Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
A resposta sobre qual modelo de aluguel rende mais depende do imóvel, da localização e do seu perfil. Veja como comparar os três modelos com honestidade.
Três proprietários com apartamentos idênticos em Vila Olímpia. Um usa Airbnb e ganha R$ 8 mil nos meses bons — e R$ 3 mil nos ruins. Outro aluga por mid-term para executivos em projeto e tem R$ 5.500 estáveis todos os meses. O terceiro tem contrato tradicional de 30 meses a R$ 3.800. Qual ganhou mais? Depende de quanto a conta considerar — e de quanto trabalho cada um quis fazer.
O aluguel tradicional (contrato de 30 meses pela Lei do Inquilinato) tem um valor: previsibilidade. Você sabe exatamente quanto vai receber nos próximos 2,5 anos. O inquilino assume responsabilidade pelo imóvel, paga condomínio e costuma cuidar do espaço porque mora ali.
A rentabilidade, no entanto, tende a ser menor. Em imóveis residenciais urbanos em SP, o aluguel tradicional costuma representar 0,35% a 0,50% ao mês sobre o valor do imóvel. Descontadas a administradora (8%–12%) e a vacância entre contratos, o retorno líquido real fica entre 3,5% e 5% ao ano.
Para quem quer mínimo de gestão e máximo de previsibilidade, é o modelo mais adequado.
O aluguel de temporada (Airbnb, Booking, etc.) pode render entre 0,6% e 1,2% ao mês sobre o valor do imóvel — em média — quando a taxa de ocupação está acima de 65%. Mas exige gestão ativa: check-in/check-out, limpeza entre hóspedes, manutenção contínua, resposta rápida a avaliações.
A sazonalidade importa muito. Um imóvel em Belo Horizonte pode ter fevereiro e julho excelentes — datas de eventos e férias escolares — e setembro fraco. Em São Paulo, a demanda é mais constante porque é destino de negócios, mas concentrada em dias de semana.
Custo oculto: limpeza a cada rotatividade (R$ 80 a R$ 200 por faxina), consumo de itens de higiene e descartáveis, depreciação acelerada de mobília, tarifa das plataformas (12%–16% do valor da diária). Esses custos precisam entrar na conta.

O modelo mid-term — locações de 30 a 90 dias, sem contrato tradicional — tem crescido muito em São Paulo, BH e Alphaville para atender executivos em projeto, profissionais em treinamento, pessoas em reforma da casa principal.
A rentabilidade fica numa faixa intermediária: em geral entre 0,45% e 0,75% ao mês, com menor custo de gestão que a temporada (menos entradas e saídas, faxina menos frequente) e mais rentabilidade que o tradicional. É o modelo com melhor relação retorno/esforço para muitos perfis de imóvel.
A vantagem adicional: locatários de mid-term tendem a ser mais cuidadosos com o imóvel por ficarem mais tempo — não é um fim de semana, é o mês de trabalho inteiro.
| Critério | Temporada | Mid-term | Tradicional | |---|---|---|---| | Rentabilidade média | Alta (mas variável) | Média-alta | Menor | | Previsibilidade | Baixa | Média | Alta | | Esforço de gestão | Alto | Médio | Baixo | | Risco de inadimplência | Baixo | Baixo | Médio | | Vacância entre locações | Variável | Baixa | Entre contratos |
Não existe modelo universalmente melhor. O que define a escolha certa:
Há proprietários que tentam fazer rotatividade de modelos: alguns meses no Airbnb, outros com inquilino de médio prazo, e de vez em quando um inquilino tradicional. Na prática, essa mistura raramente funciona bem.
A temporada exige o imóvel sempre pronto, mobília em estado perfeito, manutenção ágil. O mid-term exige inquilino contratado com tempo de antecedência. O tradicional exige disponibilidade de assinatura de contrato. Tentar conciliar os três cria janelas de vacância não planejadas, situações de sobreposição de interesses e dificuldade de manutenção.
O mais eficiente é escolher um modelo principal, otimizar o imóvel e a gestão para ele e, eventualmente, testar uma variação com estoque disponível, não como rotina.
Um padrão que aparece com frequência entre proprietários mais experientes: quem começou na temporada com ilusão de máxima rentabilidade e descobriu o custo real de limpeza, manutenção e gestão ativa tende a migrar para o mid-term como modelo mais equilibrado. Quem veio do tradicional e experimentou o mid-term raramente volta — a diferença de rentabilidade é real o suficiente para justificar o pequeno esforço adicional.
O modelo tradicional permanece válido para imóveis em localização sem demanda específica de executivos ou turistas, e para proprietários que preferem simplicidade operacional acima de tudo.
Para imóveis em SP, BH e Alphaville, a Luvi oferece gestão completa nos modelos de temporada e mid-term — veja em stayluvi.com/investir. Se o mid-term é sua opção, leia também o guia completo sobre locação de 1 a 3 meses.
O aluguel de temporada tem o maior potencial de rentabilidade bruta, podendo chegar a 1% ou mais ao mês em localizações de alta demanda. Mas o custo de gestão é alto e a receita é variável. Para a maioria dos investidores, o mid-term oferece o melhor equilíbrio entre retorno e esforço.
Sim, em termos de previsibilidade de receita. A temporada depende de ocupação, sazonalidade e plataformas. O tradicional garante renda certa por 30 meses. O risco de inadimplência, porém, é menor na temporada — você recebe antes do hóspede entrar.
Mid-term é a locação por prazo intermediário — geralmente 30 a 90 dias — sem contrato tradicional de 30 meses. Atende executivos em projeto, pessoas em mudança de cidade ou em reforma da casa principal. Tem rentabilidade acima do tradicional e menos gestão que a temporada.
No Brasil, não existe licença federal específica para aluguel de temporada residencial. Mas alguns condomínios proíbem por convenção, e algumas prefeituras têm regulamentações específicas. Verifique a convenção do seu condomínio e a legislação municipal antes de começar.
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