Quanto cobra uma gestora de temporada e o que está incluído
A taxa de uma gestora de temporada vai de 15% a 35% da receita. Mas o que está incluído muda tudo. Saiba como comparar propostas e evitar surpresas no repasse.

Gestão de imóveis
Administrar o Airbnb por conta própria parece mais lucrativo — até somar o tempo gasto. Veja a comparação financeira honesta entre autogestão e gestão profissional.
Um 2 quartos em Pinheiros, São Paulo. Diária média de R$ 320, taxa de ocupação de 65% — R$ 6.240 por mês de receita bruta. Com gestora a 25%, o proprietário recebe R$ 4.680. Sozinho, recebe R$ 6.240. Parece óbvio que a autogestão ganha. Mas essa conta está incompleta.
A autogestão tem custos que raramente são somados com honestidade:
Tempo gasto por mês em um imóvel ativo:
| Atividade | Horas por mês | |---|---| | Resposta a mensagens e dúvidas de hóspedes | 6 a 12 | | Coordenação de limpezas e check-ins | 4 a 8 | | Gestão de avaliações e recuperação de notas | 2 a 4 | | Atualização de preços e calendário | 3 a 6 | | Resolução de problemas e manutenções | 2 a 10 (variável) | | Total | 17 a 40 horas |
Se o proprietário valoriza seu tempo em R$ 50 por hora — bem abaixo do mercado para qualquer profissional qualificado — são de R$ 850 a R$ 2.000 mensais em custo de oportunidade. Dinheiro que deixou de ganhar em outra atividade, ou tempo que retirou do descanso.
A diferença mais difícil de quantificar — mas provavelmente a mais importante — é a da precificação. Uma gestora com software de precificação dinâmica atualiza a diária várias vezes ao dia, cruzando dados de concorrência, eventos na cidade, ocupação do mercado e sazonalidade.
Em São Paulo durante o Carnaval ou em períodos de alta procura por shows e eventos, um imóvel bem precificado pode gerar 2 a 3 vezes a diária média. Quem faz autogestão e não monitora o mercado diariamente deixa esse dinheiro na mesa.
Levantamentos no setor sugerem que a precificação dinâmica profissional pode aumentar a receita total em 15% a 35% comparado à precificação manual ou estática — o que frequentemente compensa, e por vezes supera, a taxa da gestora.

Tem um caso em que a autogestão faz sentido financeiro: o proprietário que mora perto do imóvel, tem disponibilidade quase integral, já tem experiência e ferramentas de precificação, e toca só um imóvel.
Com dois ou mais imóveis, o custo de tempo cresce de forma não linear. Cada problema, cada reserva simultânea, cada manutenção é multiplicada pelo número de unidades — e o que era manejável com um imóvel vira segundo emprego com dois.
Para o 2 quartos de Pinheiros com R$ 6.240 de receita bruta:
A diferença real — líquido de tudo — costuma ficar entre R$ 300 e R$ 700 por mês em favor da autogestão. A pergunta que cada proprietário precisa responder: esse valor compensa 20 a 35 horas mensais de trabalho?
Para entender como escolher a gestora certa quando a resposta for não, veja como escolher uma boa gestora de temporada para o seu imóvel.
Esses números são ilustrativos e variam bastante conforme o imóvel, a cidade e a gestora. Construa a planilha com os seus números reais — e inclua o valor do seu tempo.
Depende do seu tempo disponível. A autogestão gera receita bruta maior, mas a diferença líquida real costuma ser de R$ 300 a R$ 700 por mês em troca de 20 a 35 horas de trabalho mensal.
Estimativas do setor apontam entre 17 e 40 horas por mês para um imóvel ativo, incluindo atendimento a hóspedes, coordenação de limpeza, precificação e manutenções.
Em muitos casos sim. Gestoras com software de precificação podem aumentar a receita bruta em 15% a 35%, o que frequentemente cobre ou supera a comissão cobrada.
Quando o proprietário tem disponibilidade ampla, experiência, ferramentas de precificação e administra apenas um imóvel. Com dois ou mais imóveis, o custo de tempo cresce de forma não linear.
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