Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
Guia completo sobre como comprar imóvel em leilão de banco: como funciona, como dar o lance, quais são os riscos, custos e o processo até o registro em seu nome.
Um apartamento de 72 m² em Santo André arrematado por R$ 185 mil num leilão da Caixa Econômica — imóvel avaliado em R$ 280 mil na matrícula. Desconto de 34%. Parece um negócio extraordinário. E pode ser — para quem entende o que vem depois.
Leilão de imóvel de banco é uma das estratégias mais populares entre investidores que querem comprar abaixo do mercado. Mas a curva de aprendizado é íngreme, e os erros nesse processo custam caro.
Quando um mutuário para de pagar o financiamento, o banco pode retomar o imóvel pela alienação fiduciária — processo mais ágil do que a antiga hipoteca (que dependia de ação judicial). Após a notificação e prazo de purgação da mora (quitação do débito), o banco leva o imóvel a leilão público.
Os dois leilões extrajudiciais previstos na lei:
É no 2º leilão que aparecem os maiores descontos — e também os maiores riscos.
Os principais portais são: - Caixa Econômica Federal (leiloeiros autorizados): leilões.caixa.gov.br - Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú: cada um tem portais próprios ou parceiros - Portais agregadores: leilõespublicos.com, bidatualizado.com.br (verificar sempre se o leiloeiro é oficial)
Os leilões podem ser presenciais (em cartório ou local designado) ou online — o que aumentou muito a participação após 2020.
Esse é o passo mais crítico — e onde a maioria dos compradores de primeira viagem erra por pressa:
1. Matrícula do imóvel no cartório: verifique se há ônus (outros credores com garantia no imóvel, penhora judicial, hipoteca anterior à alienação fiduciária). O arrematante não herda automaticamente a dívida com o banco — mas pode herdar outros ônus se existirem.
2. Ocupação: o imóvel está desocupado? Se não, o arrematante pode precisar entrar com ação de reintegração de posse, que leva de 6 meses a 2 anos. Imóvel ocupado tem desconto no lance — mas esse desconto raramente cobre o custo e o tempo do processo.
3. IPTU e condomínio em atraso: são obrigações propter rem — acompanham o imóvel. Você arremata e herda as dívidas de IPTU e condomínio anteriores à venda, mesmo que não as tenha gerado. Solicite as certidões antes de dar o lance.
4. Valor de mercado real: a avaliação do banco pode estar desatualizada. Pesquise o valor de mercado atual comparando imóveis similares na região. Desconto de 30% sobre uma avaliação defasada pode não ser desconto nenhum.

Leilão presencial: compareça com documento de identidade e, se pessoa jurídica, contrato social e procuração. Alguns leilões exigem cadastro prévio.
Leilão online: cadastro no portal do leiloeiro, envio de documentação e habilitação antecipada (em geral 1 a 2 dias úteis antes do leilão). O sistema de lances é ao vivo, como um pregão.
Dica prática: defina seu lance máximo antes de entrar no leilão. A adrenalina do ambiente competitivo empurra muitos compradores além do que planejaram — e a operação deixa de ser lucrativa.
O lance vencedor não é o custo final. Some: - Comissão do leiloeiro: geralmente 5% do valor arrematado - ITBI: ~3% sobre o valor (ou sobre o valor venal, o que for maior, dependendo do município) - Registro da carta de arrematação no cartório de imóveis: R$ 1.500 a R$ 5.000 dependendo do valor - IPTU e condomínio em atraso: variável — pode ser zero ou dezenas de milhares - Custo de reforma/reparos: imóveis retomados frequentemente estão em mau estado de conservação - Custo de desocupação (se ocupado): advogado + tempo
No total, do lance ao imóvel em condições de usar, some de 12% a 20% ao valor arrematado. Compute isso ao calcular se o desconto do leilão compensa.
Para expandir o conhecimento sobre estratégias de aquisição de imóveis com desconto, veja permuta com torna: como equilibrar a troca de dois imóveis e explore a categoria de investir do blog.
Pode ser, desde que feita a due diligence correta: verificação da matrícula, situação de ocupação, dívidas de IPTU e condomínio e estado de conservação. Sem essa verificação prévia, o risco é alto.
Dívidas de IPTU e condomínio são propter rem — acompanham o imóvel independente do novo dono. Dívidas com o banco financiador não são herdadas (são quitadas com o lance), mas outros ônus na matrícula podem ser.
Comissão do leiloeiro (5%), ITBI (~3%), registro em cartório, eventuais dívidas de IPTU/condomínio e custos de reforma. No total, some de 12% a 20% ao lance para estimar o custo real.
Em alguns leilões, especialmente da Caixa Econômica, é possível usar financiamento FGTS ou carta de crédito. Mas muitos leilões exigem pagamento à vista em prazo muito curto. Verifique as condições no edital antes de participar.
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