Comprar o imóvel ao lado e juntar: a estratégia da assemblagem
Assemblagem imobiliária une terrenos ou unidades vizinhas para criar ativo maior e mais valioso. Entenda como funciona, quanto custa e quando vale a pena.

Investir & rentabilizar
Viver de aluguel exige mais imóveis do que a maioria calcula. Veja a matemática real, os custos escondidos e quanto patrimônio é necessário para se sustentar.
"Comprei três apartamentos para ter renda passiva." Essa frase esconde uma conta que muita gente não fez até o décimo segundo mês de receber aluguel: depois de IPTU, condomínio, manutenção, imposto de renda e vacância, sobrou menos da metade do que estava no anúncio do imóvel.
Vamos a um exemplo direto. Três apartamentos de R$ 350.000 cada, alugados por R$ 1.800/mês cada um:
Receita bruta: R$ 5.400/mês
Deduções mensais típicas: - Condomínio (quando não repassado): R$ 600 - IPTU rateado: R$ 180 - Taxa de administração (10%): R$ 540 - Reserva de manutenção (1% a.a. ÷ 12): R$ 875 - IR sobre rendimentos (alíquota de 15%): R$ 600 - Vacância média (30 dias/ano por imóvel = 8,3%): -R$ 450 de receita
Renda líquida estimada: R$ 2.155/mês
Isso sobre R$ 1,05 milhão investido. Retorno líquido real: cerca de 2,5% ao ano. Uma NTN-B (Tesouro IPCA+) rende mais sem nenhum dor de cabeça operacional.
Depende da estrutura. O exemplo acima tem alguns problemas que podem ser corrigidos:

Usando a lógica inversa: se você precisa de R$ 5.000/mês líquidos e seu imóvel rende 4% ao ano líquido (otimizado), você precisa de R$ 1,5 milhão em imóveis gerando renda. Se a rentabilidade líquida cair para 3%, precisa de R$ 2 milhões.
Esses números mudam conforme: - A cidade e o bairro (yield varia bastante entre Tatuapé e Itaim Bibi) - A modalidade de aluguel (short/mid-term pode render 2x o tradicional no mesmo imóvel) - A estrutura tributária e o modelo de gestão
O imóvel não aposenta ninguém sozinho. Ele é uma das peças, não a única.
Quem estuda independência financeira via imóveis geralmente sugere uma carteira diversificada: imóveis para renda mais ativos financeiros de renda fixa e/ou fundos imobiliários (FIIs). Os FIIs, por exemplo, pagam dividendos mensais isentos de IR para pessoa física sobre rendimentos distribuídos, o que muda a eficiência tributária do portfólio todo.
A decisão de quando sair do emprego para viver de renda imobiliária exige uma análise detalhada do fluxo de caixa real, não da receita bruta. Nem do FGTS investido. Do que cai líquido na conta no dia 10 de cada mês.
Para entender a estrutura de retorno de imóveis para aluguel gerenciado, veja como uma gestora profissional aumenta a receita de aluguel. Para explorar opções de imóveis para renda, acesse https://stayluvi.com/investir. E antes de montar qualquer carteira, consulte um contador especializado em tributação imobiliária.
Depende do valor dos imóveis, da rentabilidade líquida e do seu custo de vida. Em geral, para uma renda de R$ 5.000/mês líquidos, você precisaria de R$ 1,5 a R$ 2 milhões investidos em imóveis com gestão eficiente.
Após IPTU, condomínio, manutenção, taxa de administração, IR e vacância, o retorno líquido fica entre 3% e 5% ao ano para aluguel tradicional, abaixo do que muitos proprietários esperam.
Para a maioria das pessoas, o aluguel é uma das fontes de renda, não a única. A combinação com FIIs, renda fixa e imóvel operado em mid-term tende a ser mais eficiente do que depender só de um tipo de ativo.
Sim. Para pessoa física, aluguel de imóvel é tributado como rendimento tributável, com alíquotas de 7,5% a 27,5% conforme a tabela progressiva (ou 15% na carnê-leão). Consulte um contador para verificar a melhor estrutura para o seu caso.
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