Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
Negociar imóvel não é pedir desconto aleatório. Saiba como pesquisar, identificar margem real e fechar a compra com as melhores condições possíveis.
Um apartamento de R$ 750 mil anunciado há 90 dias sem visita. O vendedor já baixou uma vez. Você entra, vê que o banheiro precisa de reforma, que a vista dos fundos é para o muro do vizinho e que o condomínio é de R$ 1.100. Qual o desconto possível? Depende — mas com essas informações, há muito o que trabalhar.
Negociar imóvel é diferente de pechinchar na feira. Tem protocolo, tem timing, tem argumento técnico. E tem erros clássicos que os compradores cometem que destroem o poder de barganha antes da negociação começar.
O primeiro erro fatal: fazer proposta sem ter referência de mercado. Antes de entrar em qualquer negociação, levante:
Com esses dados em mão, você chega à negociação com argumento, não com achismo.
O vendedor que precisa liquidar rapidamente tem uma posição muito diferente do que está testando o mercado sem urgência. Perguntas certas durante a visita revelam o contexto:
Se há urgência — mudança de cidade, divórcio, inventário, necessidade de capital — o espaço de negociação costuma ser maior. Não é antiético saber disso. É leitura de mercado.

Pedido de desconto genérico ("quero R$ 50 mil de desconto") raramente funciona. O que funciona é argumentação específica:
Condições do imóvel: laudos de vistoria revelam problemas reais — infiltração, elétrica desatualizada, piso danificado. Um orçamento de reforma em mãos é argumento concreto para desconto.
Comparativo de mercado: "Encontrei um apartamento similar a R$ 680 mil a duas ruas daqui" é mais poderoso do que "acho caro". Mostre a pesquisa.
Condições de pagamento: pagamento à vista — mesmo que financiado, do ponto de vista do vendedor o crédito aprovado é certo — costuma render 3% a 8% de desconto. Em lançamentos de construtoras, pagamento no ato pode abrir mesas de negociação que nem existem no balcão.
Pendências documentais: IPTU atrasado, ação judicial na matrícula, habite-se pendente? Cada irregularidade tem um custo de resolução que pode ser abatido do preço.
Não existe número mágico, mas algumas referências úteis: em imóveis usados, descontos de 5% a 10% sobre o preço pedido são comuns em negociações bem conduzidas. Acima de 15% geralmente requer uma combinação de urgência do vendedor, problema no imóvel ou mercado lento.
Em lançamentos de construtoras, o desconto sobre tabela é menor — 2% a 5% — mas o benefício costuma vir em forma de condições: unidade de andar mais alto, bônus de mobiliário ou taxa de corretagem absorvida.
O timing também importa. Fim de mês, fim de trimestre de construtoras, mercado com Selic alta e crédito caro — esses momentos aumentam a disposição do vendedor para fechar.
Muita gente sabe que tem espaço de negociação mas não sabe como abrir a conversa sem soar ofensivo. A estrutura que funciona:
Agradeça a oportunidade de ver o imóvel. Diga que gostou, mas que precisa apresentar o que encontrou no mercado. Apresente os comparativos. Mencione os pontos de ajuste que você identificou (estado do imóvel, pendências, localização específica). E faça uma proposta com número e condições — não pergunte "qual seria o menor preço". Proposta firme comunica seriedade.
Se o vendedor recusar ou contrapropostar, você vai saber até onde vai o espaço. Se não houver espaço algum, respeite e avalie se faz sentido no preço pedido.
Uma coisa a evitar: proposta verbal sem registro. Toda proposta deve ser formalizada por escrito, mesmo que informal (e-mail ou WhatsApp serve). Isso evita mal-entendido sobre o que foi acordado quando chegar a hora de assinar o instrumento particular.
Para entender melhor os custos ocultos de uma compra e os erros que destroem o retorno, veja os 7 erros de quem investe em imóvel. E se a ideia é comprar para alugar, confira o comparativo de modelos em stayluvi.com/investir.
Em imóveis usados, descontos de 5% a 10% são comuns em negociações bem preparadas. Imóveis parados há mais de 90 dias, com pendências ou vendedores com urgência real, podem ceder até 15% ou mais.
Sim, mas o corretor tem acesso a informações de mercado e histórico de transações que facilitam a argumentação. Se for negociar sem intermediário, faça sua pesquisa com rigor antes de fazer qualquer proposta.
Em geral sim, porque elimina o risco de não aprovação de crédito para o vendedor. Em imóveis usados, pagamento à vista costuma render 3% a 8% a mais de desconto em relação a quem vai financiar.
Sim. Infiltrações, elétrica desatualizada, documentação irregular — tudo isso tem custo de resolução que pode ser usado como argumento de abatimento de preço. O ideal é ter orçamentos em mãos antes da negociação.
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