Imposto do aluguel organizado: o alívio de ter tudo documentado
Imposto do aluguel organizado dá alívio no ano seguinte. Entenda carnê-leão, deduções permitidas e a documentação que evita dor de cabeça com o Leão.

Gestão de imóveis
Um bom checklist de entrada protege dono e inquilino. Veja o que registrar na vistoria, das fotos aos medidores, para evitar conflito na saída.
A maior parte das brigas na saída de um aluguel nasce da mesma frase: "isso já estava assim quando eu entrei". Sem prova, vira a palavra de um contra a do outro, e o caução escorre pelo ralo em discussão. O checklist de entrada, ou laudo de vistoria, existe para acabar com esse impasse. Bem feito, ele protege os dois lados igualmente. Veja o que não pode faltar.
Para o proprietário, ele registra o estado real do imóvel na entrega, o que evita ter que provar dano lá na frente. Para o inquilino, ele é a garantia de que não vai pagar por defeito que já existia. Ninguém sai perdendo com um documento bem feito: quem perde é a versão contra versão. Por isso o laudo deve ser detalhado, datado e assinado pelas duas partes, anexado ao contrato.
Percorra o imóvel com calma, de preferência com o inquilino junto, anotando e fotografando cada ponto:

Dois itens que muita gente pula e depois lamenta:
Texto descreve, imagem prova. Fotografe cada cômodo com data e, se possível, faça um vídeo curto percorrendo o imóvel. Guarde tudo junto com o contrato, em nuvem, para não sumir. Um cuidado que evita dor de cabeça é datar cada imagem e nomear as pastas por cômodo, para achar rápido na hora da comparação. Se o laudo for assinado pelas duas partes com registro eletrônico, melhor ainda: fica claro que ambos concordaram com o estado descrito. O trabalho de meia hora na entrada é o que sustenta uma devolução sem discussão meses depois. Na saída, a comparação fica objetiva: bastou olhar a foto de entrada. Esse registro é primo da manutenção preventiva, já que documentar o estado ajuda a decidir o que é desgaste natural e o que é dano.
Na devolução, refaça a vistoria com o mesmo roteiro e compare item a item com o laudo de entrada. Diferenças que fujam do desgaste natural de uso podem ser cobradas; desgaste comum, não. Ter o documento transforma uma conversa tensa em conferência técnica, e é o que sustenta uma entrega de chaves segura sem prejuízo para ninguém.
Quando o imóvel vai alugado com móveis e eletrodomésticos, o checklist ganha uma camada. Cada item precisa ser listado individualmente, com marca, estado e, se possível, foto: a geladeira, o fogão, a máquina de lavar, a TV, o sofá, a cama e o colchão, panelas e utensílios quando fazem parte. Descrever apenas mobiliado no laudo não protege ninguém; o que protege é o inventário item a item, com o estado de conservação de cada um registrado.
Anote também o que funciona e o que já tem algum desgaste na entrada, para não virar cobrança indevida na saída. Um risco no tampo da mesa que já existia precisa estar registrado, ou vira discussão. Vale combinar por escrito de quem é a reposição em caso de quebra por uso normal e o que se considera dano. Quanto mais detalhado o inventário na chegada, mais objetiva fica a conferência quando o inquilino devolve as chaves e menor a chance de reter caução por engano.
Para imóvel mobiliado ou de maior valor, sim. Um laudo profissional, com fotos organizadas e descrição padronizada, tem mais peso em caso de disputa e economiza discussão. Preparar bem o imóvel e documentar a entrega fazem parte do setup, e você pode ver como estruturar isso em stayluvi.com/setup. Mais conteúdo em gestão de imóveis. Como o laudo tem efeito contratual, na dúvida confirme o formato com o corretor ou advogado.
É o documento que registra o estado do imóvel na entrega ao inquilino, com fotos, descrição por cômodo, leitura de medidores e contagem de chaves, anexado ao contrato.
Porque a imagem prova o estado real na entrega e evita a discussão de "já estava assim" na saída. Guarde as fotos datadas junto do contrato para comparar na devolução.
Refazer a vistoria com o mesmo roteiro e comparar item a item. Diferenças além do desgaste natural podem ser cobradas; o desgaste comum de uso, não.
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