Marco das Garantias: a lei que pode baratear o crédito imobiliário
O Marco das Garantias promete crédito imobiliário mais barato ao permitir que um imóvel garanta vários empréstimos. Veja como funciona e o que ainda trava.

Mercado imobiliário
O aluguel em Belo Horizonte subiu cerca de 11% em 12 meses e a vacância caiu. Veja o que fazer, seja você inquilino ou proprietário, no mercado de BH em 2026.
Quem procurou apartamento para alugar em Belo Horizonte no último ano sentiu na pele: o imóvel bom sai rápido, o desconto na negociação praticamente sumiu e o preço subiu bem acima da inflação. O aluguel médio em BH avançou cerca de 11% em 12 meses (referência abril/2026), com desconto médio de negociação de apenas 1,6%. Isso não é ruído; é um mercado apertado. A pergunta é: o que fazer com essa informação?
Alguns fatores se somaram. A vacância caiu, o que significa menos imóveis disponíveis para uma demanda firme. O aluguel médio na cidade chegou perto de R$ 46 por m² (abril/2026). E o desconto de negociação em 1,6% é o termômetro mais claro: quando o proprietário mal precisa ceder para fechar, é porque tem mais gente querendo do que imóvel na prateleira.
Some a isso o cenário nacional. Com a Selic em 14,25% ao ano (junho/2026), comprar ficou caro, e parte de quem compraria migrou para o aluguel. Mais gente disputando o mesmo estoque empurra o preço.
Na renovação: não aceite o reajuste no piloto automático. Confira o índice do contrato. IGP-M rodava perto de 3,16% em 12 meses (junho/2026), enquanto o IPCA estava em torno de 4,72% (maio/2026). Se o reajuste proposto passar muito do índice contratual, questione com dado na mão.
Na busca: aja rápido, mas não afobado. Imóvel bom em bairro concorrido some em dias. Tenha a documentação e a garantia prontas para não perder o imóvel por lentidão. Alugar sem fiador acelera a aprovação.
Na estratégia: avalie bairros vizinhos ao que você quer. A diferença de poucos quarteirões pode significar um corte relevante no m².

Mercado aquecido é a hora de acertar a precificação, mas cuidado com a ganância. Preço acima do que o bairro sustenta gera vacância, e um mês parado come o "ganho" de um reajuste agressivo.
A manchete de 11% assusta, mas ela não é o reajuste do seu contrato em vigor. Vale ter os números à mão para saber se a proposta que chega faz sentido:
| Índice | Acumulado em 12 meses | Referência |
|---|---|---|
| IGP-M | cerca de 3,16% | junho/2026 |
| IPCA | cerca de 4,72% | maio/2026 |
| Aluguel BH no mercado | cerca de 11% | abril/2026 |
O descompasso é o ponto central. O mercado subiu perto de 11% em 12 meses, mas o reajuste de um contrato em andamento segue o índice contratado, IGP-M ou IPCA, bem abaixo disso. A alta de 11% pega principalmente os contratos novos e as renovações em que o valor é renegociado do zero. Se o seu contrato está em curso e o proprietário tenta aplicar os 11%, ele está confundindo reajuste com revisão de mercado, e você tem argumento sólido para contestar.
O mercado projetava a Selic seguindo em queda, podendo fechar 2026 por volta de 13,50% se a inflação convergir. Juro menor pode, com o tempo, reaquecer a compra e tirar um pouco da pressão do aluguel, à medida que parte de quem hoje aluga volta a considerar financiar. Mas esse efeito é lento e não muda o quadro de curto prazo: em 2026, BH segue como mercado de proprietário, com vacância baixa e pouca margem de desconto. Para o inquilino, isso reforça a lição de chegar preparado e negociar com dado, não com apelo.
Depende do seu horizonte. Com o juro onde está, a parcela de um financiamento costuma superar bastante o aluguel do mesmo imóvel. Para quem vai ficar poucos anos, alugar segue mais racional. A conta completa está em alugar ou comprar em 2026 com juros altos.
Se quiser dimensionar o custo por metro na cidade, veja quanto custa o m² de aluguel em BH em 2026.
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Índices de aluguel são médias e variam por bairro e por fonte; use-os como bússola, não como preço exato do seu contrato.
O aluguel médio em BH subiu cerca de 11% em 12 meses, com referência de abril/2026, e o desconto médio na negociação ficou em apenas 1,6%, sinal de mercado aquecido e baixa vacância.
Por volta de R$ 46 por metro quadrado em abril/2026, considerando a média da cidade. Bairros como Lourdes e Savassi ficam bem acima dessa média.
Conferir e negociar o índice de reajuste na renovação, agir rápido na busca com documentação e garantia prontas e avaliar bairros vizinhos, onde o m² pode ser mais baixo.
Com a Selic em 14,25% ao ano, a parcela de um financiamento costuma superar bastante o aluguel equivalente. Comprar tende a compensar apenas para quem vai permanecer muitos anos no imóvel.
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