Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
Comprar o imóvel onde você mora parece a escolha certa — mas nem sempre os números fecham. Saiba como avaliar a proposta e quando aceitar.
O proprietário liga: "Vou vender o apartamento, você tem preferência. R$ 490 mil, o preço que o vizinho me ofereceu." Você mora ali há 4 anos, adora o bairro, já decorou o lugar com gosto. É hora de comprar — ou de mandar a mudança?
Essa situação acontece com frequência e coloca o inquilino numa pressão emocional que atrapalha a análise racional. Vamos separar o que é sentimento do que é conta.
Antes de qualquer coisa: pela Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), se o proprietário decidir vender, o inquilino tem direito de preferência para comprar pelo mesmo preço e nas mesmas condições oferecidas a terceiros. O proprietário é obrigado a notificá-lo por escrito, e você tem 30 dias para aceitar ou recusar.
Se o proprietário vender para terceiro sem te notificar formalmente, você pode pedir a anulação da venda judicialmente (nos 6 meses seguintes ao registro) — mas isso é uma exceção, não regra. Na prática, a notificação formal é rara: o proprietário geralmente avisa por mensagem ou ligação.
Mesmo assim, o direito existe e é seu. Use-o para negociar com mais informação.
Seu primeiro passo é verificar se R$ 490 mil é o preço real de mercado. Como fazer isso:
Se o mercado paga R$ 450 mil por imóvel similar, o proprietário está pedindo um prêmio de 9% que não se sustenta. Se o mercado paga R$ 520 mil, a oferta está boa para você.
Inquilinos raramente percebem que têm poder de negociação nessa situação. O proprietário está vendendo para alguém que já mora no imóvel, conhece o estado real do lugar e pode fechar sem corretagem para ele — o que representa uma economia de até 6%. Isso é argumento para pedir desconto.
Faça a comparação com honestidade:
Custo de comprar (supondo R$ 490 mil com financiamento de 70%): - Entrada: R$ 147 mil + ITBI (~3%) + cartório (~1%) = ~R$ 163 mil - Parcela financiamento: R$ 343 mil em 20 anos a ~10,5% a.a. = ~R$ 3.400/mês (estimativa — simule na Caixa ou no banco) - IPTU + condomínio (que antes pagava o dono, agora é seu): R$ 800/mês - Total mensal: ~R$ 4.200 + a amortização que vai para o seu patrimônio
Custo de continuar alugando (hipotético): - Aluguel: R$ 2.200/mês + condomínio + IPTU: R$ 2.700/mês total
A diferença mensal é R$ 1.500 — mas parte disso é amortização (formação de patrimônio). O que você perder em cash flow você ganha em equity.

Comprar o imóvel onde você mora tem um componente emocional legítimo — você já sabe o que está comprando. Mas o emocional não paga as parcelas. Faça a conta antes de decidir.
Para entender os riscos de uma compra com financiamento ativo, veja nosso guia sobre comprar imóvel de terceiro com financiamento ativo. Consulte um corretor de imóveis e um advogado para revisar a documentação antes de assinar qualquer proposta.
Sim. Pela Lei do Inquilinato, se o proprietário decidir vender, deve notificar o inquilino por escrito com as mesmas condições ofertadas a terceiros. O inquilino tem 30 dias para aceitar ou recusar.
Pesquise imóveis similares à venda no mesmo bairro em plataformas como Zap e Quinto Andar, e peça uma avaliação informal a um corretor local. Se o mercado paga menos, você tem argumento para negociar desconto.
Sim. Você representa uma venda sem necessidade de reforma entre contratos, sem período vago e sem corretagem para o proprietário (se negociarem diretamente). Isso pode representar 5–8% de economia para ele — argumento legítimo para pedir desconto.
Se o preço está acima do mercado, se você não tem reserva para a entrada sem comprometer o caixa, ou se há incerteza sobre permanecer na mesma cidade nos próximos anos. Financiamento de longo prazo exige estabilidade.
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