Como funciona a fiança bancária para alugar
Fiança bancária é uma das alternativas ao fiador tradicional. Entenda como contratar, quanto custa e se vale mais que outras garantias no aluguel.

Gestão de imóveis
Título de capitalização como garantia de aluguel é menos conhecido que o seguro-fiança, mas pode devolver parte do dinheiro ao final. Veja quando compensa usar.
A maioria das pessoas nunca ouviu falar em título de capitalização como garantia de aluguel até a imobiliária apresentar a opção. Parece complicado, mas o mecanismo é simples e tem um detalhe que o diferencia das outras garantias: ao fim do contrato, você pode recuperar parte do que pagou.
Você contrata um título de capitalização junto a uma seguradora ou banco parceiro da imobiliária. O valor do título é, geralmente, de 12 a 18 vezes o aluguel (definido em contrato). Você paga esse valor à vista ou parcelado, e o título fica bloqueado como garantia ao proprietário enquanto durar a locação.
No final do contrato, se não houver pendências (dívidas, danos ao imóvel), você resgata o valor corrigido, descontados os custos do título. A correção costuma ser pelo IPCA ou pela taxa contratada com a empresa emissora.
O título não é de graça. Há taxa de carregamento (que pode chegar a 30% a 40% do valor aplicado, dependendo do produto) e, eventualmente, IOF. Parte do que você deposita vai para a seguradora como custo do serviço. O resgate final é menor que o valor total pago.
A aceitação é crescente, mas não universal. Imobiliárias maiores e administradoras têm parceria com as seguradoras e facilitam o processo. Proprietários que administram diretamente podem não conhecer a modalidade ou preferir outras garantias.
A vantagem para o proprietário: em caso de inadimplência, a seguradora libera os recursos imediatamente, sem processo judicial. É mais ágil que a caução tradicional.

Suponha aluguel de R$ 2.000 por mês. A imobiliária exige garantia equivalente a 12 vezes o aluguel:
Você desembolsou R$ 24.000 e recuperou cerca de R$ 17.500. O custo real da garantia foi de R$ 6.500 no período, ou aproximadamente R$ 270 por mês.
Compare com o seguro-fiança, que costuma custar 8% a 10% do aluguel anual (R$ 160 a R$ 200 por mês no mesmo exemplo) e não devolve nada. Para contratos longos (3 anos ou mais), o título pode sair mais barato no total.
Mito: "É igual a caução, mas com papel." Verdade: Na caução, o proprietário guarda dinheiro seu sem custo para você (exceto o custo de oportunidade). No título, há taxa embutida, mas o produto é mais líquido para o proprietário executar em caso de dívida.
Mito: "Posso usar o título como investimento." Verdade: A correção é baixa. Não substitui CDB, Tesouro Direto ou qualquer investimento de renda fixa. É custo de garantia, não investimento.
Mito: "Todo mundo aceita." Verdade: A aceitação varia. Confirme antes de contratar.
Quando provavelmente não vale: contratos curtos (até 12 meses) ou se você tem dinheiro disponível para caução.
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Entenda melhor as diferenças entre modalidades no artigo sobre fiança bancária para alugar.
Você pode resgatar antecipadamente, mas o valor resgatado será menor que o pago — há penalidades contratuais. Verifique as condições de resgate antes de contratar.
Sim. Em caso de inadimplência comprovada, a seguradora libera os recursos ao proprietário conforme as condições do contrato de locação e do título.
Sim, pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Contrate sempre com empresa registrada na SUSEP para garantir a regularidade do produto.
Apenas se o proprietário ou imobiliária aceitar essa modalidade. A Lei do Inquilinato permite, mas a aceitação é negociada entre as partes.
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