Se você comprou ou pretende comprar um apartamento para alugar via Airbnb em São Paulo, Belo Horizonte ou Alphaville, o primeiro passo é ler a convenção do condomínio antes de fechar negócio. Convenção com proibição expressa pode inviabilizar o modelo — ou torná-lo juridicamente arriscado.
Alguns empreendimentos foram lançados já com essa finalidade (apart-hotéis, flats, condomínios de uso misto) e têm convenção permissiva ou inexistente nesse ponto. São os mais seguros para quem quer trabalhar com short stay.
Para quem já tem o imóvel e quer monetizá-lo em locação de temporada em São Paulo, BH ou Alphaville, a Stay Luvi gerencia o processo — incluindo a verificação das regras do condomínio antes de colocar o apartamento nas plataformas.
Veja também sobre locação por temporada em prédio: o que o condomínio pode restringir, com mais detalhes sobre os limites legais.
Explore mais sobre como investir em imóveis em /blog/categoria/investir e gestão condominial em /blog/categoria/gestao. Conheça a plataforma de investimento da Stay Luvi em stayluvi.com/investir.
Sim, desde que a convenção tenha previsão expressa nesse sentido. O STJ decidiu em 2021 que locações de curta temporada podem ser equiparadas a uso comercial, e condomínios de uso residencial podem restringi-las.
O condomínio pode notificar, aplicar multa e, em casos persistentes, buscar liminar judicial para impedir o uso. Além do custo financeiro, você fica exposto a processos que podem superar o ganho das diárias.
Juridicamente é uma zona cinzenta. O proprietário argumenta que o que não é proibido é permitido; o condomínio pode argumentar que a finalidade residencial exclui uso hoteleiro. O ideal é propor uma assembleia para regulamentar.
Leia a convenção completa antes de assinar o contrato de compra. Procure termos como "locação de curta temporada", "uso hoteleiro" e "finalidade residencial". Se não encontrar, pergunte diretamente ao síndico.
Rentabilize seu imóvel
A Luvi cuida de tudo — anúncios, preços dinâmicos, limpeza, manutenção e atendimento 24h. Você recebe o líquido, sem dor de cabeça.
Simular minha renda