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Gestão de imóveis

Procuração para a administradora gerir o imóvel: o que pode constar

Saiba o que incluir e o que evitar na procuração que você dá à administradora de imóveis para gerir sua propriedade com segurança e limites claros.

Uma procuração mal redigida é um dos erros mais silenciosos do mercado imobiliário. O proprietário assina, entrega para a administradora e esquece — até o dia em que descobre que autorizou muito mais do que queria, ou muito menos do que precisava para a gestão funcionar.

Para que serve a procuração na administração de imóveis?

A procuração é o documento que autoriza a administradora a agir em seu nome como locador. Sem ela (ou sem poderes adequados no contrato de administração), a empresa não pode assinar contratos de locação, emitir recibos, receber notificações judiciais ou realizar vistorias com validade formal.

A Lei do Inquilinato não exige um modelo específico de procuração, mas o Código Civil impõe que determinados atos precisam de outorga expressa para valer. O artigo 661 do CC deixa claro: poderes gerais de administração não autorizam alienar, hipotecar, transigir em juízo nem fazer doações — essas coisas precisam de menção expressa.

O que pode (e deve) constar na procuração?

Uma procuração bem elaborada para gestão de aluguel costuma incluir:

Poderes operacionais básicos: - Assinar e rescindir contratos de locação - Receber o aluguel e demais encargos (IPTU, condomínio quando transferidos ao inquilino) - Emitir e assinar recibos - Representar o proprietário perante imobiliárias, condomínios e prestadores de serviço - Realizar vistorias de entrada, intermediária e saída - Notificar o inquilino extrajudicialmente

Poderes que podem ser incluídos conforme o caso: - Ajuizar ação de despejo ou de cobrança em nome do proprietário (requer poderes especiais) - Fazer reformas até determinado valor sem consultar o proprietário - Subcontratar serviços de manutenção dentro de um limite financeiro

O que NÃO deve constar — ou precisa de muito cuidado: - Poderes ilimitados para alienar ou vender o imóvel - Autorização para fazer empréstimos em nome do proprietário - Poderes sem prazo de vigência em documentos públicos — é bom definir validade

Proprietário revisando procuração com consultor imobiliário sobre mesa de escritório
Defina os limites dos poderes antes de assinar qualquer procuração

Procuração pública ou particular?

Para a maioria dos atos de gestão do dia a dia — assinar contrato de locação, receber aluguel, fazer vistoria — uma procuração particular (assinada e com firma reconhecida) costuma ser suficiente.

Mas se você quer dar poderes para a administradora assinar documentos que serão registrados em cartório, como contratos com cláusula de alienação fiduciária ou compra e venda, a procuração pública (lavrada em cartório) é obrigatória. O custo é baixo — na maioria das cidades custa entre R$80 e R$200 — e a segurança é muito maior.

Posso revogar a procuração?

Sim, a qualquer momento, enquanto você estiver vivo e capaz. A revogação deve ser feita por escrito e comunicada formalmente à administradora. Se a procuração foi lavrada em cartório, é prudente registrar a revogação no mesmo cartório e comunicar terceiros que estavam cientes da procuração original.

Atenção: contratos de locação assinados com base na procuração antes da revogação continuam válidos. A revogação vale para atos futuros.

Checklist antes de assinar a procuração

Uma administradora séria vai te explicar para que serve cada poder que pede. Desconfiança é justificada quando a empresa pede poderes amplos sem justificativa clara. Para quem quer gestão profissional de aluguel mensal em São Paulo, BH e Alphaville, a LUVI HOME trabalha com contratos transparentes e limites bem definidos.

Para entender mais sobre o universo jurídico da locação gerida por administradora, veja o que a lei do inquilinato diz sobre quem terceiriza a administração e explore gestão de imóveis no blog.

Perguntas frequentes

A administradora pode vender meu imóvel com a procuração de gestão?

Não, a menos que a procuração mencione expressamente esse poder. O Código Civil exige outorga específica para atos de alienação — poderes gerais de administração não autorizam a venda.

Preciso de procuração em cartório para contratar uma administradora?

Para a maioria dos atos do dia a dia, uma procuração particular com firma reconhecida é suficiente. Procuração pública é necessária quando os atos precisam de registro em cartório.

Posso revogar a procuração da administradora a qualquer momento?

Sim, basta comunicar por escrito. Contratos já assinados pela administradora com base na procuração continuam válidos — a revogação vale apenas para atos futuros.

O que acontece se a administradora agir além dos poderes da procuração?

O ato pode ser declarado nulo ou ineficaz, e a administradora pode ser responsabilizada por perdas causadas ao proprietário. Por isso, os poderes devem ser definidos com clareza antes da assinatura.

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