Fachada de imóvel residencial com placa de locação à espera de novo inquilino

Gestão de imóveis

Ação de despejo: o que a administradora resolve e o que vai ao advogado

Ação de despejo não é tarefa da administradora de imóveis — mas ela tem papel decisivo antes e durante o processo. Entenda a divisão de responsabilidades.

Quando o inquilino para de pagar e não sai voluntariamente, a administradora recebe a primeira ligação com uma pergunta direta: "Vocês cuidam disso?" A resposta honesta é: a administradora cuida de tudo o que for extrajudicial. A partir do momento em que a solução depende de um juiz, entra o advogado.

O que a administradora faz antes da ação de despejo

A maioria das situações de inadimplência não chega ao judiciário se a administradora agir cedo e bem. O fluxo típico de gestão antes da ação judicial:

  1. Contato inicial: aviso por telefone e e-mail nos primeiros dias de atraso
  2. Notificação formal: no 2º mês de atraso, notificação extrajudicial por cartório ou AR, com prazo e valor em aberto
  3. Oferta de acordo: parcelamento, prazo adicional para desocupação voluntária, quitação com desconto em alguns casos
  4. Acionamento da garantia: se houver seguro fiança, o processo de acionamento começa aqui — a administradora cuida de toda a papelada junto à seguradora
  5. Documentação completa: compilar contratos, comprovantes de aluguel, laudos, comunicações — tudo que o advogado vai precisar

Boa parte dos casos de inadimplência é resolvida até o passo 4. O inquilino paga, sai voluntariamente ou a segurança fiança cobre o período. Quando nada disso funciona, o processo vai para o advogado.

O que é exclusivo do advogado

A ação de despejo é uma ação judicial — só advogado habilitado pode ajuizá-la. Não há exceção. Qualquer administradora que afirme "cuidar do despejo" está, na melhor das hipóteses, pagando um advogado terceirizado ou, na pior, induzindo o cliente a erro.

O advogado cuida de: - Ajuizar a ação de despejo com o fundamento correto (falta de pagamento, término do prazo, infração contratual, etc.) - Requerer medida liminar quando cabível (prazo de desocupação de 15 dias em casos de inadimplência com garantia) - Acompanhar o processo, audiências e cumprimento de sentença - Ajuizar ação de cobrança separada para recuperar os aluguéis em aberto

Advogado e cliente analisando documentos de locação em escritório jurídico
O advogado especializado em locação cuida da ação judicial; a administradora cuida do processo extrajudicial

Quanto tempo leva uma ação de despejo?

Depende do motivo e da comarca. Em São Paulo e Belo Horizonte, ações de despejo por falta de pagamento com seguro fiança ou caução em dinheiro podem ter liminar concedida em semanas. Sem garantia, o processo pode se estender por 6 a 18 meses, às vezes mais.

Isso explica por que a garantia locatícia importa tanto: ela não é só proteção financeira — ela acelera o processo de despejo quando necessário.

Checklist: o que a administradora entrega ao advogado

Quando o caso vai para o judiciário, o advogado vai precisar de:

Uma administradora bem organizada entrega esse pacote completo. Quando a documentação é bagunçada ou incompleta, o processo judicial fica mais difícil e caro.

O que acontece com o aluguel durante o processo de despejo?

Os aluguéis continuam devidos durante o processo. O inquilino em ação de despejo por falta de pagamento pode purgar a mora — ou seja, pagar o que deve com custas e honorários — e suspender o processo até a sentença de despejo.

Depois da sentença, se ele continuar no imóvel, há o mandado de despejo e, se necessário, reintegração forçada com oficial de justiça.

Quando o proprietário pode sair no prejuízo?

Se o imóvel não tem garantia eficaz e o inquilino não tem bens, o proprietário pode sair de uma ação de despejo e cobrança sem receber nada, mesmo vencendo o processo. Essa é a realidade que torna a escolha da garantia locatícia tão estratégica — e por isso a administradora deveria discutir esse ponto antes de assinar qualquer contrato.

Saiba mais em gestão de imóveis e leia também sobre caução e seguro-fiança na gestão para entender qual proteção vale mais para o seu caso.

Para quem quer evitar essa situação com gestão preventiva em São Paulo, BH e Alphaville, a LUVI HOME faz análise de crédito rigorosa e gestão ativa da inadimplência.

Perguntas frequentes

A administradora pode entrar com ação de despejo em nome do proprietário?

Não, a menos que tenha procuração com poderes processuais e seja representada por advogado habilitado. A ação judicial em si só pode ser proposta por advogado — a administradora cuida da parte extrajudicial.

Quanto tempo demora uma ação de despejo por falta de pagamento?

Com garantia (seguro fiança ou caução em dinheiro), uma liminar pode ser obtida em semanas. Sem garantia, o processo costuma levar de 6 a 18 meses, dependendo da comarca e da carga do judiciário.

O inquilino pode pagar e evitar o despejo mesmo com ação em andamento?

Sim. A purgação da mora — pagamento do débito integral com custas e honorários — pode suspender a ação até a sentença de primeiro grau, dependendo das circunstâncias do caso.

E se o inquilino não sair depois da sentença de despejo?

O advogado requer o cumprimento de sentença com mandado de despejo. Se o inquilino ainda resistir, a reintegração é feita com oficial de justiça, podendo envolver força policial.

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