Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

Investir & rentabilizar
Com R$ 300 mil para investir em imóvel, a escolha certa faz toda a diferença. Veja cenários reais de rendimento, custos e estratégias para maximizar a renda.
R$ 300 mil. É um número que parece grande, mas no mercado imobiliário paulistano compra um studio de 25 m² no Brooklin ou um apartamento de 2 quartos em Santo André. A escolha entre os dois não é questão de gosto — é questão de quanto você vai receber por mês e com que frequência o imóvel vai ficar vazio.
Vamos fazer as contas. Não as contas otimistas do folder de lançamento, mas as contas com vacância, IPTU e manutenção incluídos.
Cenário 1: studio compacto em bairro nobre de SP
Um studio de 28 m² no Brooklin ou na Vila Clementino, adquirido por R$ 295 mil, costuma alugar entre R$ 1.800 e R$ 2.200 por mês. Considerando uma taxa de administração de 10%, IPTU de R$ 180/mês e manutenção anual de 1% do valor (R$ 250/mês em média), o rendimento líquido fica em torno de R$ 1.200 a R$ 1.500/mês — algo entre 0,4% e 0,5% ao mês sobre o capital investido.
O ponto forte desse cenário: demanda consistente, vacância baixa (menos de 30 dias em média por ano na maioria desses bairros), e perfil de inquilino previsível — profissional solteiro ou estudante de pós-graduação.
Cenário 2: apartamento de 2 quartos em cidade do Grande ABC
Em São Bernardo do Campo ou Santo André, R$ 300 mil compra um apartamento de 65 a 75 m² em bairro com boa infraestrutura. O aluguel fica na faixa de R$ 1.600 a R$ 1.900. A vantagem: condomínio menor, IPTU mais baixo e inquilino com perfil familiar — renovação mais longa, menos rotatividade.
O rendimento líquido costuma ser parecido com o cenário 1 (R$ 1.100 a R$ 1.400/mês), mas a gestão é menos intensiva. O risco: valorização patrimonial mais lenta que nos bairros centrais de SP.
Cenário 3: short stay em região turística ou corporativa
Com o mesmo capital em Alphaville (Barueri), é possível adquirir um apartamento de 1 quarto em condomínio com boa infraestrutura e destinar para aluguel mensal ou mid-term (30 a 90 dias) para executivos em projeto. O ticket mensal nesse caso varia entre R$ 2.800 e R$ 3.800, mas a vacância é mais imprevisível e a gestão mais trabalhosa — ou exige uma empresa especializada.

O erro mais comum é calcular o rendimento sobre o preço de compra sem incluir os custos de transação. Na compra de um imóvel de R$ 300 mil, some:
Isso significa que o capital real investido é de R$ 315 mil a R$ 330 mil — e o cap rate cai proporcionalmente. Essa diferença muda a decisão de "vale a pena" vs. "preciso de mais retorno".
Antes de escolher o imóvel, defina: você quer renda mensal estável ou ganho de capital no longo prazo? Os dois são válidos, mas raramente o mesmo imóvel maximiza os dois ao mesmo tempo.
Imóvel compacto em bairro de alta demanda tende a ter cap rate maior. Imóvel em bairro em desenvolvimento tende a ter maior valorização futura — mas exige mais paciência e mais tolerância a vacância nos primeiros anos.
Confirme os números com um corretor que atue na região específica e peça dados de vacância real — não de prospecto. E se estiver avaliando gestão profissional para o imóvel, conheça as opções em https://stayluvi.com/investir.
Para entender como os custos de transação afetam seu retorno real, leia também sobre o que some do seu retorno na compra de imóvel. E se quiser comparar com outros perfis de investidor, veja a análise sobre pessoa física ou jurídica para alugar imóvel.
O rendimento líquido costuma ficar entre 0,35% e 0,5% ao mês sobre o valor do imóvel, dependendo do tipo, localização e gestão. Em termos anuais, isso equivale a 4,2% a 6% — já descontando IPTU, condomínio e manutenção.
Studio costuma ter cap rate maior e vacância menor em bairros centrais de SP. Apartamento de 2 quartos em cidades do ABC tende a ter menos rotatividade de inquilino, mas valorização mais gradual. A escolha depende do seu perfil de gestão e horizonte de tempo.
Inclua ITBI (cerca de 3% do valor), escritura e registro, eventuais reformas, taxa de administração (8% a 12% do aluguel), IPTU, condomínio e manutenção anual estimada em 1% do valor do imóvel.
Com rendimento líquido de 0,4% ao mês e sem valorização considerada, o payback é de aproximadamente 20 anos. Somando valorização patrimonial histórica de 3% a 5% ao ano, o horizonte total de retorno cai para 12 a 15 anos.
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