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Gestão de imóveis
Manutenção preventiva economiza no longo prazo. Veja o calendário mensal, trimestral e anual que protege o imóvel e evita reparo caro de emergência.
Vazamento não avisa. Ele começa como uma mancha discreta no teto e, quando você percebe, virou infiltração, mofo, forro caído e inquilino irritado, tudo de uma vez. A conta do reparo de emergência é sempre maior que a da revisão que evitaria o problema. Manutenção preventiva não é gasto: é o seguro mais barato do seu imóvel. E funciona melhor quando vira calendário, não improviso. Aqui está um roteiro por período.
Reparo de emergência custa mais por três motivos. Você paga a urgência do profissional, paga o dano que se espalhou por ter demorado e, muitas vezes, paga em incômodo do inquilino, que pode reduzir a renovação do contrato. Um registro que pinga vira, se ignorado, uma parede úmida e um piso estufado. Trocar a borracha do registro custa quase nada; refazer piso e pintura custa caro. A lógica se repete em elétrica, telhado, esquadrias e eletrodomésticos.

Nem sempre dá para fazer tudo de uma vez, e aí a ordem importa. Priorize o que envolve água e eletricidade, porque são os dois que mais se espalham e mais caro cobram quando falham. Um vazamento ignorado vira infiltração estrutural; uma sobrecarga elétrica vira risco de segurança. Depois vêm as áreas molhadas, como rejunte de box e vedação de janela, que barram a entrada de água antes que ela chegue à estrutura do imóvel.
Itens estéticos, como pintura e pequenos acabamentos, podem esperar um pouco mais sem gerar dano maior, desde que não estejam na fila para um novo anúncio. Uma dica prática é manter à mão os contatos de um eletricista, um encanador e um profissional de reparos gerais de confiança, além de um kit básico de ferramentas no imóvel. Quando o problema aparece, resolver rápido custa menos do que caçar profissional no meio da emergência, com o inquilino cobrando e o dano crescendo a cada dia.
Não precisa de sistema complicado. Uma planilha ou uma nota no celular com a data da última checagem de cada item já organiza. O objetivo é não depender da memória. Quem administra vários imóveis ganha muito com esse controle, porque a manutenção esquecida é a que estoura no pior momento. Um lembrete recorrente no celular para cada checagem periódica já resolve boa parte do esquecimento. E registrar não é só marcar que fez: anotar o que foi trocado e quando ajuda a prever a próxima troca, como a de um filtro ou de uma vedação que tem vida útil conhecida. Com o histórico à mão, a manutenção deixa de ser susto e vira previsão. Esse hábito conversa com o checklist de entrada que protege dono e inquilino: um documenta o estado na chegada, o outro mantém esse estado ao longo do tempo.
Em linhas gerais, a manutenção que decorre do uso normal costuma ser do inquilino, e a manutenção estrutural do imóvel é do proprietário. Mas a divisão exata depende do contrato e da lei, então formalize isso por escrito e confirme com o corretor ou advogado. Regra combinada no papel evita a discussão de "isso é comigo ou com você?" na hora do problema.
Imóvel bem conservado aluga mais rápido, mantém o valor de mercado e reduz a rotatividade, porque inquilino que mora num lugar cuidado tende a renovar. Prevenir também protege a foto do anúncio: nada de mancha no teto na hora de fotografar. Preparar e conservar o imóvel é parte do setup, e você pode ver como estruturar isso em stayluvi.com/setup. Mais conteúdo em gestão de imóveis. O resumo: agende, registre e trate o pequeno antes que ele fique grande.
Porque reparo de emergência custa mais caro, pelo dano que se espalha e pela urgência do serviço. Prevenir mantém o valor do imóvel e reduz a saída de inquilino.
Cheque vazamentos todo mês, filtros e vedação a cada três meses, rejunte e calhas a cada seis, e faça uma vistoria geral anual de elétrica, impermeabilização e pintura.
Em geral, o desgaste de uso é do inquilino e o estrutural é do proprietário, mas a divisão exata depende do contrato. Formalize por escrito e confirme com um advogado.
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