Casal jovem observando plantas de apartamento em ambiente claro, avaliando opções de moradia

Mercado imobiliário

Juros altos e a decisão de morar de aluguel

Com a Selic em 14,25%, financiar pesa e muita gente escolhe alugar. Veja a conta entre comprar e alugar em 2026 e quando faz sentido cada caminho.

Imagine o Bruno e a Carla, casal recém-casado em São Paulo, com R$ 120 mil guardados e a pergunta clássica na cabeça: comprar o apartamento dos sonhos ou continuar alugando? Em 2026, com a Selic em 14,25% ao ano, essa conta mudou de figura. O que parecia óbvio (comprar é sempre melhor que pagar aluguel) merece uma revisão honesta.

A parcela que assustou o casal

O apartamento que o Bruno e a Carla queriam sai por volta de R$ 700 mil. Com a entrada de R$ 120 mil, sobra financiar R$ 580 mil. Com o juro imobiliário puxado pela Selic alta, a parcela inicial no sistema SAC pode facilmente superar o que eles pagariam de aluguel no mesmo imóvel. E não é só a parcela: entra ITBI, escritura, registro e a mudança. O sonho, na planilha, virou um aperto de anos.

O metro quadrado de venda em São Paulo estava por volta de R$ 11.915 em fevereiro/2026, com alta de cerca de 4% em 12 meses. Comprar bem localizado exige capital alto justamente onde o financiamento está caro. Foi aí que o casal parou para pensar.

Por que tanta gente escolhe o aluguel agora

O raciocínio do Bruno e da Carla se repete pelo país. Quando o juro sobe, o financiamento encarece e a compra sai de cena para muita gente, o que aquece a procura por aluguel. Não é falta de vontade de ter o imóvel próprio, é matemática: a parcela não cabe, ou compromete demais o orçamento.

E aqui entra um dado que dói: estima-se que cerca de 61% das famílias já gastam mais de 30% da renda com aluguel. Somar uma parcela ainda maior que o aluguel, em vez de resolver, apertaria mais.

Casal jovem avaliando opções de moradia em ambiente claro
Com o financiamento caro, muitos casais preferem alugar bem localizado a comprar apertado

Comprar x alugar: a conta que o casal fez

Eles montaram uma comparação simples, sem torcida:

FatorComprar financiadoAlugar
Desembolso inicialEntrada, ITBI, registro, mudançaCaução ou garantia, sem entrada pesada
Custo mensalParcela alta com juro de 2026Aluguel, hoje menor que a parcela
FlexibilidadeBaixa, imóvel presoAlta, muda quando quiser
PatrimônioConstrói ao longo do tempoNão constrói, mas libera capital
Risco com juro altoTrava capital em juro caroMantém o dinheiro rendendo

A conclusão deles não foi que alugar é sempre melhor. Foi que, com o juro no pico, faz sentido alugar bem localizado, manter os R$ 120 mil rendendo na renda fixa (que paga perto de 14% enquanto a Selic está alta) e reavaliar a compra quando o crédito ficar mais barato. O mercado projeta a Selic perto de 13,50% no fim de 2026, e o ciclo de queda pode seguir depois.

Quando comprar ainda vale a pena

Nem tudo aponta para o aluguel. Comprar segue fazendo sentido quando:

Fora esses casos, com juro no patamar de 2026, travar capital caro no imóvel pode não ser a melhor jogada. O que eu olharia primeiro é o custo total, parcela mais taxas, comparado ao aluguel do mesmo imóvel, e o quanto o orçamento aguenta sem sufoco.

O detalhe que muda a conta: quanto tempo você vai ficar

O prazo de permanência é o que quase sempre decide. Quem vai morar dois ou três anos num lugar e depois se mudar tende a perder com os custos de compra e venda, como ITBI, corretagem e escritura, que só se diluem no longo prazo. Nesse caso, alugar e manter o capital rendendo costuma sair na frente. Já quem vai fincar raiz por dez ou quinze anos dilui esses custos e capta a valorização do imóvel, o que pesa a favor de comprar. Antes de escolher, o Bruno e a Carla se perguntaram por quanto tempo realmente pretendiam ficar naquele bairro e naquela fase da vida. A resposta honesta muda a decisão mais do que qualquer projeção de Selic, porque o tempo é o que transforma custo de compra em investimento ou em prejuízo.

O que o casal decidiu (e o que você pode considerar)

O Bruno e a Carla optaram por alugar um imóvel mobiliado e sem fiador, mais barato de entrar e flexível, e deixar o capital trabalhando. Sem pressa, sem parcela sufocando, com a compra na mira para quando o juro ajudar. É uma escolha de timing, não de ideologia. Vale entender também o novo perfil de quem aluga em 2026 e acompanhar a editoria de mercado.

Para quem, como eles, prefere alugar bem localizado, mobiliado, digital e sem fiador em São Paulo, BH ou Alphaville, esse modelo está na LUVI HOME. Os valores são ilustrativos e variam por imóvel, banco e perfil; confirme simulações e tratamento fiscal com o seu banco e o seu contador.

Perguntas frequentes

Com a Selic alta, é melhor comprar ou alugar?

Depende do caso. Com o juro em 14,25%, a parcela do financiamento costuma superar o aluguel do mesmo imóvel, o que favorece alugar bem localizado e manter o capital rendendo, principalmente para quem financiaria muito.

Por que o juro alto faz mais gente alugar?

Porque o financiamento encarece e a parcela deixa de caber no orçamento, tirando a compra do horizonte de muita gente. Essa demanda migra para o aluguel e aquece a locação.

Quando comprar ainda vale a pena em 2026?

Quando você tem entrada alta e financia pouco, vai morar muitos anos no mesmo lugar, encontra um preço realmente abaixo do mercado ou prioriza a estabilidade de não depender de renovação de contrato.

Vale esperar a Selic cair para comprar?

Pode valer para quem financiaria bastante, já que juro menor barateia a parcela. O mercado projeta a Selic perto de 13,50% no fim de 2026, mas o preço do imóvel costuma reagir antes, então avalie caso a caso.

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