Inadimplência no aluguel: o que a administradora faz nos primeiros 30 dias
Os primeiros 30 dias de inadimplência definem o desfecho do caso. Entenda o protocolo que as administradoras sérias seguem e o que você pode cobrar delas.

Gestão de imóveis
A análise de crédito define quem entra no seu imóvel. Entenda o que as administradoras verificam, quais critérios usam e como esse processo protege o proprietário.
Quem seleciona o inquilino define, em grande parte, quantos problemas o proprietário vai ter nos próximos dois anos. Uma análise de crédito bem feita não garante zero inadimplência — mas reduz drasticamente as chances de um caso complicado.
O problema é que muitos proprietários tratam a análise de crédito como burocracia. Administradoras sérias tratam como processo de risco.
1. Consulta ao CPF em bureaus de crédito
Serasa, SPC e similares fornecem o score de crédito e o histórico de inadimplência. Um score alto não garante bom pagador, mas score baixo com dívidas ativas em aberto é sinal claro de atenção.
O que interessa não é o número isolado — é o padrão. Dívida antiga, de quando o candidato estava em situação diferente? Diferente de dívida recente, ativa, de valor relevante.
2. Renda comprovada
A prática de mercado é exigir renda mensal bruta de 3x o valor do aluguel (incluindo encargos). Ou seja: aluguel de R$ 2.000 mais condomínio de R$ 500 = R$ 2.500 de encargo. Renda mínima esperada: R$ 7.500.
Essa proporção não é lei — é heurística de mercado. Alguns proprietários aceitam 2,5x para perfis com histórico sólido; outros exigem 4x para imóveis de maior valor.
3. Comprovação documental
4. Referências anteriores de locação
Se o candidato já alugou antes, é possível consultar a administradora anterior. Inquilino que saiu sem dívidas, devolveu o imóvel em bom estado e foi pontual nos pagamentos — esse histórico pesa mais do que qualquer score.

Uma administradora séria não reprova por um score médio sem contexto. Ela faz a leitura integrada:
E documenta tudo. A aprovação ou reprovação precisa ter justificativa registrada — tanto para proteger a administradora quanto para informar o proprietário.
Sim. A análise de crédito é feita em nome do proprietário, e você tem direito de saber o parecer. Não necessariamente o relatório completo do bureau (questões de LGPD), mas o resultado e os critérios usados.
Desconfie de administradora que aprova candidatos sem conseguir explicar o critério. "Passou na análise" sem detalhes não é resposta satisfatória.
Histórico de crédito mede comportamento financeiro, não comportamento como inquilino. Candidato com score alto pode ser difícil na convivência, reclamar excessivamente de manutenções pequenas ou devolver o imóvel com danos além do uso normal.
Por isso a análise de crédito é o ponto de partida, não o critério único. O processo de seleção completo inclui entrevista, visita ao imóvel e, em muitos casos, conversa com referências anteriores — conforme descrito no artigo seleção de inquilino: o processo que reduz a dor de cabeça.
Mais sobre gestão profissional de aluguel em /blog/categoria/gestao. Para gestão com processo de seleção estruturado, o LUVI HOME cuida disso de ponta a ponta.
A prática de mercado é renda bruta de 3x o valor total dos encargos (aluguel + condomínio + IPTU). Esse critério não é lei, mas é amplamente adotado pelas administradoras como referência de risco.
Sim, mas você como proprietário tem direito a saber os critérios usados na análise. Uma administradora transparente informa se a reprovação foi por score, renda insuficiente ou histórico de inadimplência.
Sim. O candidato precisa autorizar a consulta ao CPF e ao score. A administradora deve guardar esse consentimento. Dados não podem ser compartilhados com terceiros sem base legal.
Sim, mas a comprovação de renda é mais trabalhosa. Extrato bancário dos últimos 6 a 12 meses, declaração de IRPF e decore são os documentos mais usados para comprovar renda de autônomo.
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