Selic a 14,25%: o que os juros altos fazem com o aluguel em 2026
Com a Selic em 14,25% ao ano, financiar imóvel ficou caro e a procura por aluguel disparou. Veja o que os juros altos mudam para quem aluga em 2026.

Mercado imobiliário
IGP-M ou IPCA no reajuste do aluguel? Em 2026 o IGP-M rodava mais baixo. Compare os dois índices e veja qual pesa menos no seu contrato.
Dois vizinhos, prédios idênticos, aluguéis iguais. Na renovação, um teve aumento de cerca de 3% e o outro de quase 5%. Mesma cidade, mesmo mês. A diferença? Uma única linha no contrato: o índice de reajuste. Em 2026, escolher entre IGP-M e IPCA deixou de ser detalhe e virou dinheiro no bolso.
| Índice | O que mede | Acum. 12 meses (ref. 2026) | Volatilidade |
|---|---|---|---|
| IGP-M | atacado, construção, consumidor e câmbio | ~3,16% (jun/2026) | alta |
| IPCA | preços ao consumidor | ~4,72% (maio/2026) | menor |
Neste momento, o IGP-M está mais baixo que o IPCA. Ou seja: quem reajusta por IGP-M tende a pagar menos agora. Aquele vizinho com aumento de 3% provavelmente tem IGP-M no contrato; o de quase 5%, IPCA. São dados de referência de meados de 2026 e mudam mês a mês.
Verdade: depende do momento. Em 2021, o IGP-M disparou para dois dígitos e apavorou quem tinha esse índice no contrato, aumentos de 20% e mais foram comuns. Foi justamente aquele susto que empurrou muitos contratos para o IPCA em busca de previsibilidade. Agora o jogo virou: o IGP-M está mais camarada. Não existe índice sempre melhor; existe o índice mais favorável em cada fase.

Aqui é sobre trade-off, não sobre um número mágico:
Um proprietário racional pensa no longo prazo do contrato, não só no retrato de hoje; um inquilino cauteloso costuma preferir o índice mais estável, mesmo que hoje ele esteja um pouco mais alto.
Coloque-se nos dois papéis. Como inquilino, num momento em que o IGP-M está mais baixo, ter esse índice no contrato significa reajuste menor agora, mas você aceita o risco de ele disparar se o câmbio virar, como aconteceu em 2021. Como proprietário, o IPCA hoje reajusta mais, o que protege melhor a sua renda neste momento, mas um índice estável também facilita manter o bom inquilino sem sustos.
Não existe escolha certa universal. Existe a que equilibra o seu apetite a risco com a previsibilidade que você valoriza. Um contrato bem pensado às vezes até combina os dois lados: proprietário e inquilino conversam, olham o histórico dos índices e escolhem juntos o que faz sentido para o prazo do contrato.
Se o seu contrato está para renovar, este é o momento natural de rever o índice. Alguns pontos para a conversa:
E, como toda cláusula contratual, a troca de índice depende de acordo entre as partes e merece o olhar de um advogado se houver dúvida na redação.
Procure a cláusula de reajuste. Ela costuma dizer algo como "reajustado anualmente pela variação do IGP-M/FGV" ou "pelo IPCA/IBGE". Se você não encontrar ou tiver dúvida sobre a redação, peça ajuda a um advogado ou corretor. A troca de índice em contrato vigente depende de acordo entre as partes.
Se você aluga e o reajuste chegou salgado, confira qual índice está no contrato e qual é o acumulado do mês-base. Se você é proprietário, entenda que o índice que parece bom hoje pode virar amanhã, e que previsibilidade também é valor.
Para ver imóveis com contrato claro e sem fiador, conheça a LUVI HOME e aprenda no passo a passo como conferir se o cálculo do reajuste está certo. Mais conteúdo sobre índices na categoria de mercado.
Índices mudam todo mês. Antes de assinar ou renovar, confira o valor mais recente e, em caso de dúvida jurídica, consulte um profissional.
Em meados de 2026, o IGP-M rodava mais baixo (cerca de 3,16% em 12 meses, jun/2026) que o IPCA (perto de 4,72%, maio/2026). Neste momento, quem reajusta por IGP-M tende a pagar menos, mas isso pode mudar.
Porque ele tem peso grande do atacado, da construção e do câmbio, componentes mais voláteis que a cesta de consumo medida pelo IPCA. Por isso o IGP-M pode disparar ou ficar bem baixo dependendo do momento.
O índice é uma cláusula contratual, então a troca durante a vigência depende de acordo entre proprietário e inquilino. O momento natural para revisar é a renovação. Confirme sempre com um advogado.
Procure a cláusula de reajuste, que costuma citar IGP-M/FGV ou IPCA/IBGE. Se a redação não estiver clara, peça orientação a um corretor ou advogado antes de aceitar qualquer reajuste.
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