Mid-term: o aluguel de 1 a 3 meses que cresce nas capitais
Mid-term é o aluguel de 30 a 90 dias — mais estável que short stay e mais rentável que o mensal. Entenda por que cresce em SP e BH e como funciona.

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Short stay, mid-term ou mensal? Compare receita, operação e risco dos três modelos e descubra qual faz mais sentido para o seu imóvel e perfil.
Há três formas de alugar o mesmo apartamento — e três receitas, três níveis de trabalho e três perfis de problema diferentes. Antes de decidir qual usar, vale comparar o que cada modelo realmente exige de você.
Sem drama: não existe o modelo "certo". Existe o modelo certo para o seu imóvel, para a sua disponibilidade e para o seu perfil de tolerância ao risco.
O que é: locação de 1 a 28 noites, predominantemente via plataformas como Airbnb e Booking.
Para quem é: proprietário com imóvel em localização turística ou de alta demanda, com disponibilidade operacional (ou gestora contratada) e tolerância a sazonalidade.
Receita potencial: a mais alta das três opções quando a ocupação é boa. Um imóvel que geraria R$ 3.000 no mensal pode gerar R$ 5.000 a R$ 7.000 em short stay com alta ocupação.
O ponto fraco: sazonalidade. Janeiro cheio, junho com vacância de 40%. A conta do mês ruim tem que ser planejada antes.
Operação: alta. Check-in e check-out frequentes, limpeza após cada saída, comunicação constante com hóspedes, manutenção reativa.
O que é: locação de médio prazo, sempre mobiliada, com perfil diferente do aluguel tradicional.
Para quem é: proprietário que quer receita acima do mensal com muito menos operação que o short stay. Funciona especialmente bem em capitais, próximo a centros comerciais, hospitalares ou universitários.
Receita potencial: em média 20% a 40% acima do aluguel mensal convencional, com resultado mensal próximo ao short stay sem a sazonalidade agressiva.
O ponto fraco: demanda mais seletiva. Nem todo bairro tem fluxo mid-term consistente.
Operação: baixa. Um check-in por mês, algumas limpezas, muito menos comunicação.
O que é: contrato de longo prazo (mínimo 30 meses pela lei do inquilinato, na prática), com ou sem mobiliário.
Para quem é: proprietário que prioriza previsibilidade e não quer operação no dia a dia.
Receita potencial: a mais baixa das três, mas a mais previsível. Reajuste anual por índice (IGP-M, IPCA ou outro definido em contrato).
O ponto fraco: menos flexibilidade. Depois que o contrato está assinado, o proprietário tem pouco controle sobre o imóvel por anos.
Operação: mínima. Depois que o contrato roda, o envolvimento do proprietário é baixo.

| Critério | Short stay | Mid-term | Mensal | |---|---|---|---| | Receita potencial | Alta | Média-alta | Média | | Previsibilidade | Baixa | Média | Alta | | Operação | Alta | Baixa | Mínima | | Exige mobiliar | Sim | Sim | Não obrigatório | | Sazonalidade | Alta | Baixa-média | Nenhuma | | Burocracia | Baixa | Baixa | Alta |
Escolha short stay se: seu imóvel fica em área turística ou de alta demanda de viajantes, você tem (ou quer contratar) operação, e aceita sazonalidade em troca de maior receita potencial.
Escolha mid-term se: seu imóvel está em capital com demanda de executivos, estudantes ou famílias em transição, e você quer receita acima do mensal com menos trabalho que o short stay.
Escolha mensal se: você prioriza previsibilidade e baixa operação, ou seu imóvel está em localização sem demanda consistente de short stay ou mid-term.
E há uma quarta opção: modelo híbrido. Short stay no verão e carnaval, mid-term de março a novembro. Funciona em praças litorâneas ou com sazonalidade marcada.
Para entender quem usa mid-term e o que procura, veja o guia para quem é o aluguel mid-term: executivos, obras e tratamentos.
Compare as opções disponíveis em luvihome.com e aprofunde a análise de mercado em /blog/categoria/mercado.
Short stay tem maior potencial de receita, mas exige operação intensa e sofre com sazonalidade. Mid-term fica no meio do caminho — receita acima do mensal com muito menos trabalho. Mensal tem menor retorno mas máxima previsibilidade.
Sim. O modelo híbrido é cada vez mais comum — short stay em alta temporada e mid-term nos períodos de menor demanda. Requer plataformas diferentes, mas o imóvel é o mesmo.
Sim, sempre. O mid-term pressupõe que o inquilino chega sem móveis e fica por 30 a 90 dias. Imóvel vazio não tem demanda mid-term — o público que busca esse modelo quer entrar e já estar pronto para viver.
Em termos de previsibilidade de receita, sim. Mas em termos de risco de inadimplência ou dano, o mensal também tem vulnerabilidades — a lei do inquilinato protege o inquilino em muitos cenários, e processo de despejo pode ser longo e caro.
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