Comprar ou alugar em 2026: o que vale mais a pena?
A conta entre comprar e alugar um imóvel em 2026, os fatores que pesam na decisão e como saber qual faz mais sentido para o seu momento.

Mercado imobiliário
Usar o FGTS na compra do imóvel exige atenção a regras de renda, prazo e tipo de imóvel. Veja o que mudou, o que permanece e como aproveitar ao máximo o benefício.
Tem R$ 30 mil parados no FGTS e está comprando um apartamento de R$ 350 mil? Esse dinheiro pode sair do fundo e entrar direto como entrada ou para abater prestações. Mas as regras têm detalhe que pega muita gente de surpresa.
O Fundo de Garantia aceita três usos distintos na compra de imóvel residencial:
As três modalidades exigem condições que você precisa cumprir simultaneamente — não basta ter o saldo lá.
Tempo de carteira: você precisa ter, no mínimo, três anos de trabalho com carteira assinada — mas esses três anos não precisam ser consecutivos nem no mesmo empregador. Períodos anteriores contam.
Imóvel residencial: o FGTS não financia imóvel comercial, terreno isolado nem imóvel de veraneio. Precisa ser para moradia própria do titular.
Sem imóvel no município: você não pode ter outro imóvel residencial no município onde trabalha, onde reside ou onde pretende usar o FGTS. Este é o ponto que mais derruba operações: quem tem até 5% de fração de outro imóvel no mesmo município já está impedido.
Limite de valor do imóvel: para usar o FGTS fora do Minha Casa Minha Vida (ou seja, no SFH convencional), o imóvel precisa ser avaliado em até R$ 1,5 milhão. Acima disso, o FGTS não pode ser utilizado.
Não ter usado nos últimos três anos: se você usou o FGTS para comprar ou amortizar outro imóvel nos últimos 36 meses, precisa esperar completar esse prazo.
A principal mudança foi a elevação do teto do SFH para R$ 1,5 milhão no final de 2023, o que ampliou o universo de imóveis elegíveis para uso do FGTS. Em regiões como Alphaville (Barueri) e bairros valorizados de SP, muitos imóveis que antes ficavam de fora agora se enquadram.
Outra mudança relevante: o governo ajustou as faixas de renda do MCMV (Minha Casa Minha Vida), e quem se enquadra no programa tem condições ainda mais favoráveis para uso do FGTS, incluindo subsídio adicional. Veja os detalhes em nossa matéria sobre as faixas e tetos do Minha Casa Minha Vida em 2026.

O prazo de liberação costuma variar de 10 a 30 dias úteis após a entrega completa da documentação.
O FGTS não paga ITBI, registro, vistoria técnica, escritura nem honorários de cartório. Esses custos — que em SP costumam somar entre 4% e 6% do valor do imóvel — precisam vir de outra fonte. Muita gente entra no financiamento esperando usar 100% do FGTS na entrada e leva um susto com esses custos adicionais.
Para quem está estruturando a compra do primeiro imóvel, vale entender também como SFH e SFI funcionam como modalidades de crédito — a escolha impacta diretamente nos limites de uso do FGTS.
E se depois da compra você quiser rentabilizar o imóvel enquanto não vai morar, veja como funciona o aluguel gerenciado.
Quem tem pelo menos três anos de trabalho com carteira assinada (não precisam ser consecutivos), não possui imóvel residencial no mesmo município e vai comprar imóvel para moradia própria avaliado em até R$ 1,5 milhão.
Sim. É possível usar o FGTS para pagar até 80% de 12 prestações mensais consecutivas, desde que o financiamento seja pelo SFH e você cumpra as demais condições.
Não. O FGTS cobre apenas o valor do imóvel (entrada ou amortização). ITBI, registro, escritura e demais custos cartoriais precisam ser pagos à parte.
R$ 1,5 milhão de avaliação — limite do SFH vigente. Imóveis acima desse valor são financiados pelo SFI, que não permite uso do FGTS.
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