O que é rentabilidade de aluguel e como calcular
Rentabilidade de aluguel mostra quanto seu imóvel rende de verdade. Veja como calcular a versão bruta e a líquida, com exemplo e parâmetros de 2026.

Mercado imobiliário
Vacância é o tempo em que o imóvel fica sem alugar e gerando custo. Veja como calcular a taxa, quanto ela pesa no bolso e como reduzir o período parado.
Um apartamento de dois quartos em Pinheiros que passa sessenta dias sem inquilino não perdeu só dois aluguéis. Perdeu dois aluguéis, pagou dois condomínios do próprio bolso, dois IPTUs proporcionais e ainda deixou o capital rendendo zero enquanto a poupança do vizinho rendia. Vacância é esse buraco silencioso na conta de quem vive de aluguel, e quase ninguém mede.
Vacância é o período em que a unidade está disponível para locação e não gera receita. Ela aparece no intervalo entre um contrato e outro, no tempo de reforma antes de anunciar e naquele mês em que o imóvel já está no anúncio mas ninguém fechou. Quem administra de forma profissional transforma isso em indicador: a taxa de vacância.
Existem dois tipos que vale separar. A vacância física é o imóvel literalmente vazio. A vacância financeira é quando ele está ocupado, mas a receita não entra, por inadimplência ou por carência concedida. As duas doem no bolso, só que por motivos diferentes.
A conta mais direta compara os dias parados com o total de dias do período analisado:
Se o imóvel ficou 30 dias vazio ao longo de um ano de 365 dias, a taxa fica em torno de 8,2%. Outra forma olha a receita: quanto você de fato recebeu frente ao que receberia com ocupação plena. As duas leituras conversam, e o proprietário atento acompanha as duas.

Porque o imóvel vazio não fica de graça. Estes custos continuam correndo mesmo sem inquilino:
| Custo que não para | Quem arca com o imóvel vazio |
|---|---|
| Condomínio | Proprietário |
| IPTU | Proprietário |
| Taxa mínima de água e luz | Proprietário |
| Rendimento que o capital deixou de gerar | Proprietário |
Some tudo e um mês de vacância costuma custar bem mais do que o aluguel perdido isolado. Em cidades com mercado aquecido, esse custo pesa ainda mais porque a demanda existe: deixar parado é escolha, não falta de procura. Em Belo Horizonte, por exemplo, dados de mercado de abril de 2026 mostravam desconto médio de apenas 1,6% na negociação do aluguel, sinal de baixa vacância e inquilino disputando imóvel bom. Quem demora para anunciar perde a onda.
Precificação baseada em dados da região, não no que o vizinho pediu. Anúncio com fotos de qualidade e descrição honesta. Agilidade entre desocupação, vistoria e novo contrato. E flexibilidade de modelo: um imóvel que aceita locação por temporada ou mid-term (30 a 90 dias) tem mais janelas de ocupação do que um que só topa contrato de longo prazo. Entender a rentabilidade real do aluguel ajuda a enxergar o quanto cada mês vago corrói o retorno.
Não existe número mágico, e depende da cidade, do tipo de imóvel e da estratégia. Um bem localizado em bairro de alta procura, como a Savassi em BH ou a Vila Olímpia em São Paulo, tende a girar rápido e sustentar vacância baixa. Um imóvel grande, de ticket alto e público restrito, naturalmente demora mais para alugar, então uma vacância um pouco maior é esperada. O erro é não medir: sem número, você não sabe se o problema é o preço, o anúncio ou o próprio imóvel.
Quem cuida de vários imóveis costuma delegar esse acompanhamento a uma gestão profissional, que mede vacância como métrica e age para encurtá-la. Para entender o efeito da vacância sobre o retorno, vale conhecer o serviço de rentabilização de imóveis da Luvi e ler mais análises em /blog/categoria/mercado.
Um exemplo deixa o custo palpável. Um imóvel que rende R$ 2.500 por mês e fica dois meses vago no ano perde R$ 5.000 de aluguel, e ainda arca com dois condomínios e dois IPTUs proporcionais. Se o condomínio é de R$ 700, some mais R$ 1.400. O prejuízo real do ano passa fácil de R$ 6.400, o equivalente a quase três aluguéis, não dois. Por isso um mês de vacância evitado costuma valer mais do que uma pequena vantagem no valor do aluguel. Na dúvida entre segurar o preço e alugar logo, faça essa conta antes de recusar uma proposta razoável.
Vacância não é azar. É um número que você pode medir, comparar e reduzir.
O proprietário que trata o imóvel como negócio olha a taxa de vacância do mesmo jeito que um lojista olha a prateleira vazia: cada dia sem girar é margem indo embora. Comece registrando cada dia parado e o motivo. Em poucos meses, o padrão aparece sozinho e mostra onde agir primeiro.
É o período em que o imóvel está disponível para locação e não gera receita, seja entre contratos, em reforma ou já anunciado sem inquilino.
Divida os dias sem aluguel pelo total de dias do período e multiplique por 100. Trinta dias vazios em um ano dão cerca de 8,2%.
Não há número fixo. Depende da cidade, do tipo de imóvel e da estratégia. O importante é medir e comparar com imóveis parecidos da região.
Sim. Preço alinhado ao mercado, bom anúncio, agilidade entre contratos e flexibilidade de modelo, como temporada e mid-term, encurtam o tempo parado.
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