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Mid-term cresce em 2026: quem puxa a demanda

A locação de 30 a 90 dias virou uma das apostas de 2026. Veja quem puxa a demanda por mid-term, por que ela cresce e como ela dialoga com a decisão do STJ.

Existe um espaço que a temporada não cobre e o contrato de 30 meses também não: a pessoa que precisa ficar seis semanas, ou três meses, e não um fim de semana nem três anos. Esse meio-termo tem nome, mid-term, a locação de 30 a 90 dias, e foi uma das apostas que mais cresceram em 2026. A pergunta interessante é: quem está puxando essa demanda?

O que é mid-term, em uma frase

Mid-term é a estadia mobiliada de mais de um mês e menos de um semestre. Fica entre o short stay (dias) e o aluguel tradicional (anos). Vem mobiliado, com contas resolvidas, pronto para morar, e sem a burocracia pesada do contrato longo. É moradia temporária de verdade, para quem tem uma necessidade com prazo.

Quem está por trás do crescimento

A demanda não vem de um público só. Ela se soma de vários perfis que compartilham a mesma necessidade: flexibilidade com conforto.

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Executivos em projeto de poucos meses são um dos motores da demanda por mid-term

Por que 2026 foi o ano do mid-term

Alguns fatores se juntaram. Primeiro, o trabalho ficou mais móvel: projetos, missões e equipes que circulam entre cidades viraram rotina. Segundo, o aluguel tradicional apertou (juro alto, vacância baixa, preço em alta), e a flexibilidade virou valor. Terceiro, e nada trivial, a decisão do STJ sobre short stay reorganizou o tabuleiro.

A conexão com a decisão do STJ

Em maio/2026, a 2ª Seção do STJ decidiu, por 5 votos a 4 (relatora ministra Nancy Andrighi), que a exploração recorrente de locação de curta temporada descaracteriza o uso estritamente residencial, e que alterar a destinação da unidade pode exigir aprovação de dois terços dos condôminos, pelo artigo 1.351 do Código Civil. Cerca de 84% das decisões de 18 tribunais estaduais já seguem esse entendimento.

Na prática, condomínios podem restringir o short stay recorrente. Isso empurrou parte da demanda para estadias mais longas e menos rotativas, e o mid-term se encaixa bem nesse novo desenho: menos giro, hóspede que fica meses, e um formato que tende a gerar menos atrito condominial que o vai e vem diário. Não é uma solução automática (regras de condomínio variam), mas é um caminho mais alinhado ao que a Justiça vem sinalizando.

Mid-term x short stay x aluguel longo

Para situar os três formatos:

FormatoDuraçãoPúblico típico
Short stayDias a poucas semanasTurista, viagem rápida
Mid-term30 a 90 diasExecutivo, obra, saúde, transição
Aluguel tradicionalAnosMoradia fixa

O mid-term ocupa exatamente o vão entre os dois extremos, e é justamente esse vão que cresceu em 2026.

O que o proprietário precisa para operar mid-term

Estadia de 30 a 90 dias não é contrato de anos nem diária de hotel, e a operação reflete isso. O imóvel precisa estar mobiliado e pronto, com contas e internet resolvidas, porque o hóspede chega para produzir desde o primeiro dia. A rotatividade é maior que a do aluguel longo, o que pede agilidade na limpeza, na vistoria e na troca entre um hóspede e outro. Precificação por período, boas fotos e um canal de captação que traga demanda constante completam o pacote. É mais trabalho que um contrato tradicional, mas costuma render mais por diária e tapa justamente os intervalos que deixariam o imóvel parado entre um contrato longo e outro. Quem não quer tocar essa rotina sozinho costuma recorrer a uma gestão especializada.

O que isso significa para você

Se você tem imóvel, o mid-term ajuda a tapar intervalos do calendário com estadias mais longas e menos rotativas, reduzindo vacância sem depender só do contrato de anos. Se você procura moradia, é a saída para quem precisa de semanas ou meses com conforto e sem burocracia. Vale entender também por que o aluguel mobiliado ganhou espaço em 2026 e acompanhar a editoria de mercado.

Quem busca estadia mid-term mobiliada, digital e sem fiador em São Paulo, BH ou Alphaville encontra esse modelo na LUVI HOME. Regras condominiais e enquadramento jurídico variam por prédio e por caso; confirme a convenção do condomínio e oriente-se com um advogado quando necessário.

Perguntas frequentes

O que é aluguel mid-term?

É a locação mobiliada de 30 a 90 dias, um meio-termo entre a temporada de poucos dias e o contrato tradicional de anos. Vem pronta para morar, com contas resolvidas e sem a burocracia do contrato longo.

Quem mais procura mid-term?

Executivos em projeto, famílias em reforma, pacientes e acompanhantes em tratamento de saúde, profissionais em transição de cidade e empresas que hospedam equipes temporárias. Todos buscam flexibilidade com conforto.

Por que o mid-term cresceu em 2026?

Pelo trabalho mais móvel, pelo aluguel tradicional apertado que valorizou a flexibilidade e pela decisão do STJ sobre short stay, que empurrou parte da demanda para estadias mais longas e menos rotativas.

Mid-term tem menos problema com condomínio que short stay?

Tende a gerar menos atrito por ter menos giro que o vai e vem diário, o que dialoga melhor com o entendimento recente do STJ. Ainda assim, as regras variam por condomínio, então confira a convenção do prédio.

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