Área útil, privativa e total: pare de se confundir com os números
Área útil, privativa e total são medidas diferentes e mudam bastante o preço por m². Entenda cada conceito e não caia em comparações erradas na hora de comprar.

Mercado imobiliário
O IGP-M já foi o rei do reajuste de aluguel. Entenda como ele funciona, por que muitos contratos migraram para o IPCA e o que olhar no seu contrato.
Por anos, quando chegava o aniversário do contrato, o inquilino segurava a respiração esperando o IGP-M. Em alguns anos, o índice passou de 30% em doze meses e virou pesadelo. Em 2026, o cenário é bem mais calmo, mas entender esse índice continua valendo, porque ele ainda reajusta muitos aluguéis por aí.
O IGP-M é o Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele mede a variação de preços em um conjunto amplo, e é aí que mora a diferença dele para a inflação que você sente no supermercado. O IGP-M é composto por três pedaços:
Como o atacado domina o cálculo, o IGP-M é muito sensível a câmbio (dólar) e a preços de commodities. Por isso ele pode disparar quando o dólar sobe, mesmo que a inflação ao consumidor esteja comportada. Foi o que aconteceu em anos recentes, quando o índice descolou do dia a dia das famílias.
Historicamente, o IGP-M virou o índice padrão de reajuste de contratos de aluguel no Brasil. A ideia era corrigir o valor do aluguel pela inflação, mantendo o poder de compra do proprietário ao longo do contrato. O reajuste é anual, aplicado no aniversário do contrato, usando o acumulado do índice nos últimos doze meses.
Em meados de 2026, o IGP-M acumulava algo em torno de 3,16% em doze meses (referência junho/2026), depois de um período em que chegou a ficar negativo. Ou seja: hoje ele está num patamar baixo, o que alivia o reajuste de quem tem contrato atrelado a ele.

Depois de sustos com o IGP-M disparando enquanto salários não acompanhavam, muitos contratos migraram para o IPCA, a inflação oficial medida pelo IBGE, buscando previsibilidade. Veja a diferença:
| Característica | IGP-M | IPCA |
|---|---|---|
| Quem calcula | FGV | IBGE |
| Foco | Atacado, câmbio, construção | Consumo das famílias |
| Volatilidade | Maior, sensível ao dólar | Mais estável |
| 12 meses (2026) | Cerca de 3,16% (jun/2026) | Cerca de 4,72% (maio/2026) |
Repare no detalhe curioso de 2026: neste momento o IGP-M está mais baixo que o IPCA. Então, hoje, quem reajusta por IGP-M tende a pagar um reajuste menor que quem reajusta por IPCA. Isso pode inverter no futuro, já que o IGP-M é mais instável. Para entender o índice do outro lado da tabela, veja o que é o IPCA e como ele afeta o seu bolso.
Uma característica ajuda a entender a volatilidade: como o IGP-M pesa muito o atacado, ele às vezes sobe forte antes de a inflação chegar ao consumidor, e recua antes também. Funciona quase como um termômetro adiantado de custos, o que explica por que o número dele e o do seu supermercado nem sempre andam juntos no mesmo mês.
A conta é mais simples do que parece. Pegue o acumulado do índice nos doze meses anteriores ao aniversário do contrato e aplique sobre o aluguel atual. Se o índice acumulou algo por volta de 3,16% no período, um aluguel de R$ 2.000 passaria para cerca de R$ 2.063. A administradora costuma enviar o memorial de cálculo, mas conferir por conta própria evita erro.
Dois cuidados úteis. Primeiro, o índice usado é sempre o acumulado do período do seu contrato, não o número de um mês isolado que você viu na manchete. Segundo, se o índice ficar negativo em algum período, como o IGP-M já ficou em anos recentes, tecnicamente o reajuste pode ser zero ou até para baixo, mas isso depende do que o contrato prevê. Na dúvida sobre a cláusula, vale conferir com a administradora ou um advogado.
O IGP-M não é bom nem ruim por natureza: ele é volátil. Em anos de dólar calmo, alivia. Em anos de disparada cambial, morde. Saber qual índice rege o seu contrato é o que te dá previsibilidade. Para alugar com regras claras de reajuste desde o começo, o modelo digital da LUVI HOME deixa isso transparente. Mais explicações sobre índices e contratos estão na categoria de mercado do blog.
É o Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela FGV. Ele mede preços no atacado, no varejo e na construção, com peso grande do atacado, o que o torna sensível ao dólar e às commodities.
Historicamente ele virou o índice padrão dos contratos de locação para corrigir o valor do aluguel pela inflação. O reajuste é anual, no aniversário do contrato, usando o acumulado dos últimos doze meses.
Depende do momento. O IGP-M é mais volátil e sensível ao dólar; o IPCA é mais estável. Em meados de 2026 o IGP-M está mais baixo que o IPCA, mas isso pode mudar. O que importa é qual índice consta no seu contrato.
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