Pessoa filmando com o celular os detalhes de um apartamento vazio na vistoria

Gestão de imóveis

Vistoria por vídeo e foto: como registrar o imóvel na entrada

Laudo genérico não protege ninguém. Aprenda a fazer a vistoria por vídeo e foto na entrada, o que registrar cômodo a cômodo e como isso blinda a caução.

"Imóvel entregue em bom estado de conservação." Essa frase, sozinha, não protege ninguém. É o laudo de vistoria genérico que aparece em metade dos contratos e vira palavra contra palavra na hora da saída. A vistoria por vídeo e foto resolve isso: transforma o estado do imóvel na entrada em prova, com data, detalhe e imagem. Vale para o inquilino que não quer pagar por dano que não fez e para o dono que quer receber o imóvel como entregou.

Por que a vistoria de entrada decide a saída

A caução, os débitos e as benfeitorias, tudo se resolve comparando o estado da entrada com o da saída. Sem um registro detalhado no primeiro dia, a discussão na devolução vira achismo. Com fotos datadas e vídeo, cada arranhão ganha dono. O princípio é simples: quem registra bem a entrada controla a conversa na saída.

Um detalhe jurídico ajuda: o desgaste natural do uso é do inquilino por direito, ele não paga por isso. Mas provar o que era desgaste e o que era dano preexistente só é possível com o registro de entrada em mãos.

O passo a passo do registro

Faça a vistoria com o imóvel vazio, de dia, com boa luz, antes de mudar qualquer coisa. Percorra cômodo por cômodo, sem pressa.

  1. Grave um vídeo contínuo passando por todos os ambientes, narrando o que vê e mostrando datas quando possível.
  2. Fotografe cada cômodo em plano aberto e depois os detalhes: rodapés, cantos, rejuntes, esquadrias, fechaduras.
  3. Registre os pontos que costumam gerar briga: manchas, trincas, azulejos soltos, marcas de infiltração, riscos no piso.
  4. Teste e filme o que funciona: abra torneiras e chuveiros, acione descargas, ligue tomadas com um carregador, teste interruptores.
  5. Fotografe os medidores de água, luz e gás com o número visível, para não herdar consumo de terceiros.
Detalhe de uma parede e rodapé sendo fotografados durante a vistoria de entrada
Fotografar os detalhes evita pagar na saída por um dano que já existia

O que registrar, item por item

ÁreaO que fotografar ou filmar
Paredes e tetoManchas, trincas, furos, estado da pintura
Piso e rodapésRiscos, peças soltas, desgaste, rejunte
Cozinha e banheirosLouças, torneiras, sifões, box, azulejos
EsquadriasJanelas, portas, fechaduras, vidros
Elétrica e hidráulicaTomadas, interruptores, vazamentos, pressão
MedidoresNúmeros de água, luz e gás na entrada

Como dar valor de prova ao registro

Registrar é metade do trabalho. A outra metade é formalizar. Anexe as fotos e o vídeo ao laudo de vistoria, e faça as duas partes assinarem, de preferência de forma digital, com data. Envie o material para os dois lados por um canal rastreável, como e-mail, para que exista um carimbo de quando foi feito. Guarde os arquivos originais, sem edição, porque os metadados de data reforçam a autenticidade. Um laudo assinado por ambos, somado às imagens datadas, é o que segura qualquer discussão futura.

Erros comuns que anulam a vistoria

Vale para o dono e para quem prepara o imóvel

Para o proprietário, a vistoria detalhada é o que sustenta a cobrança de um dano real e, ao mesmo tempo, o que evita reter caução por desgaste natural, o que só geraria disputa. Para quem prepara e mobilia o imóvel para alugar, o registro de entrada também documenta o inventário de móveis e eletros, item por item, com estado e quantidade. Esse inventário é a base para conferir tudo na devolução.

De quanto em quanto tempo revisitar o registro

A vistoria de entrada é a principal, mas não precisa ser a única. Em locações longas, uma vistoria intermediária, combinada entre as partes, ajuda a flagrar cedo problemas que só pioram com o tempo, como uma infiltração começando ou uma esquadria empenando. Registrar esses pontos no meio do caminho define quem é responsável antes que o dano cresça e vire discussão na saída. Em imóveis mobiliados, vale reconferir o inventário de tempos em tempos, item por item, para não descobrir só na devolução que uma peça sumiu ou quebrou meses atrás. Não é desconfiança, é método: o registro protege os dois lados por igual, porque impede tanto a cobrança injusta contra o inquilino quanto a devolução de um imóvel danificado ao dono. Quanto mais fotos datadas ao longo do contrato, menor a área cinzenta no acerto final.

O registro de entrada é o par natural do checklist de saída para receber a caução de volta: um fotografa o começo, o outro confere o fim. E, como todo documento do aluguel, ele ganha força quando anexado a um contrato assinado digitalmente com trilha de auditoria. Mais rotina de imóvel na categoria de gestão. Quem vai preparar o imóvel para locar pode conhecer o serviço de setup e mobília da Luvi. Para casos de disputa, guarde tudo e consulte um advogado.

Perguntas frequentes

Como fazer a vistoria de entrada por vídeo e foto?

Com o imóvel vazio e bem iluminado, grave um vídeo contínuo por todos os cômodos e fotografe detalhes: paredes, piso, esquadrias, louças e os medidores com o número visível.

A vistoria por vídeo tem validade?

Ganha força quando anexada ao laudo assinado pelas duas partes, com data, e enviada por canal rastreável como e-mail. Guarde os arquivos originais, pois os metadados reforçam a prova.

Por que registrar os medidores na vistoria?

Para não herdar consumo de água, luz ou gás de quem morou antes. Fotografar o número dos medidores na entrada fixa o ponto de partida do seu consumo.

Preciso pagar por desgaste natural na saída?

Não. O desgaste natural do uso é do inquilino por direito. A vistoria de entrada é justamente o que prova o que era desgaste e o que seria dano, evitando cobrança indevida.

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