Como acompanhar sua renda de aluguel sem planilha bagunçada
Renda de aluguel sem controle vira problema fiscal e financeiro. Veja como organizar recebimentos, despesas e declaração de IR de forma simples e sustentável.

Gestão de imóveis
Nômades digitais e executivos em projetos pagam até 60% mais por um apartamento mobiliado funcional. Saiba o que esse público procura e como capturar essa demanda.
Dois perfis de inquilino disputam os melhores apartamentos mobiliados das grandes cidades brasileiras — e os dois pagam bem: o executivo em projeto de 6 meses e o nômade digital que trocou o coworking de café por um flat com boa internet.
O imóvel que atende os dois não precisa ser luxuoso. Precisa ser funcional, limpo e conectado.
Não é só o americano de laptop na praia. O nômade digital brasileiro é o desenvolvedor de software que trabalha para empresa estrangeira, o designer freelancer que atende clientes de SP enquanto mora em BH por 3 meses, o consultor independente que divide o tempo entre cidades.
Esse perfil cresceu muito depois de 2020 e tende a ficar. O salário em dólar ou euro, convertido para reais, cria poder de compra desproporcional ao custo local. Eles pagam aluguel de mid-term — 30 a 90 dias — e muitas vezes renovam.
É o profissional enviado pela empresa para um projeto local de duração determinada. Em geral, chega com apartamento pago ou subsidiado pela empresa, quer praticidade total e não discute preço se o imóvel resolve o problema.
A diferença para o nômade: o executivo tem prazo definido (fim do projeto) e muitas vezes contrato corporativo. O nômade é mais flexível mas também mais imprevisível.
Ambos priorizam as mesmas coisas:
O que não importa para eles: decoração elaborada, TV gigante ou hall de entrada sofisticado.

| Tipo de locação | Referência de preço (studio, Pinheiros) | |---|---| | Vazio, longo prazo | R$ 2.500 a R$ 3.200/mês | | Mobiliado, longo prazo | R$ 3.500 a R$ 4.500/mês | | Mobiliado, mid-term (30–90d) | R$ 4.500 a R$ 6.500/mês | | Short stay (diária) | R$ 150 a R$ 280/dia |
Os valores acima são referências de mercado e variam por imóvel, andar, condomínio e época do ano.
Plataformas específicas para mid-term: Airbnb no modo "mensal", Furnished Finder (mais focado em expatriados), portais com filtros de mobiliado como QuintoAndar e VivaReal. Também ajuda estar listado em grupos de nômades digitais brasileiros — são comunidades ativas no Telegram e Discord.
Para proprietários em SP, BH e Alphaville que querem conectar o imóvel a esse público com gestão profissional, a Luvi opera nessa frente. E para entender o segmento de transferência corporativa — que se sobrepõe ao executivo em projeto — leia sobre locação para profissionais em transferência.
Em geral sim, especialmente em cidades como SP e BH com mercado de mid-term ativo. A receita por mês é maior, o perfil de inquilino costuma ser cuidadoso e a renovação é comum.
Short stay é de 1 a 29 dias. Mid-term é de 30 a 180 dias. O nômade digital prefere mid-term pela estabilidade; o hóspede de temporada prefere short stay. Os preços e plataformas são diferentes.
Sim. Imóvel sem internet configurada perde esse público na triagem. Contrate uma conexão de fibra óptica e deixe o roteador configurado antes do primeiro check-in ou entrada do inquilino.
Em geral é entre o daily rate de short stay multiplicado por 30 (limite superior) e o aluguel mensal tradicional (limite inferior). O ponto de equilíbrio costuma ficar em 1,3 a 1,6 vezes o aluguel mensal equivalente.
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