O que é a taxa de intermediação no aluguel
A taxa de intermediação remunera o fechamento da locação e não se confunde com a de administração. Veja o que ela cobre, quanto custa e quem paga.

Mercado imobiliário
A vistoria de entrada e de saída registra o estado do imóvel e evita briga no fim do contrato. Veja o checklist e como separar desgaste natural de dano.
O fim de um contrato de aluguel costuma virar discussão por causa de uma parede. O inquilino jura que a mancha já estava lá. O proprietário jura que não. Sem um documento que registre o estado do imóvel na entrada, essa briga não tem vencedor, só desgaste. A vistoria existe justamente para acabar com o eu disse, você disse.
Vistoria é o registro detalhado do estado do imóvel em dois momentos: quando o inquilino recebe as chaves (entrada) e quando as devolve (saída). Compara-se um com o outro, e a diferença define quem paga o quê. É o documento que protege os dois lados, não só o proprietário.
A de entrada fotografa e descreve tudo: paredes, pisos, louças, esquadrias, pintura e, no caso de mobiliado, cada móvel e eletrodoméstico com seu estado. A de saída repete o mesmo roteiro para checar o que mudou além do desgaste natural do uso.
Sem vistoria de entrada, o proprietário quase não tem como cobrar um dano na saída, porque não consegue provar que o imóvel estava íntegro antes. E o inquilino fica exposto a ser cobrado por defeito que já existia. O laudo bem feito protege os dois e é peça-chave se a discussão chegar à retenção da garantia ou ao judiciário.

Um bom laudo cobre, item por item:
Tudo com foto datada e descrição. Palavra sem foto vale pouco na hora da discussão.
Aqui está o nó da maioria dos conflitos. Desgaste natural é o que acontece pelo simples uso e passar do tempo: pintura levemente encardida, pequenos sinais de uso no piso. Dano é o que foge disso: furo grande na parede, vidro quebrado, porta arrombada, mancha de infiltração por mau uso.
A regra prática que os tribunais costumam seguir é que o inquilino devolve o imóvel no estado em que recebeu, descontado o desgaste natural do uso normal. Ele não precisa entregar pintura nova se recebeu pintura usada. Por isso o laudo de entrada precisa registrar o estado real da pintura na chegada, não um imóvel em perfeito estado genérico que não prova nada.
Gestão profissional trata a vistoria como processo, com laudo fotográfico padronizado e arquivado, o que reduz o atrito na devolução e dá segurança aos dois lados. Vale conferir também a convenção do condomínio, que pode ter regras próprias sobre reformas e alterações que aparecem na vistoria.
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Divergência acontece. O inquilino aponta que um dano é desgaste natural, o proprietário discorda. O caminho é comparar os dois laudos lado a lado, foto com foto, item com item. Se a diferença estiver clara nas imagens datadas, a conversa se resolve rápido. Quando não há acordo, a garantia pode ficar retida até a definição, e o caso pode ir para a via judicial, onde o laudo de entrada assinado vale muito. Por isso o registro detalhado na chegada não é burocracia, é a sua prova. Documentar bem na entrada é o que evita que a saída vire uma queda de braço.
A vistoria é chata de fazer e maravilhosa de ter. Ninguém valoriza até o dia da devolução.
Se houver divergência sobre dano na saída, o laudo de entrada é a sua melhor prova. Em caso de impasse sobre valores, um advogado pode orientar sobre retenção de garantia e as vias de cobrança.
É o registro detalhado do estado do imóvel quando o inquilino recebe as chaves e quando as devolve, para comparar e definir responsabilidades.
A lei não obriga, mas sem ela o proprietário quase não consegue provar danos e o inquilino fica exposto a cobrança indevida. É altamente recomendável.
Desgaste é o efeito do uso normal, como pintura levemente encardida. Dano é o que foge disso, como furo grande, vidro quebrado ou infiltração por mau uso.
Fotografe tudo com data, descreva cômodo a cômodo, colha a assinatura das duas partes e guarde o laudo junto ao contrato de locação.
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