Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

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Usufruto de imóvel transfere a propriedade aos herdeiros ainda em vida, mantendo o direito de uso. Entenda como funciona e quando essa estratégia faz sentido.
Uma senhora de 72 anos em Vila Madalena queria garantir que seu apartamento fosse para os dois filhos sem que eles precisassem enfrentar inventário. O advogado sugeriu a doação com reserva de usufruto. Ela assinou a escritura, continuou morando no imóvel até hoje, e os filhos já constam na matrícula como proprietários. Quando ela falecer, o processo de transmissão é quase automático.
Esse mecanismo — simples na prática, pouco conhecido — pode economizar tempo, dinheiro e conflito para muitas famílias.
Usufruto é um direito real que divide temporariamente as faculdades do imóvel:
Na prática de planejamento sucessório, os pais doam o imóvel para os filhos (estes viram nu-proprietários) e reservam para si o usufruto vitalício. Isso significa que continuam morando ou recebendo o aluguel até que faleçam — quando o usufruto se extingue automaticamente e os filhos passam a ter a propriedade plena sem inventário.
A doação com reserva de usufruto não é gratuita. Os custos envolvem:
Para um apartamento avaliado em R$ 600 mil em São Paulo, os custos totais giram entre R$ 28 mil e R$ 38 mil. Parece caro — mas compare com o custo de um inventário litigioso que pode levar anos e consumir 10% a 15% do patrimônio em honorários e custas.
Ninguém, unilateralmente. Essa é uma das proteções mais importantes do mecanismo.
O nu-proprietário não pode vender o imóvel sem concordância do usufrutuário. O usufrutuário não pode vender porque não é mais dono pleno. Só com a assinatura de ambas as partes é possível fazer uma venda — o que, na prática, protege o idoso que fez a doação de uma venda forçada pelos herdeiros.

Embora o caso mais comum seja o planejamento sucessório de pessoas mais velhas, o usufruto tem outras aplicações:
Doação para filho que ainda não tem renda própria: pais doam o imóvel para filho jovem, reservam o usufruto e recebem o aluguel até que o filho tenha condições de absorver o patrimônio.
Acordo entre cônjuges: numa separação em que há filhos menores, um dos cônjuges pode ficar com o usufruto do imóvel da família até os filhos atingirem maioridade — enquanto a propriedade já pertence aos herdeiros.
Patrimônio empresarial: sócios que querem retirar imóvel da empresa mantendo o uso operacional podem estruturar usufruto temporário.
Planejamento sucessório não é assunto de idoso — é assunto de quem tem patrimônio. Quanto mais cedo a estrutura for montada, menor o custo e menor o risco de conflito.
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É um direito real que divide o imóvel entre nu-proprietário (dono no papel) e usufrutuário (quem pode usar e receber aluguel). Na prática, permite transferir a propriedade aos herdeiros mantendo o direito de uso para quem fez a doação.
Sim. Incide o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cuja alíquota varia por estado — 4% em SP, progressivo até 8% em MG. Também há custas de escritura e registro no cartório.
Não unilateralmente. O nu-proprietário precisa da concordância do usufrutuário para qualquer alienação. Isso protege o doador de uma venda forçada pelos herdeiros enquanto o usufruto vigora.
Quando o usufrutuário falece, o usufruto se extingue automaticamente e a propriedade plena passa ao nu-proprietário sem necessidade de inventário para esse bem específico. É uma das principais vantagens do mecanismo.
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