Airbnb em condomínio: o que a administradora e a convenção definem
Entenda as regras de locação por temporada via Airbnb em condomínios, o que a convenção pode restringir e como a administradora aplica as normas.

Gestão de imóveis
Entenda os limites legais das restrições de condomínio sobre locação por temporada, o que a convenção pode proibir e o que está fora do alcance do síndico.
O proprietário do 12C instalou fechadura eletrônica, colocou na plataforma e hospeda hóspedes toda semana. O síndico quer proibir. O advogado do condômino diz que não pode. O advogado do condomínio diz que pode. Quem está certo? Depende de um documento que 80% dos moradores nunca leram: a convenção.
A Lei 8.245/1991 (Lei do Inquilinato) regula a locação por temporada e a define como aquela com prazo de até 90 dias, destinada a lazer, viagem, saúde e situações similares. Esse modelo sempre existiu no Brasil — o que mudou nos últimos anos foi a escala e a visibilidade, graças às plataformas digitais.
O Código Civil não proíbe que o proprietário dê a destinação que quiser ao seu imóvel — dentro dos limites da função social e do direito dos vizinhos. Mas a convenção do condomínio pode restringir o uso do imóvel a fins residenciais.
Não é tudo. O condomínio pode:
O que o condomínio não pode fazer:
A administradora tem um papel operacional claro: verificar o que a convenção diz, comunicar ao síndico e executar o processo previsto.
Na prática:

Sim, especialmente se a convenção for antiga e não mencionar locação de temporada. Nesses casos, o proprietário pode argumentar que a omissão não gera proibição, e que restringir sem base na convenção viola seu direito de propriedade.
A tendência dos tribunais pós-STJ (REsp 1.819.075/SP, de 2021) é que a restrição via convenção é legítima, mas a proibição que não está escrita é difícil de sustentar. Cada caso tem nuances — a orientação é sempre consultar advogado imobiliário antes de tomar qualquer medida coercitiva.
Se a ideia é comprar um apartamento para locar por temporada no modelo short stay, a due diligence inclui:
Empreendimentos concebidos para locação de temporada (apart-hotéis, flats com gestão hoteleira) evitam todo esse problema — a convenção já prevê o uso e a infraestrutura está adequada.
Veja também Airbnb em condomínio: o que a administradora e a convenção definem para entender as decisões judiciais que moldaram esse cenário.
Saiba mais sobre como investir em imóveis de temporada em stayluvi.com/investir. Mais sobre gestão condominial em /blog/categoria/gestao.
Pode, se a convenção definir uso exclusivamente residencial e a proibição for aprovada em assembleia com quórum adequado. Sem base na convenção, a proibição fica juridicamente fragilizada.
Não fisicamente. O condomínio pode exigir cadastro na portaria, como faz com qualquer visitante, mas impedir a entrada de hóspedes sem decisão judicial é constrangimento ilegal.
Leia a convenção, disponível no cartório onde o condomínio foi registrado. Procure por "uso exclusivamente residencial", "locação de temporada" e "uso comercial". Se não houver menção, consulte um advogado imobiliário.
Apart-hotéis, flats com gestão hoteleira e condomínios de uso misto, que têm convenção já adequada a esse tipo de uso. Apartamentos em condomínios residenciais tradicionais exigem verificação cuidadosa da convenção.
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