Patrimônio de afetação: a blindagem do comprador na planta
Patrimônio de afetação separa os recursos do empreendimento da construtora. Entenda como funciona e por que exigir essa proteção antes de comprar na planta.

Mercado imobiliário
A matrícula do imóvel é a certidão que conta toda a história dele no cartório. Veja o que ela revela e por que checar antes de comprar ou alugar.
Você acertou o valor, gostou do apartamento e o corretor manda um PDF com o assunto "matrícula atualizada". Vale gastar cinco minutos lendo esse documento. Ele é a certidão de identidade do imóvel, e é ali que aparecem surpresas que nenhuma foto de anúncio mostra.
A matrícula é o registro único de cada imóvel no Cartório de Registro de Imóveis. Todo imóvel regularizado tem um número de matrícula, e nela fica registrada a história completa: quem já foi dono, vendas, financiamentos, penhoras, divisões e qualquer coisa que afete a propriedade. Se aconteceu algo juridicamente relevante com o imóvel, está averbado ali.
Não confunda com o carnê de IPTU nem com a escritura. A escritura é o ato de compra e venda feito em tabelião. Só quando ela é levada a registro é que a propriedade muda de dono na matrícula. Quer entender essa diferença a fundo? Veja o comparativo entre escritura e contrato de aluguel.
Muita gente acha que matrícula é papo de quem compra. Não é. Para quem aluga, ela responde uma pergunta simples e essencial: essa pessoa que assina o contrato é realmente a dona do imóvel?
Alugar de quem não tem poder para locar gera dor de cabeça: contrato frágil, risco de despejo por ordem do verdadeiro proprietário, dinheiro de caução em mãos erradas. Pedir a matrícula atualizada antes de assinar é o jeito mais barato de evitar isso.
Ao abrir uma matrícula, procure por estes pontos:

Um detalhe que salva negócios: peça sempre a certidão de matrícula atualizada, emitida há poucos dias. Uma cópia de meses atrás pode não mostrar uma penhora ou venda registrada depois. A emissão é feita no cartório da região do imóvel, presencialmente ou pela internet, e costuma sair rápido.
Vale ainda um alerta sobre procuração. Se quem assina não é o dono, mas um representante, peça a procuração e confira se ela dá poderes para vender ou alugar aquele imóvel específico. Procuração vencida, genérica demais ou sem esses poderes não serve, e assinar com base nela pode gerar um contrato frágil, difícil de sustentar se o verdadeiro proprietário contestar.
Se algo não bater, não trave o negócio na hora, mas peça explicação por escrito e, em caso de dúvida jurídica, confirme com um advogado ou o próprio cartório. É um custo pequeno perto do risco de assinar às cegas.
Emitir uma certidão de matrícula tem custo baixo, cobrado pelo cartório conforme a tabela do estado, e costuma sair no mesmo dia ou em poucos dias quando pedida pela internet. É um dos documentos mais baratos de todo o processo de compra ou aluguel, e um dos que mais evita prejuízo. Gastar esse valor antes de assinar sai barato perto de descobrir uma penhora depois de já ter pago caução ou sinal.
Um detalhe que confunde: existe a certidão de matrícula, que conta a história do imóvel, e a certidão de ônus reais, focada justamente nas dívidas e gravames. Muitas vezes a matrícula atualizada já traz os ônus averbados, mas em negócios de compra vale pedir as duas e, quando possível, também as certidões pessoais do vendedor, para checar se ele responde a processos que possam atingir o imóvel.
Numa locação bem conduzida, esse tipo de conferência já vem feito. Plataformas de aluguel digital e imobiliárias sérias checam a titularidade antes de colocar o imóvel no ar. Se você aluga de forma 100% digital, como no modelo da LUVI HOME, parte dessa diligência acontece nos bastidores. Ainda assim, saber ler a matrícula te dá autonomia. Para mais explicações do vocabulário imobiliário, veja a categoria de mercado do blog.
Você solicita no Cartório de Registro de Imóveis da região onde o imóvel fica, presencialmente ou pela internet. Peça sempre a certidão emitida nos últimos dias, para refletir a situação mais recente.
Sim. A matrícula confirma quem é o verdadeiro dono e se há penhora ou bloqueio. Isso protege o inquilino de assinar contrato com quem não tem poder para alugar o imóvel.
A escritura é o ato de compra e venda feito em tabelião. A matrícula é o registro do imóvel no cartório, onde a propriedade só muda de dono quando a escritura é levada a registro.
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