Short stay: o guia completo da curta temporada
O que é short stay, para quem faz sentido, vantagens, desafios e como extrair a melhor renda da curta temporada — sem virar recepcionista do próprio imóvel.

Gestão de imóveis
Inquilino sumiu e deixou o imóvel para trás? Saiba o passo a passo legal para retomar o imóvel sem cometer irregularidades e se proteger de prejuízos.
O locatário para de pagar, não atende o celular, as contas estão atrasadas e a vizinha diz que não o vê há três semanas. O imóvel parece abandonado — mas "parece" não é suficiente para você entrar, tirar os pertences e colocar o apartamento para alugar de novo. Fazer isso pode te colocar em posição de devedor.
A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) é clara: o contrato só termina por acordo entre as partes, por prazo vencido com notificação, ou por decisão judicial. Entrar no imóvel à força — mesmo que o inquilino tenha desaparecido — configura esbulho possessório e pode gerar ação indenizatória contra você.
Isso frustra muitos proprietários que julgam óbvio que o imóvel foi "largado". O Judiciário não trabalha com obviamente — ele trabalha com provas e procedimentos.
1. Tente contato documentado Antes de qualquer medida, envie notificação extrajudicial por carta registrada (AR) ou cartório ao endereço do imóvel e aos garantidores (fiador, seguro-fiança). Guarde os comprovantes. Tente contato por e-mail e WhatsApp e salve os prints de "não lido" ou ausência de resposta.
2. Acione o fiador ou a seguradora Se houver garantia, acione-a imediatamente. Quanto mais tempo passa sem aluguel e com contas em aberto (água, luz, condomínio), maior o rombo. O fiador pode ajudar a localizar o inquilino — e é do interesse dele resolver logo.
3. Registre o boletim de ocorrência Faça um BO por abandono, falta de pagamento e possível dano ao patrimônio. Não tem efeito jurídico direto, mas comprova que você agiu de boa-fé e tentou os canais adequados.

4. Acione a Justiça — e conheça o artigo 79 da Lei do Inquilinato O artigo 79-A (incluído pela Lei 12.112/2009) prevê procedimento específico para abandono: o juiz pode autorizar a reintegração de posse em até 30 dias mediante prova da intenção de abandono (falta de pagamento por mais de 30 dias, ausência constatada por vizinhos ou porteiro, contas cortadas).
É um processo relativamente rápido para os padrões do Judiciário brasileiro. Com um bom advogado imobiliário, você pode ter autorização para retomar o imóvel em 1 a 3 meses.
5. Faça vistoria formal com testemunhas Quando autorizado judicialmente a entrar, leve um oficial de justiça, o advogado e pelo menos uma testemunha. Fotografe e filme tudo antes de mover qualquer objeto. Os pertences do inquilino devem ser inventariados, não descartados — você pode ser responsabilizado se jogar fora objetos de valor.
Esse ponto gera muita dúvida. A lei não tem um procedimento específico para bens abandonados em imóveis residenciais. A orientação geral dos advogados é: inventariar formalmente, armazenar por um período razoável (30 a 90 dias) e notificar o inquilino de que os bens estão guardados e que você aguarda retirada. Só depois, com documentação, considere a destinação.
Nunca venda nem descarte sem respaldo jurídico — mesmo que o valor dos bens seja irrisório.
Um processo de reintegração de posse por abandono costuma ser mais rápido que um despejo convencional, mas ainda tem custos: honorários advocatícios, custas processuais e tempo de vacância do imóvel. Para gestores de aluguel profissionais, o acompanhamento preventivo — alertas de inadimplência, notificações automáticas — reduz a chance de chegar nesse ponto.
Quer proteger seu imóvel com mais segurança? Veja como a gestão profissional de aluguéis pode fazer a diferença antes do problema aparecer.
Não sem autorização judicial. Mesmo com sinais claros de abandono, entrar à força configura esbulho possessório. O caminho correto é notificar formalmente e acionar a Justiça para reintegração de posse.
Com base no artigo 79-A da Lei do Inquilinato, o juiz pode conceder liminar em até 30 dias após a petição, desde que haja prova de abandono e inadimplência. Na prática, o processo completo costuma levar de 1 a 4 meses.
Inventarie tudo com fotos e testemunhas, notifique o inquilino por escrito e guarde os itens por um período razoável. Não descarte nem venda sem orientação jurídica — você pode ser responsabilizado.
Sim. O fiador responde pela dívida do locatário, incluindo aluguel, contas e danos ao imóvel. Notifique-o imediatamente e acione a garantia conforme o contrato.
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