Short stay: o guia completo da curta temporada
O que é short stay, para quem faz sentido, vantagens, desafios e como extrair a melhor renda da curta temporada — sem virar recepcionista do próprio imóvel.

Gestão de imóveis
Guia prático para selecionar inquilinos com análise de crédito, documentação e entrevista — e reduzir inadimplência e problemas no aluguel.
A maioria dos problemas de inadimplência e dano ao imóvel começa antes do contrato ser assinado — na triagem que não foi feita.
Selecionar inquilino não é questão de intuição ou de "cara a cara". É processo. E um processo bem desenhado elimina a maior parte do risco sem precisar de sorte.
A regra prática consolidada no mercado é que o custo total da moradia (aluguel + condomínio + IPTU) não deve comprometer mais de 30% a 35% da renda bruta comprovável do candidato.
Um apartamento com custo total de R$ 3.000 por mês é compatível com renda de R$ 9.000 a R$ 10.000. Renda de R$ 6.000 com esse custo já é um sinal de alerta — mesmo que o candidato pareça ótimo na conversa.
Documentos de renda para solicitar: - Holerite dos últimos 3 meses (empregado CLT) - Declaração do IR do último ano (autônomo ou empresário) - Extrato bancário dos últimos 3 meses (complementar para todos) - DECORE assinado por contador (profissional liberal sem holerite)
Consulte o CPF do candidato em pelo menos dois birôs de crédito — Serasa e SPC/Boa Vista são os mais usados. Imobiliárias têm acesso a relatórios mais completos, mas qualquer proprietário pode solicitar as consultas básicas.
O que você verifica: - Restrições ativas (nome negativado) - Score de crédito e tendência histórica - Protestos e ações judiciais
Score acima de 700 no Serasa é considerado bom. Entre 500 e 700, vale conversar mais antes de decidir. Abaixo de 500 com restrições ativas, o risco de inadimplência é estatisticamente alto — e a decisão de avançar deve ser consciente.

Pedido básico: RG/CNH, CPF e comprovante de residência atual.
Mas tem mais: você pode e deve perguntar sobre o histórico de locação anterior. Pedir referência do proprietário anterior é uma prática comum em outros países e perfeitamente válida no Brasil. Uma ligação de 5 minutos para o antigo locador pode revelar o que nenhum documento mostra — se o candidato cuidou do imóvel, se pagava em dia, se respeitava o condomínio.
Não é interrogatório. É uma conversa de 15 a 20 minutos, presencialmente ou por vídeo, onde você:
Candidatos que ficam vagos sobre renda ("tenho renda, não precisa se preocupar"), que apresentam urgência excessiva ("preciso assinar hoje") ou que tentam negociar a documentação exigida são sinais de atenção.
Mito: inquilino com nome sujo é necessariamente mau pagador. Há histórico de endividamento que foi quitado e deixou rastro. Score em recuperação com restrições antigas saldadas e renda compatível pode ser candidato viável — mas exige garantia mais robusta.
Verdade: inquilino com ótima renda pode dar mais trabalho do que um de renda mediana. Perfil de alta renda que usa o imóvel intensamente (reuniões frequentes, festas, pets de grande porte em apartamento sem autorização) gera desgaste desproporcional. Avalie o uso declarado versus o tipo de imóvel.
Mito: assinar rápido evita perder o bom candidato. O bom candidato não vai embora porque você pediu 3 dias para verificar a documentação. Quem some ao primeiro pedido de comprovante provavelmente não era o candidato que você queria.
A escolha da garantia deve refletir o resultado da análise de crédito:
Converse com um advogado ou imobiliária especializada antes de definir a estrutura. Cada caso tem particularidades.
Para entender as diferenças entre tipos de contrato que afetam essa decisão, leia sobre contrato por temporada versus residencial. E para comparar estratégias de locação, acesse luvihome.com.
O padrão do mercado é que a renda bruta comprovável do candidato seja pelo menos 3 vezes o custo total mensal da moradia (aluguel + condomínio + IPTU). Abaixo disso, o risco de inadimplência aumenta significativamente, independente da impressão na entrevista.
Sim. O proprietário tem o direito de definir os critérios de seleção do inquilino, incluindo histórico de crédito limpo. Porém, não pode recusar com base em critérios discriminatórios (raça, gênero, orientação sexual, religião). Recusa por análise de crédito é legal e legítima.
Não há número mínimo obrigatório, mas analisar pelo menos 2 a 3 candidatos qualificados antes de decidir é uma boa prática. Escolher o primeiro sem comparação pode levar a aceitar alguém abaixo do perfil ideal por urgência de fechar o contrato.
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