Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

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O aluguel mid-term cresce em SP e BH como alternativa entre a temporada e o contrato tradicional. Entenda o modelo, o perfil do locatário e o retorno real.
Um engenheiro de São Paulo ganha projeto de 60 dias em Belo Horizonte. Ele não vai alugar um apartamento por 30 meses nem ficar em hotel por dois meses. Ele quer um flat mobiliado, com cozinha equipada e internet boa, pelo período exato do projeto. Esse é o locatário de mid-term — e o proprietário que tem o imóvel certo, no lugar certo, vai receber por isso um valor significativamente acima do aluguel tradicional.
Mid-term (ou "médio prazo") é a locação residencial por período entre 30 e 90 dias, sem contrato de 30 meses. Do ponto de vista legal, pode ser estruturado como locação por temporada (Lei do Inquilinato, art. 48, que permite contratos de até 90 dias sem necessidade de contrato tradicional) ou por meio de plataformas como Airbnb para estadias longas, Furnished Finder e similares.
É um mercado que existia informalmente há anos e ganhou formalidade e escala com as plataformas digitais e com a normalização do trabalho remoto.
Conhecer o perfil é essencial para posicionar o imóvel e o anúncio corretamente:
Um apartamento de 2 quartos em Savassi (BH) ou em Moema (SP): - Aluguel tradicional: R$ 3.500 a R$ 4.500/mês - Mid-term bem posicionado: R$ 5.000 a R$ 7.000/mês (dependendo da mobília e do período) - Temporada em alta ocupação: pode chegar a R$ 8.000–R$ 10.000, mas com mais custos e variação
O mid-term costuma ficar 30% a 60% acima do tradicional, com gestão bem menos intensa que a temporada — menos entradas e saídas, limpeza mensal em vez de a cada rotatividade, contato mais direto com o locatário.

Para atrair o locatário de mid-term e cobrar o preço adequado, o imóvel precisa ser funcional acima de tudo:
O que pode ser mais simples: decoração (funcional basta), TV (qualquer tamanho razoável), móveis (qualidade média é suficiente se for funcional).
Comparado à temporada, o mid-term exige:
Plataformas como o Airbnb têm configuração de "estadias longas" com desconto progressivo. A Furnished Finder é focada especificamente em healthcare workers. Alguns gestores especializados — como a Luvi — trabalham especificamente com esse público e oferecem gestão completa do processo.
Contrato e garantias: ao contrário do aluguel tradicional, o mid-term estruturado como temporada não exige fiança nem seguro-fiança. O risco de inadimplência é menor porque o pagamento costuma ser adiantado, mas é importante ter um instrumento escrito com as condições, o prazo e a política de danos.
Imposto de renda: a renda de aluguel é tributável e precisa ser declarada. Locações de temporada têm tratamento fiscal específico — em geral, tributadas como rendimento de pessoa física com alíquota progressiva, sem a possibilidade de dedução de despesas no modelo simplificado. Confirme com seu contador a melhor forma de declarar.
Condomínio: alguns regulamentos de condomínio proíbem ou restringem locações por temporada e de médio prazo. Antes de começar, leia a convenção e o regimento interno. Se houver dúvida de interpretação, consulte um advogado — a assembleia pode votar regras específicas sobre o tema.
Seguro do imóvel: o seguro residencial padrão costuma não cobrir danos causados por locatários de temporada. Verifique com a seguradora se o contrato atual contempla o uso ou se é necessário uma cobertura específica para locação.
Nenhum desses pontos é impeditivo — são itens de gestão que precisam estar resolvidos antes de começar, não depois do primeiro problema.
Veja o comparativo completo entre os modelos em aluguel por temporada, mid-term e tradicional. E se quiser entender quanto a mobília impacta o aluguel, leia sobre o que tem retorno ao mobiliar. Mais informações sobre gestão de imóvel para mid-term em stayluvi.com/investir.
É a locação residencial por período entre 30 e 90 dias, sem contrato de 30 meses. Atende profissionais em projeto, médicos em especialização, pessoas em reforma ou mudança de cidade. Legalmente, pode ser estruturado como locação por temporada (até 90 dias) pela Lei do Inquilinato.
Em geral, entre 30% e 60% a mais por mês, dependendo do imóvel e da localização. A diferença se deve ao perfil do locatário — que paga pelo imóvel pronto para morar — e à ausência de contrato longo, que dá mais flexibilidade ao proprietário.
Sim. O locatário de mid-term não vai trazer móveis nem eletrodomésticos. O imóvel precisa estar completamente pronto para morar — cama, cozinha equipada, internet, lavadora. Essa é a principal diferença em relação ao aluguel tradicional.
O Airbnb tem configuração específica para estadias longas. A Furnished Finder é focada em profissionais de saúde. Grupos do Facebook e LinkedIn de profissionais em mobilidade também são canais eficientes. Gestoras especializadas em mid-term cuidam de toda a operação em troca de uma taxa de administração.
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