Orientação solar do imóvel: por que a posição muda o preço
Sol da manhã ou da tarde: a orientação solar do apartamento afeta conforto, conta de energia e preço de tabela. Saiba o que avaliar antes de comprar.

Mercado imobiliário
Rentabilidade de aluguel mostra quanto seu imóvel rende de verdade. Veja como calcular a versão bruta e a líquida, com exemplo e parâmetros de 2026.
Dois apartamentos, o mesmo aluguel de 3 mil por mês. Um custou 500 mil, o outro 800 mil. O primeiro rende bem mais, e mesmo assim muita gente compra o segundo porque olhou o valor do aluguel e esqueceu de dividir pelo preço. Rentabilidade é justamente essa divisão que separa o investimento bom do investimento bonito.
É o quanto o aluguel representa, em percentual, sobre o valor do imóvel em um período, normalmente ao ano. Ela responde à pergunta que importa: meu dinheiro parado nesse imóvel está trabalhando bem? Serve para comparar imóveis entre si e para comparar o imóvel com outras aplicações, como renda fixa e fundos imobiliários.
Há duas versões, e confundi-las é o erro clássico.
Pega o aluguel anual e divide pelo valor do imóvel:
Um imóvel de 500 mil que rende 3 mil por mês gera 36 mil no ano, o que dá 7,2% brutos ao ano. Simples, mas incompleto.
Desconta os custos que o proprietário paga mesmo com o imóvel alugado ou vago: IPTU, condomínio em vacância, manutenção, taxa de administração, seguro e a fatia da vacância. É a que diz a verdade.

| Item | Cenário do exemplo |
|---|---|
| Aluguel anual | R$ 36.000 |
| IPTU e condomínio em vacância | R$ 3.200 |
| Manutenção e reparos | R$ 1.500 |
| Taxa de administração | R$ 3.000 |
| Um mês de vacância no ano | R$ 3.000 |
| Rentabilidade bruta | 7,2% |
| Rentabilidade líquida aproximada | 5,1% |
A diferença entre 7,2% e 5,1% não é detalhe: é quase um terço do retorno que some quando você para de ignorar os custos. Investidor que decide pela bruta costuma se frustrar no fim do ano.
Um parâmetro de mercado ajuda. Dados de fevereiro de 2026 apontavam rentabilidade média do aluguel residencial por volta de 6% ao ano no Brasil. Quando a Selic começa a ceder (estava em 14,25% em junho de 2026, com projeção de queda no segundo semestre), o aluguel fica relativamente mais atraente frente à renda fixa. Ou seja, o mesmo imóvel pode parecer melhor ou pior investimento dependendo de onde os juros estão.
Mas rentabilidade não é o único olho da jogada. Um imóvel com retorno menor em bairro que valoriza, como partes da Zona Oeste de São Paulo ou o entorno da Savassi em BH, pode ganhar no preço de venda o que perde no aluguel. Quem investe olha os dois: renda mensal e valorização.
O passo 4 pega muita gente. Usar o preço antigo infla artificialmente o número e esconde que talvez fosse melhor vender e realocar. A rentabilidade sempre se mede sobre quanto o imóvel vale hoje.
Para o investidor que quer aprofundar, a métrica prima da rentabilidade líquida é o cap rate do imóvel de renda, muito usada para comparar oportunidades. E controlar a vacância é o que mantém a rentabilidade real perto da prometida.
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Vale separar dois ganhos que o imóvel pode dar. A rentabilidade é a renda corrente, o aluguel que pinga todo mês. A valorização é o quanto o imóvel sobe de preço ao longo do tempo, e só vira dinheiro quando você vende. Um apartamento na Vila Olímpia pode ter rentabilidade modesta e valorização forte; um imóvel em bairro estável pode ter o inverso. Investidor experiente soma os dois no retorno total, e não confunde um com o outro.
Corrigir esses quatro pontos já aproxima o número do retorno verdadeiro.
A pergunta certa não é quanto o imóvel rende, e sim quanto ele rende depois de todos os custos, sobre quanto ele vale hoje.
Confirme os cálculos com seu contador antes de decidir, sobretudo o tratamento do imposto de renda sobre o aluguel, que varia conforme o regime e pode mudar bastante o retorno líquido.
Divida o aluguel anual líquido pelo valor de mercado do imóvel e multiplique por 100. Use a versão líquida, depois de todos os custos.
A bruta ignora custos e superestima o retorno. A líquida desconta IPTU, condomínio, manutenção, administração e vacância, e reflete o que sobra de verdade.
Dados de mercado de início de 2026 apontavam média por volta de 6% ao ano no residencial. Bom é ficar acima da sua alternativa de menor risco, considerando a Selic.
Não. Calcule sobre o valor de mercado atual do imóvel, senão o número fica distorcido e esconde se compensa vender e realocar o capital.
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