Quando vale a pena ter uma gestora cuidando do seu short stay
Gestora de short stay cobra entre 15% e 30% da receita. Vale? Depende do seu perfil, tempo disponível e nível de operação. Veja a análise honesta antes de decidir.

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Mid-term é o aluguel de 30 a 90 dias — mais estável que short stay e mais rentável que o mensal. Entenda por que cresce em SP e BH e como funciona.
Trinta dias é muito pouco para assinar contrato com fiador e inventário. Três dias é muito pouco para montar uma rotina de trabalho. A maioria das cidades resolveu esse gap de forma improvisada — até o mid-term aparecer como categoria própria.
Mid-term (ou aluguel de médio prazo) é a locação entre 30 e 90 dias, geralmente mobiliada, sem a burocracia do contrato tradicional e sem o preço inflado do hotel. É o produto imobiliário que mais cresceu em São Paulo e Belo Horizonte nos últimos dois anos.
Mid-term não é short stay longo. E não é aluguel mensal com desconto.
É um modelo próprio com características distintas:
O inquilino paga mais que no mensal porque está pagando pela flexibilidade e pela infraestrutura já montada. O proprietário ganha mais porque não tem a desproteção do aluguel convencional e não tem a rotatividade do Airbnb.
Três movimentos simultâneos explicam o crescimento:
1. Trabalho remoto e projetos temporários. Profissionais de TI, consultores e trabalhadores de projetos de 2–3 meses precisam de base temporária. Apartment hunting para ficar 60 dias não faz sentido.
2. Reforma do imóvel próprio. Família que vai reformar o apartamento por 45 dias precisa de algo funcional, mobiliado, sem compromisso longo.
3. Transição entre contratos. Quem saiu de uma cidade, ainda não fechou contrato na nova e precisa de 30 a 60 dias enquanto procura imóvel definitivo.
Em SP, bairros como Vila Olímpia, Pinheiros, Itaim Bibi e Consolação concentram alta demanda mid-term de executivos e nômades digitais. Em BH, os bairros Savassi, Funcionários, Lourdes e Santo Agostinho têm perfil similar.

Comparado ao short stay, mid-term reduz drasticamente a operação:
| Aspecto | Short stay (diária) | Mid-term (mensal) | |---|---|---| | Check-in/check-out | A cada 2–5 dias em média | 1 vez por mês | | Limpeza | Após cada saída | 2–4 vezes por mês (negociável) | | Comunicação | Alta frequência | Baixa | | Desgaste do imóvel | Maior | Menor | | Vacância | Sazonalidade | Mais estável |
A receita por dia no mid-term costuma ser menor que no short stay de alta temporada, mas o resultado mensal muitas vezes se equipara — com muito menos trabalho.
Para quem precisa de 30 a 90 dias, mid-term é mais econômico que hotel e mais simples que aluguel convencional:
Para entender os perfis de quem usa mid-term, veja o guia para quem é o aluguel mid-term: executivos, obras e tratamentos — uma análise por público-alvo.
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Mid-term é o aluguel de 30 a 90 dias, sempre mobiliado e sem a burocracia do contrato tradicional. Combina a flexibilidade do short stay com a estabilidade do aluguel mensal — em geral sem fiador e com menor rotatividade.
Executivos em projeto temporário, profissionais em transferência entre cidades, famílias em reforma do próprio imóvel e pessoas em transição entre contratos de aluguel. Qualquer pessoa que precise de um imóvel funcional por 1 a 3 meses.
O valor mensal costuma ser maior que o aluguel convencional (paga-se pela flexibilidade e pelo imóvel mobilado), mas mais barato que hotel. O custo por dia é menor que no short stay de alta temporada.
Em geral, não. A garantia no mid-term costuma ser pré-pagamento do período ou seguro-fiança específico. É uma das vantagens do modelo em relação ao aluguel tradicional, que exige fiador ou depósito equivalente a 3 meses.
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