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Mercado imobiliário

Aluguel de curta x longa temporada: o que o mercado prefere agora

Curta ou longa temporada: qual modalidade de aluguel rende mais e dá menos trabalho em 2025? Compare cap rate, vacância e gestão para decidir com dados reais.

O proprietário de um studio em Pinheiros me fez uma conta em 2023: pelo Airbnb, ele recebia R$ 4.200 por mês em média, com ocupação de 70%. Pelo aluguel convencional, o mesmo imóvel rodava por R$ 2.600 com inquilino fixo. O curta temporada parecia esmagar o convencional. Dois anos depois, a conta mudou, e a conclusão dele também.

O que mudou no mercado entre 2022 e 2025

O período 2021–2023 foi excepcionalmente favorável para short stay. Pós-pandemia, a demanda por viagens explodiu, o estoque de imóveis em plataformas era menor do que a procura e os preços de diária subiram muito acima da inflação. Muitos proprietários migraram do aluguel convencional para o Airbnb e se beneficiaram dessa janela.

Em 2024 e 2025, o cenário é mais equilibrado:

Comparativo direto: curta vs. Longa temporada

CritérioCurta temporadaLonga temporada
Receita bruta potencialMais alta (diária × ocupação)Mais previsível
Vacância25% a 40% (variável por período)5% a 10% (com boa gestão)
Custo operacionalAlto (limpeza, plataforma, manutenção)Baixo
Gestão necessáriaIntensa (check-in, reviews, comunicação)Simples
Risco regulatórioCrescente (licenças, condomínio)Baixo
Rentabilidade líquida6% a 10% a.a. (bem gerido)4% a 6% a.a.

Os números são referência, variam muito por cidade, bairro, tipo de imóvel e qualidade da gestão.

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Quando curta temporada faz sentido

Short stay é a escolha certa quando:

Em cenário de alta demanda pontual (eventos, carnaval, réveillon, feiras de negócios), o short stay captura picos que o aluguel convencional nunca alcança.

Quando longa temporada é a escolha mais inteligente

Para o proprietário que quer renda passiva com baixo envolvimento operacional, o aluguel convencional ainda é a opção mais tranquila, especialmente com:

O modelo mid-term: a terceira via que poucos consideram

Entre o curta e o longa temporada existe o mid-term, contratos de 30 a 90 dias para nômades digitais, profissionais em transferência, consultores em projeto ou pacientes em tratamento médico prolongado. É uma modalidade que combina receita acima do convencional com gestão menos intensa do que o short stay diário.

Em São Paulo e BH, a demanda por mid-term cresceu com o aumento do trabalho remoto: profissionais que passam um ou dois meses em outra cidade antes de decidir se ficam. Esse perfil paga bem, cuida do imóvel e dá previsibilidade.

A pergunta certa não é "curta ou longa temporada?": é "quanto de gestão eu quero fazer?" Se a resposta for "nenhuma", longa temporada. Se for "bastante, mas com retorno compatível", short stay. Se for "alguma, mas com equilíbrio", mid-term.

O que considerar antes de mudar de modalidade

Se você tem um imóvel em aluguel convencional e está pensando em migrar para short stay:

  1. Verifique o regulamento do condomínio, a migração pode ser vedada
  2. Calcule o custo real de gestão (plataforma, limpeza entre hóspedes, manutenção acelerada)
  3. Simule a receita com ocupação conservadora (60% ao ano, não o pico)
  4. Avalie o mercado local: seu bairro tem demanda real por short stay ou é bairro estritamente residencial?

A Luvi opera imóveis de curta e média temporada em SP, BH e Alphaville, veja o que temos disponível para hospedagem em https://stayluvi.com/investir. E para entender o aquecimento do mercado de aluguel convencional, leia sobre por que o aluguel residencial aqueceu nas capitais.

Perguntas frequentes

Aluguel de curta temporada rende mais do que aluguel convencional?

Em termos brutos, sim, mas o custo operacional é bem maior (limpeza, plataforma, manutenção acelerada). A rentabilidade líquida do short stay bem gerido costuma ficar entre 6% e 10% ao ano, contra 4% a 6% do aluguel convencional.

O que é mid-term no aluguel imobiliário?

São contratos de 30 a 90 dias para nômades digitais, profissionais em transferência ou pacientes em tratamento médico. Combinam receita acima do aluguel convencional com gestão menos intensa do que o short stay diário.

Posso usar meu apartamento no Airbnb se o condomínio não autorizar?

Não é recomendado. Muitos condomínios têm regimentos que proíbem a exploração comercial das unidades para hospedagem de curta duração. Desrespeitar essa regra pode resultar em multas condominiais e ações judiciais dos vizinhos.

Qual é a vacância típica de imóvel em aluguel de curta temporada?

Costuma ficar entre 25% e 40% ao ano, variando conforme localização, época do ano e qualidade da gestão. Imóveis em locais turísticos ou de negócios com gestão profissional podem ter vacância menor em períodos de alta demanda.

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