Imobiliária tradicional x gestora digital: o que muda
Imobiliária tradicional ou gestora digital para administrar seu imóvel? Compare processo, transparência, prazo e custo e veja o que muda na prática.

Mercado imobiliário
Seguro incêndio e seguro residencial não são a mesma coisa: veja o que cada um cobre, quem paga no aluguel e por que um não substitui o outro.
Consta no contrato de aluguel: seguro incêndio obrigatório, R$ 25 por mês embutido no boleto. Muita gente assina achando que está protegida de tudo, e descobre no pior momento que aquele seguro não cobre o notebook furtado nem o vazamento que estragou o piso do vizinho. Seguro incêndio e seguro residencial parecem sinônimos, mas cobrem coisas diferentes e servem a interesses diferentes. Confundir os dois custa caro quando o problema chega.
O seguro incêndio na locação é aquele exigido pela Lei do Inquilinato e cobrado junto ao aluguel na maioria dos contratos. Ele protege basicamente a estrutura do imóvel contra incêndio, e costuma incluir cobertura para explosão e queda de raio. Quem ele protege, na prática, é o patrimônio do proprietário, o imóvel em si.
O prêmio é baixo porque a cobertura é enxuta. Não espere dele proteção para os seus pertences nem para danos que você cause a terceiros. Ele existe para garantir que, se a estrutura pegar fogo, haja recurso para reconstruir. Nada além disso.
O seguro residencial é opcional e bem mais amplo. Além de incêndio, costuma cobrir roubo e furto de bens, danos elétricos em eletrodomésticos, danos causados a vizinhos, quebra de vidros e até assistência de encanador e chaveiro. Alguns planos cobrem responsabilidade civil, aquele vazamento que estraga o apartamento de baixo.
É o seguro que protege você, inquilino, e não só o imóvel. Custa mais que o incêndio obrigatório, mas cobre justamente os eventos mais comuns do dia a dia, que o incêndio ignora.

| Situação | Seguro incêndio obrigatório | Seguro residencial |
|---|---|---|
| Incêndio na estrutura | Coberto | Coberto |
| Explosão e queda de raio | Em geral coberto | Coberto |
| Furto ou roubo dos seus bens | Não cobre | Costuma cobrir |
| Vazamento que atinge o vizinho | Não cobre | Costuma cobrir (responsabilidade civil) |
| Danos elétricos em eletrônicos | Não cobre | Costuma cobrir |
| Assistência chaveiro e encanador | Não cobre | Costuma incluir |
A leitura é direta: o incêndio protege a parede, o residencial protege a sua vida dentro dela. Um não substitui o outro, e ter só o obrigatório deixa você exposto ao que mais acontece de verdade.
No aluguel, o seguro incêndio costuma vir embutido no boleto e é obrigação ligada ao contrato. Já o seguro residencial é escolha do inquilino, que decide se quer proteger os próprios bens e se blindar de responsabilidade por danos a terceiros. Vale a pena, sobretudo se você tem eletrônicos, mobília própria ou mora em andar alto com risco de vazamento para baixo.
Antes de contratar qualquer apólice, confira três pontos:
De nada adianta ter apólice e não saber usá-la. No momento do sinistro, alguns passos agilizam a indenização: avise a seguradora o quanto antes, dentro do prazo previsto na apólice; registre boletim de ocorrência quando houver furto, roubo ou incêndio; e junte provas do que aconteceu, com fotos, notas fiscais dos bens danificados e o que mais comprovar o prejuízo.
Guarde o número da apólice e o telefone da assistência em lugar fácil, porque na correria de um vazamento ou de um curto-circuito ninguém quer caçar documento. Muitos seguros residenciais oferecem assistência emergencial, o encanador ou o eletricista que a seguradora envia sem custo, e acionar esse serviço primeiro pode conter o dano antes que ele cresça. Ler as condições com calma no dia da contratação, e não no dia do problema, é o que garante receber sem surpresa quando o pior acontece.
Costuma valer, porque os dois cobrem coisas diferentes. O incêndio obrigatório resolve o interesse do proprietário; o residencial resolve o seu. Pagar os dois não é redundância, é cobrir pontas distintas. Faça a conta do que você perderia num furto ou num vazamento e compare com o custo mensal do residencial, que costuma ser acessível para o que protege.
Sempre leia a apólice inteira e, em caso de dúvida sobre cobertura, confirme com o corretor de seguros. As condições variam bastante entre seguradoras, e o detalhe da letra miúda é o que decide se você recebe ou não na hora do sinistro.
Se você vai alugar e quer entender o que já vem incluído no contrato, vale conhecer as opções de aluguel mensal mobiliado e digital, onde as obrigações ficam claras desde o início. Para cuidar bem do imóvel por dentro, veja também o guia sobre o que você pode mudar nas paredes do alugado, e explore mais na categoria de mercado.
Seguro incêndio e residencial não competem, se completam. O primeiro é a proteção mínima que o contrato exige; o segundo é a que protege você. Saber o que cada um cobre evita a surpresa de descobrir, no dia do problema, que estava segurado só no papel.
Não. O seguro incêndio obrigatório protege a estrutura do imóvel contra fogo, explosão e raio, no interesse do proprietário. O residencial é opcional e cobre seus bens, furto, danos elétricos e danos a vizinhos. Um não substitui o outro.
Não. O seguro incêndio cobrado no boleto protege apenas a estrutura do imóvel contra incêndio e eventos ligados, como explosão e raio. Para proteger seus pertences contra furto ou roubo, é preciso contratar um seguro residencial à parte.
Costuma valer, porque ele cobre os eventos mais comuns do dia a dia, como furto, dano elétrico e vazamento que atinge o vizinho, que o incêndio obrigatório ignora. Compare o custo mensal com o que você perderia num sinistro para decidir.
Alugar ou morar
Na LUVI HOME você aluga no tradicional ou por mês, mobiliado e 100% digital, com a Garantia Luvi.
Ver imóveis na LUVI HOME