Short stay: o guia completo da curta temporada
O que é short stay, para quem faz sentido, vantagens, desafios e como extrair a melhor renda da curta temporada — sem virar recepcionista do próprio imóvel.

Gestão de imóveis
O que o hóspede a trabalho exige: velocidade de Wi-Fi, home office, TV com streaming e diferenciais que garantem reservas de executivos e nômades.
O hóspede corporativo ou nômade digital é um dos perfis mais rentáveis para o proprietário de imóvel de temporada — ele fica mais dias, gera menos desgaste e paga bem. Mas ele também tem exigências muito claras: internet rápida, espaço para trabalhar e conforto que permita concentração. Saber o que esse hóspede procura antes de montar o anúncio pode definir se você atrai executivos ou turistas de fim de semana.
Não existe flexibilidade aqui: internet lenta é o principal motivo de avaliação negativa entre hóspedes a trabalho. As exigências mínimas para 2026:
Fornecedores como Vivo Fibra, Claro e TIM oferecem planos residenciais com essas especificações na maioria das áreas nobres de São Paulo, BH e Alphaville, com valores que costumam variar entre R$ 100 e R$ 200 por mês dependendo do plano.
Coloque a senha do Wi-Fi em lugar visível — na geladeira ou no manual — e indique também como conectar a TV.
Não é necessário ter um escritório separado. Um canto de trabalho bem planejado basta:
Se o imóvel não tem espaço para mesa dedicada, uma escrivaninha dobrável acoplada à parede resolve sem ocupar área.

Hóspedes a trabalho raramente assistem TV a cabo. O que eles pedem:
| Recurso | Essencial? | |---|---| | Tela de pelo menos 43" | Sim | | Netflix ou Prime Video | Sim (preferencialmente com conta própria via login rápido) | | TV aberta / cabo | Não essencial | | Chromecast ou Apple TV | Diferencial valioso | | SmartTV sem bagunça de aplicativos | Sim — deixe organizado |
Uma dica prática: coloque no manual as instruções de como conectar a conta de streaming do hóspede e como desconectar ao sair. Muitos hóspedes esquecem e ficam preocupados.
Para estadias curtas (até 5 dias), impressora não é necessária. Para estadias médias (15 a 90 dias), é um diferencial considerável — e justifica uma diária mais alta.
Outros itens que fazem diferença para o público corporativo:
Não basta ter — é preciso informar claramente. No Airbnb e nas demais plataformas:
Isso faz com que o seu imóvel apareça nas buscas filtradas por "adequado para trabalho" — filtro cada vez mais usado em São Paulo, especialmente na Faria Lima, Itaim e Alphaville.
Para a estrutura completa de como preparar o imóvel, veja o checklist antes de anunciar. E se quiser entender o que mais importa para hóspedes que ficam por semanas, leia sobre aceitar pets na temporada — outro fator decisivo para estadias longas.
A Luvi pode ajudar a configurar e anunciar o seu imóvel em SP, BH e Alphaville — veja como funciona.
Para videoconferências em boa qualidade, 50 Mbps de download já funcionam. Para hóspedes que fazem upload de arquivos pesados ou trabalham em TI, o ideal é 100 Mbps ou mais. Teste a velocidade com um site como Fast.com antes de publicar o anúncio — e seja honesto no texto: prometeu 200 Mbps, entregue 200 Mbps.
A maioria dos hóspedes prefere usar a própria conta por privacidade. Sua obrigação é garantir uma SmartTV que permita o login fácil. Se quiser ir além, deixe uma conta básica de cortesia — mas instrua o hóspede a deslogar ao sair para não deixar seus dados expostos ao próximo.
Sim. Imóveis com home office bem equipado tendem a atrair hóspedes corporativos que ficam mais dias e pagam diárias mais altas que o público de lazer. Em bairros como Itaim, Vila Olímpia e Savassi (BH), esse diferencial pode representar de 15% a 30% a mais na diária média, segundo gestores que atuam nessas regiões.
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