Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
No Brasil, a regra dos 1% raramente fecha em grandes cidades. Entenda por que e qual referência de cap rate usar para avaliar imóveis para aluguel.
A regra dos 1% vem do mercado americano: o aluguel mensal deve ser pelo menos 1% do preço de compra do imóvel. Um imóvel de R$ 500 mil deveria render R$ 5 mil por mês de aluguel. No Brasil, isso existe em qual bairro? Spoiler: em quase nenhum das grandes cidades.
Mas antes de descartar a regra, vale entender o que ela mede e como adaptar o raciocínio para a realidade brasileira.
A regra dos 1% surgiu nos Estados Unidos nos anos 2000, quando a relação aluguel/preço de venda em várias cidades americanas ficava próxima a 12% ao ano (ou seja, 1% ao mês). Era um atalho rápido para filtrar imóveis que valiam a pena antes de uma análise mais profunda.
O que ela mede, na essência, é o cap rate bruto — a rentabilidade bruta sobre o capital imobilizado, sem descontar vacância, manutenção, IPTU ou imposto de renda.
Em São Paulo, BH e Alphaville, o cap rate bruto médio de apartamentos residenciais fica entre 4% e 6% ao ano — ou seja, entre 0,33% e 0,5% ao mês. A regra dos 1% produz o dobro disso.
Por que a distância é tão grande?
| Cidade/Bairro | Cap rate bruto médio (residencial) | |---|---| | SP — Pinheiros / Vila Madalena | 4,0–5,0% a.a. | | SP — Zona Leste (Tatuapé, Penha) | 5,5–7,0% a.a. | | BH — Savassi / Funcionários | 4,5–5,5% a.a. | | BH — Buritis / Gutierrez | 5,5–6,5% a.a. | | Alphaville / Barueri | 5,0–6,5% a.a. |

Em vez de buscar 1% ao mês (12% a.a.), um filtro mais realista para o mercado brasileiro seria:
Se o número não fecha nem no grosseiro, o imóvel está caro para o aluguel que o mercado paga naquela região.
Imóveis com cap rate baixo em localizações premium (Jardins, Itaim Bibi, Savassi) podem ser comprados com outra tese: valorização de capital. O investidor aceita 4,5% de yield porque acredita que o imóvel vale 30% mais daqui a 7 anos.
Essa tese pode ser certa — mas exige convicção e horizonte longo. Não é a mesma coisa que "comprar para renda".
A regra dos 1% não funciona no Brasil como filtro direto. Mas o raciocínio que ela carrega — qual é o yield que eu preciso para esse capital fazer sentido aqui — é válido em qualquer mercado.
Para saber se o cap rate que você encontrou vai gerar retorno real positivo, leia sobre TIR e VPL aplicados a imóveis. E para explorar imóveis com boa demanda de aluguel, acesse https://stayluvi.com/investir.
É uma referência do mercado americano que diz que o aluguel mensal deve ser pelo menos 1% do preço de compra do imóvel. No Brasil, esse nível raramente é atingido em grandes cidades — o cap rate médio residencial fica entre 4% e 6% ao ano.
Varia muito por bairro: bairros premium como Pinheiros e Vila Madalena ficam entre 4% e 5% ao ano; regiões mais acessíveis como Tatuapé e Penha chegam a 5,5%–7% ao ano. São estimativas de mercado — verifique sempre com um corretor local.
Depende do custo de oportunidade e da tese de investimento. Com Selic elevada, 5% bruto pode não superar nem a inflação depois dos custos. Mas se a tese é valorização de capital em localização premium, o yield menor pode ser aceitável.
Divida o aluguel anual pelo preço do imóvel para o yield bruto. Depois desconte: vacância estimada (8–12% ao ano), manutenção (cerca de 1% do valor/ano), IPTU quando o inquilino não paga e IR sobre o aluguel recebido (tabela progressiva ou carnê-leão). O resultado é o yield líquido real.
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