Individualização de água e gás no prédio: economia para todos
Entenda como funciona a individualização de água e gás em condomínios, quem paga a obra, quanto se economiza e o que diz a legislação brasileira.

Gestão de imóveis
Transforme a gestão do seu imóvel de uma dor de cabeça em um processo eficiente com 5 passos práticos que qualquer proprietário pode aplicar.
Quem tem um imóvel alugado "no braço", cobrança por WhatsApp, vistoria de foto no celular, boleto feito no banco, contrato de modelo baixado da internet em 2018, geralmente chega a um ponto em que o tempo gasto não compensa o que recebe. A boa notícia é que profissionalizar não precisa custar caro, nem exige contratar uma imobiliária.
A gestão profissional começa antes do inquilino entrar. Isso significa:
Isso não é burocracia por burocracia. É o que te protege se a relação azeder mais tarde.
Boleto com vencimento fixo, banco cadastrado, histórico de pagamentos. Simples assim, mas muita gente ainda recebe via PIX avulso sem identificação e não sabe dizer quanto recebeu no ano.
Algumas ferramentas gratuitas ou baratas permitem emitir cobranças com código, registrar recebimentos e gerar relatório mensal. O que importa é ter um lugar centralizado onde você vê, de imediato: quem pagou, quanto, quando, e quem deve.
O repasse de água, luz e gás também entra nessa organização: defina no contrato o que é do inquilino e o que você cobre, e trate esses repasses de forma separada do aluguel principal.
Nada desgasta mais a relação com o inquilino do que uma conversa surpresa sobre reajuste. Com a gestão profissional, o contrato define: qual índice (IGPM, IPCA, ou outro), quando ocorre (anualmente, na data de aniversário), e qual é o procedimento de notificação.

Evite negociar reajuste no improviso. Se você precisar ajustar acima do índice, explique o motivo (valorização do bairro, comparativo de mercado) com dados na mão, isso gera muito menos atrito do que um pedido sem fundamento.
Imóvel alugado quebra. Sempre. Calha entope, torneira pinga, ar-condicionado falha. Proprietário que não tem reserva para manutenção transforma cada ocorrência em uma crise.
A prática recomendada é separar entre 5% e 10% do aluguel anual como fundo de manutenção. Para um imóvel que rende R$ 3.000/mês, isso significa ter entre R$ 1.800 e R$ 3.600 guardados por ano, o suficiente para resolver a maioria dos imprevistos sem mexer no caixa pessoal.
Veja também quem é responsável por cada tipo de reparo: manutenção estrutural é do proprietário; desgaste de uso é do inquilino. Essa divisão está na lei (artigo 22 e 23 da Lei do Inquilinato), mas o contrato pode detalhar ainda mais.
WhatsApp pessoal misturado com assuntos do imóvel é uma armadilha. Com o tempo, você perde notificações, não consegue documentar pedidos e não tem registro cronológico das comunicações.
Uma alternativa simples: crie um e-mail dedicado só para o imóvel (algo como "seunome.imovel@gmail.com") e conduza toda comunicação relevante por ali. Se preferir WhatsApp, crie um grupo específico onde você também adiciona o fiador, assim tudo fica documentado e o fiador está a par.
Comunicações importantes, notificação de reajuste, reparo solicitado, vistoria agendada, sempre por escrito, com confirmação de recebimento.
Se você tem mais de dois imóveis, ou se o imóvel fica em outra cidade, ou se você simplesmente não tem tempo para lidar com cobranças e ocorrências, a administradora vale o custo (geralmente entre 8% e 12% do aluguel). O que você ganha é tempo, processo e, em geral, menor vacância.
Mas mesmo com uma administradora, você precisa entender o relatório mensal que ela entrega. Saiba ler a prestação de contas ao proprietário e exija clareza nos números. Se quiser ver como uma gestão digital e transparente funciona na prática, acesse https://stayluvi.com/investir.
O IGP-M foi o mais comum por anos, mas após a volatilidade de 2020-2021 (quando chegou a 37%), muitos contratos migraram para o IPCA ou INCC. O índice deve ser definido em contrato, na ausência de previsão, a lei permite o INPC.
Não necessariamente. Com bons documentos, sistema de cobrança e organização financeira, um único imóvel pode ser gerido pelo próprio proprietário. A imobiliária ou gestora especializada passa a fazer sentido com dois ou mais imóveis, ou quando o proprietário não tem tempo.
Danos além do desgaste normal de uso são responsabilidade do inquilino. O laudo de vistoria de entrada é fundamental para provar o estado original do imóvel. Reparos estruturais, como infiltração ou elétrica, são responsabilidade do proprietário.
Aplicativos de gestão de aluguel como Inoa, Viva Real Gestão ou até cobranças via PJ/MEI com emissão de boleto permitem acompanhar pagamentos sem depender de planilha manual. O importante é ter tudo centralizado e com histórico.
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