Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
Imóvel alugado ou CDB e Tesouro: compare os retornos com honestidade, entenda o que cada opção entrega além dos juros e saiba quando cada uma faz sentido.
Com a Selic acima de 10% ao ano, essa pergunta voltou com força para a mesa de muitos investidores: faz mais sentido ter um apartamento para alugar ou colocar o dinheiro num CDB de banco sólido? A resposta honesta é: depende — e a comparação precisa ser feita nas mesmas bases para ser útil.
Vamos montar a conta juntos.
Ponto de partida: R$ 500 mil disponíveis para investir.
Opção A — Apartamento para alugar:
Apartamento de 60 m² em bairro consolidado de SP por R$ 500 mil, alugado por R$ 3.200/mês:
Opção B — CDB de banco médio pós-fixado (120% do CDI):
CDI em torno de 10,4% (referência meados de 2025) → 120% do CDI = 12,48% bruto: - IR sobre rendimentos (15% para mais de 2 anos): 12,48% x 0,85 = 10,6% líquido - Renda líquida: R$ 53.000/ano = 10,6% ao ano
Opção C — Tesouro IPCA+ 2035 (rendimento ao redor de IPCA + 7%):
Hipotético com IPCA de 4,5% → retorno bruto de 11,5%: - IR (15% para mais de 2 anos): 11,5% x 0,85 = 9,8% líquido - Renda líquida: R$ 49.000/ano = 9,8% ao ano
Em termos de renda corrente, o imóvel perde feio para as opções de renda fixa nesse cenário.
A comparação pura de renda é incompleta porque ignora a valorização do principal.
O imóvel pode se valorizar ao longo do tempo — e essa valorização não é tributada até a venda. Se o apartamento de R$ 500 mil virar R$ 650 mil em 8 anos (crescimento de 3,3% ao ano, próximo à inflação), o retorno total muda:
Já o CDB de 120% CDI em 8 anos (com reinvestimento) cresceria aproximadamente 116% do valor inicial em termos nominais — dependendo da trajetória da Selic no período.
A comparação honesta depende da trajetória da taxa de juros e da valorização imobiliária no período — e ninguém sabe exatamente esses dois números com antecedência.

Proteção patrimonial: imóvel é difícil de perder (não tem marcação a mercado diária, não cai numa noite). Para perfis mais conservadores que querem algo "tangível", isso tem valor real além do número.
Hedge de inflação: contratos de aluguel são reajustados por IGP-M ou IPCA. Em ciclos de inflação alta, o aluguel sobe — o que protege o poder de compra da renda. CDB pós-fixado faz o mesmo; prefixado, não.
Uso e gozo: você pode usar o imóvel. Pode morar, pode dar para filho, pode usar como garantia em crédito. O CDB não dá isso.
Disciplina de poupança: muita gente acumula patrimônio imobiliário por décadas porque imóvel "não dá para resgatar a qualquer hora". O CDB tem liquidez — o que é vantagem na teoria e armadilha na prática para quem não tem disciplina.
Prefira imóvel quando: - Você tem know-how de gestão e localização - Quer construir patrimônio de longo prazo com uso próprio eventual - Busca proteção patrimonial tangível - Tem disciplina comprometida e prefere ativo difícil de resgatar
Prefira renda fixa quando: - A Selic está alta e os spreads bancários estão atrativos - Você precisa de liquidez nos próximos 3 a 5 anos - Não quer a dor de cabeça operacional de imóvel - Quer diversificar patrimônio que já tem muita concentração em imóvel
Imóvel e CDB não precisam ser rivais. Um portfólio equilibrado pode ter os dois — mas a alocação exige clareza sobre os retornos reais de cada um, não de retornos imaginados.
Para calcular o custo real de manter um imóvel sem renda, leia quanto custa de verdade ter um imóvel parado esperando valorizar. Para gerar renda com seu imóvel, acesse https://stayluvi.com/investir.
Com Selic acima de 10%, CDB e Tesouro costumam superar a renda corrente do imóvel (que fica entre 4% e 6% líquido ao ano). O imóvel pode compensar no retorno total com valorização do principal ao longo de anos.
Descontando IR sobre aluguel, IPTU, vacância e manutenção, a renda líquida de um apartamento costuma ficar entre 4% e 6% ao ano sobre o valor do imóvel. A valorização futura não entra nessa conta.
Imóvel oferece proteção patrimonial tangível, hedge de inflação no aluguel, possibilidade de uso próprio e disciplina forçada de poupança. São atributos que têm valor além da taxa de retorno anualizada.
Sim, e muitas vezes é a estratégia mais sensata. Parte do patrimônio em imóvel (tangível, proteção, hedge) e parte em renda fixa (liquidez, previsibilidade, facilidade) forma uma carteira mais equilibrada do que concentração em apenas um ativo.
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