Portaria remota no condomínio: a economia que a administração viabiliza
Portaria remota reduz custos do condomínio. Saiba como funciona, o que a administração faz para viabilizar e quais prédios se beneficiam mais dessa tecnologia.

Gestão de imóveis
Entenda o que a lei exige no seguro de condomínio, quais coberturas protegem os moradores e qual é o papel da administradora na contratação.
Incêndio em um apartamento do terceiro andar, danos à estrutura, moradores temporariamente desalojados. Nesse cenário, quem paga? Se o condomínio não tiver o seguro em ordem — ou se a apólice tiver coberturas insuficientes —, a resposta é dolorosa para todo mundo. O seguro do condomínio não é opcional: é obrigação legal desde 1964.
A Lei 4.591/1964, conhecida como Lei dos Condomínios, e o Código Civil de 2002 (art. 1.346) estabelecem que todo condomínio edilício deve contratar seguro contra riscos de incêndio ou destruição total ou parcial do edifício. Não existe exceção por tamanho do prédio ou número de unidades.
A apólice mínima exigida por lei cobre a estrutura da edificação — partes comuns e unidades privativas (a construção em si, não o recheio do apartamento). O valor segurado deve refletir o custo de reconstrução do imóvel, geralmente calculado com base na tabela do SINDUSCON da região.
Pagar essa apólice é despesa obrigatória do condomínio, rateada entre os condôminos como parte da taxa condominial.
O seguro básico protege a estrutura. Mas um sinistro real quase sempre gera danos além disso. As apólices mais completas incluem:
| Cobertura | O que protege | |---|---| | Danos elétricos | Curto-circuito em fiação comum, quadros de energia | | Responsabilidade civil do síndico | Atos de gestão que causem prejuízo a terceiros | | Responsabilidade civil do condomínio | Acidentes em áreas comuns envolvendo moradores ou visitantes | | Vendaval e granizo | Danos a telhado, telas, grades e esquadrias externas | | Danos a terceiros | Queda de objetos, infiltrações que atingem imóveis vizinhos | | Quebra de vidros | Janelas e espelhos de áreas comuns |
A cobertura de responsabilidade civil do condomínio merece atenção especial: um acidente na academia, uma queda no hall molhado ou a queda de uma placa da fachada podem gerar processos vultosos. Muitos condomínios economizam aqui e se arrependem.

A contratação é responsabilidade do síndico, que representa o condomínio legalmente. Na prática, quando há administradora, ela conduz o processo: pesquisa apólices, compara corretoras, apresenta propostas com coberturas detalhadas e submete ao síndico para aprovação e assinatura.
A administradora também controla o vencimento da apólice e dispara a renovação com antecedência, evitando o período de descoberto — que é o pesadelo de todo síndico. Sem administradora, essa responsabilidade recai inteiramente sobre o síndico morador, que precisa ter essa data na agenda e entender minimamente de apólices.
Mito 1: "O seguro do meu apartamento já cobre tudo." O seguro residencial individual cobre o conteúdo (móveis, eletrodomésticos, pertences) e às vezes reformas internas. Ele não substitui o seguro do condomínio, que cobre a estrutura e as áreas comuns.
Mito 2: "Condomínio pequeno não precisa." A lei não faz distinção por tamanho. Um condomínio de quatro unidades tem a mesma obrigação legal que um de 400.
Mito 3: "O valor segurado pode ser qualquer um." O valor deve refletir o custo de reconstrução. Subsegurar — colocar um valor baixo para pagar prêmio menor — resulta em indenização proporcional em caso de sinistro parcial (regra do rateio das seguradoras).
Qualquer condômino tem direito de pedir ao síndico a cópia da apólice em vigor. Verifique:
Se algo estiver errado, leve à próxima assembleia. Essa é exatamente a função do conselho fiscal: fiscalizar contratos e gastos do condomínio.
Veja também como conflitos e inadimplência impactam a gestão financeira em conflitos entre condôminos: o que a administradora pode e não pode fazer.
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Sim. A Lei 4.591/1964 e o art. 1.346 do Código Civil exigem que todo condomínio edilício tenha seguro contra incêndio ou destruição total ou parcial da edificação.
No mínimo, a estrutura do edifício (partes comuns e privativas). Apólices mais completas incluem responsabilidade civil, danos elétricos, vendaval, quebra de vidros e danos a terceiros.
O síndico, que representa o condomínio legalmente. Quando há administradora, ela pesquisa apólices e conduz o processo, mas a decisão e assinatura cabem ao síndico.
Não. O seguro individual cobre conteúdo e reformas internas do apartamento. O seguro do condomínio protege a estrutura e as áreas comuns — são coberturas complementares.
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