Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

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Mid-term atende executivos em projetos e expatriados. O modelo rende mais que aluguel fixo e exige menos esforço que o short stay. Saiba como operar e precificar.
Um executivo de São Paulo vai trabalhar em um projeto de 60 dias em Belo Horizonte. Ele não quer hotel — caro, sem cozinha, sem rotina — e não quer assinar contrato de 12 meses. Quer um apartamento bem mobiliado, Wi-Fi bom, bairro seguro e nada de burocracia para entrar e sair. Esse é o público do mid-term.
O mercado de locação de médio prazo (30 a 90 dias) cresceu nos últimos anos em cidades corporativas. Em SP, o eixo Faria Lima-Pinheiros-Itaim absorve boa parte dessa demanda. Em BH, Savassi e Funcionários. Em Alphaville, o Tambore tem demanda de executivos das empresas do polo industrial.
Três razões concretas:
1. Renda mais alta que o aluguel tradicional Um apartamento de 1 quarto alugado a R$ 3.000/mês no longo prazo pode ser alugado por R$ 4.500 a R$ 6.000/mês no mid-term, por conta do serviço incluído (mobília, limpeza periódica, internet) e da praticidade para o locatário.
2. Menos trabalho que o short stay No Airbnb, você pode ter 8 check-ins em um mês. No mid-term, você tem 1. Sem preparo de apartamento a cada 2 dias, sem check-in às 23h, sem hóspede pedindo toalha extra às 6h da manhã.
3. Perfil de locatário com histórico verificável Executivos em projeto corporativo geralmente têm empresa por trás pagando ou reembolsando. O risco de inadimplência é menor que no aluguel popular, e o risco de danos ao imóvel costuma ser bem gerenciado.
Lista não negociável: - Internet de pelo menos 200 Mbps (se cair, você recebe a ligação) - Estação de trabalho funcional: mesa, cadeira com suporte lombar, boa iluminação - Cozinha completa: não só micro-ondas e geladeira mini - Roupa de cama e banho de qualidade: 200 fios não serve - Ar-condicionado em todos os ambientes - Estacionamento (opcional, mas valorizado)
Diferencial relevante: - Máquina de lavar e secar na unidade (não só na área comum) - TV com streaming configurado - Limpeza semanal incluída na diária

A referência não é o Airbnb — é o aluguel mensal tradicional acrescido de um prêmio pelo mobiliário, praticidade e prazo curto. Regra prática:
Se o Airbnb da região está cobrando R$ 250/noite para o mesmo padrão, o mid-term a R$ 160/noite vai parecer barato para o cliente corporativo — e você tem menos rotatividade.
Não existe categoria jurídica específica "mid-term" no Brasil. Contratos de 30 a 90 dias são, em geral, contratos de locação por temporada (Lei 8.245/91, art. 48), que permitem prazo de até 90 dias. Para contratos acima disso, é locação residencial comum.
Pontos importantes no contrato: - Prazo definido com data de início e fim - Valor mensal ou diário especificado - O que está incluso (internet, limpeza, condomínio, IPTU) - Política de extensão (o que acontece se o cliente quiser ficar mais)
Para o contrato de temporada, não é necessário fiador — a locação pode ser garantida por caução equivalente a 3 meses de aluguel.
VRBO, Booking.com e QuintoAndar para Estadias atende bem o público mid-term. Algumas plataformas especializadas em relocation corporativo (como a Habyt ou a Wow Apartments) também operam nesse nicho em São Paulo. Para executivos internacionais, o Airbnb Monthly ainda é muito usado.
O self-management versus gestão profissional é uma decisão importante para quem opera mid-term com mais de 2 unidades. E para entender o potencial completo da modalidade, veja também como a Luvi HOME opera locações mobiliadas em São Paulo e Belo Horizonte.
É a locação por prazo de 30 a 90 dias, voltada para executivos em projeto, profissionais de saúde, expatriados ou pessoas em transição de cidade. Fica entre o short stay (poucos dias) e o aluguel residencial tradicional (12 meses ou mais).
Em geral sim. O prêmio pelo prazo curto e pelo mobiliário costuma ser de 40% a 80% acima do aluguel longo prazo equivalente. A vantagem sobre o short stay é menor rotatividade e menos esforço operacional.
Contratos de até 90 dias se enquadram na locação por temporada (Lei 8.245/91, art. 48). Para prazos acima, é locação residencial comum. Recomenda-se revisar o contrato com advogado especializado em locação.
Booking.com, QuintoAndar Estadias, VRBO e plataformas de relocation corporativo atendem esse público. Parcerias com empresas com times em transição ou em projetos de curto prazo também são um canal eficiente.
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