Quanto rende um 2 quartos alugado no modelo tradicional
No aluguel tradicional, um 2 quartos rende de forma previsível. Veja como estimar a renda, o peso do IPTU, da vacância e do IR e qual yield esperar em 2026.

Investir & rentabilizar
Yield não é tudo. Aprenda a calcular o retorno do seu imóvel de aluguel somando renda líquida e valorização, com fórmulas e um exemplo passo a passo.
Muita gente mede o retorno de um imóvel olhando só o aluguel. É metade da história. O ganho de um investimento imobiliário tem duas pernas: a renda que ele paga todo mês e a valorização do imóvel ao longo do tempo. Ignorar uma das duas leva a decisões ruins, como vender um imóvel que rende pouco de aluguel mas valoriza forte, ou segurar um que rende bem mas nunca sobe de preço. Vamos calcular as duas pernas.
Para não se perder, fixe três números. Cada um responde a uma pergunta diferente.
| Métrica | Fórmula | O que responde |
|---|---|---|
| Yield bruto | Aluguel anual dividido pelo valor do imóvel | Quanto a renda paga por ano |
| Yield líquido | Renda líquida anual dividida pelo valor total investido | Quanto sobra de fato, por ano |
| Retorno total | Yield líquido mais valorização anual | O ganho completo do investimento |
O yield líquido usa o valor total investido, e aqui mora um detalhe que quase ninguém inclui: os custos de aquisição. Ao comprar, você paga ITBI, em geral em torno de 2% a 3% do valor conforme o município, mais escritura e registro em cartório. Esse dinheiro entra no denominador da conta e reduz o retorno real.

Suponha um imóvel comprado por R$ 500 mil, com R$ 20 mil de custos de aquisição, totalizando R$ 520 mil investidos. Ele gera R$ 30 mil de aluguel no ano, dos quais sobram R$ 22 mil líquidos após custos e imposto. O yield líquido é de cerca de 4,2% ao ano. Se, no mesmo período, o imóvel valorizou 4%, o retorno total do ano fica perto de 8,2%. Repare como a valorização quase dobrou o retorno em relação a olhar só o aluguel.
Em 2026, a Selic estava em 14,25% ao ano, o que torna a renda fixa uma concorrente forte no curto prazo. Só que a comparação precisa ser justa. O imóvel entrega yield líquido mais valorização, além de ser um ativo real que protege contra inflação e não some da noite para o dia. A renda fixa entrega liquidez e simplicidade, mas sem a perna da valorização. Quando a Selic começa a ceder, o imóvel tende a ganhar atratividade relativa, tanto pela renda quanto pela reprecificação dos ativos. Não existe resposta única: depende do seu horizonte, da sua necessidade de liquidez e do apetite a risco.
Começaria pelo yield líquido, porque é a parte previsível do retorno. A valorização é a aposta, e aposta se faz com margem de segurança, olhando regiões com demanda consistente, como corredores bem servidos de transporte e serviços em São Paulo, Belo Horizonte e Alphaville. Um retorno total saudável combina uma renda líquida decente com uma valorização plausível, não com projeções heroicas.
Quem compara vários imóveis usa um atalho chamado cap rate, a taxa de capitalização. Ele é a renda operacional líquida anual, ou seja, o aluguel menos os custos de manter o imóvel, mas antes do financiamento, dividida pelo valor do imóvel. Serve para comparar oportunidades na mesma régua, ignorando como cada uma foi paga. Um cap rate mais alto sinaliza mais renda por real investido, mas quase sempre vem com mais risco, seja de vacância, seja de região menos líquida. Um cap rate mais baixo costuma aparecer em imóveis muito valorizados, onde o ganho vem mais da valorização do que do aluguel. Não existe número mágico: o cap rate é uma bússola de comparação, não uma nota de aprovação. Use-o para ranquear opções e depois aprofunde a análise nas que passarem no primeiro filtro.
Antes de calcular o retorno, garanta que a base está certa, revisando a diferença entre renda líquida e bruta. E, se a conta está sendo feita para uma nova aquisição, veja como avaliar a oportunidade de comprar para alugar em 2026. Mais ferramentas na categoria de investir. Para uma análise profissional do potencial do seu imóvel, conheça o serviço de investimento da Luvi. Os números aqui são ilustrativos; rode a conta com os seus dados.
Some a renda líquida anual dividida pelo valor total investido (yield líquido) com a valorização anual do imóvel. O resultado é o retorno total, que mede o ganho completo.
O valor de compra mais os custos de aquisição: ITBI, em geral de 2% a 3% conforme o município, escritura e registro em cartório, além de eventual reforma inicial.
Não. O aluguel é uma das pernas. A outra é a valorização do imóvel. Um retorno realista soma o yield líquido com a valorização plausível da região.
Depende. Com a Selic a 14,25%, a renda fixa é forte no curto prazo. O imóvel soma renda e valorização e protege contra inflação, ganhando atratividade quando a Selic cede.
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