Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

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Nômade digital paga mais por internet rápida, mesa de trabalho e contratos flexíveis. Saiba como adaptar seu imóvel para esse perfil e aumentar a receita.
Existe um perfil de hóspede que fica 30 dias, paga sem atraso, não faz festa e avalia o imóvel com 4,8 estrelas. É o nômade digital — e ele paga entre 15% e 30% a mais por imóvel do que o turista de fim de semana, desde que o apartamento tenha o que ele precisa para trabalhar.
Nômade digital é quem trabalha remotamente e usa cidades diferentes como base temporária. Pode ser um designer freelancer de Porto Alegre que passa dois meses em São Paulo enquanto atende clientes da capital. Pode ser um consultor europeu que escolheu Belo Horizonte como base por custo-benefício. O perfil varia, mas o comportamento locatário é similar: ficam de 15 a 90 dias, preferem pagar mensalidade em vez de diária, buscam imóvel funcionalmente completo e valorizam comunicação ágil com o anfitrião.
Em São Paulo, os bairros mais procurados por esse perfil incluem Pinheiros, Vila Madalena, Bela Vista e Perdizes — bem servidos de coworking, cafés com wi-fi bom e transporte. Em BH, o Savassi e o Lourdes concentram boa parte dessa demanda.
Não é o décor que retém o nômade. É a funcionalidade. Os itens que mais influenciam a escolha — e que justificam preço premium — são:
1. Internet de qualidade real Não basta ter wi-fi. O nômade vai testar a velocidade antes de reservar. Conexão acima de 200 Mbps simétricos com roteador bem posicionado é o mínimo para um perfil que faz videochamadas o dia inteiro. Provedores de fibra óptica com planos residenciais robustos custam em torno de R$ 100 a R$ 150/mês — o retorno em diferencial de preço justifica com folga.
2. Mesa de trabalho de verdade Mesa de jantar não conta. Um nômade passa 6 a 8 horas por dia numa superfície plana. Precisa de espaço para dois monitores ou notebook + tela extra, com tomadas acessíveis e cadeira com apoio lombar. Um setup de home office básico — mesa 120 cm, cadeira ergonômica, luminária — custa entre R$ 800 e R$ 1.800 e aumenta o apelo do imóvel de forma imediata.
3. Contrato flexível com entrada rápida Nômade não planeja com 60 dias de antecedência. Ele quer confirmar, pagar e entrar em 3 a 7 dias. Processos burocráticos longos fazem ele escolher o concorrente. Plataformas de mid-term com check-in digital e contrato eletrônico são o padrão que esse perfil espera.
4. Cozinha funcional Quem fica um mês não quer comer fora todos os dias. Fogão, micro-ondas, panelas básicas, geladeira com freezer, cafeteira — essa lista simples faz toda a diferença. A cozinha equipada é o segundo critério mais citado por nômades em pesquisas de satisfação, logo depois da internet.

A mensalidade para nômade digital costuma ser calculada assim: diária de temporada x 22 a 25 (não o mês cheio, porque o desconto de volume é esperado). Em imóveis bem posicionados em Pinheiros, isso resulta em mensalidades entre R$ 4.500 e R$ 8.000 — muito acima do aluguel tradicional de um imóvel similar.
O modelo mid-term (30 a 90 dias) é o mais adequado para esse perfil. É possível operar nesse formato em plataformas especializadas ou por gestoras que tenham esse produto na carteira.
A diária de turista cobre o fim de semana. A mensalidade do nômade cobre o mês. Mas o nômade não aceita imóvel de fim de semana.
Para reservar ou conhecer imóveis preparados para esse perfil em São Paulo e BH, acesse https://stayluvi.com/reservar. E para entender como outros nichos de locação de médio prazo funcionam, veja o artigo sobre imóvel para renda perto de aeroporto.
É um imóvel mobiliado com estrutura de home office — internet rápida, mesa de trabalho ergonômica, cozinha equipada — alugado por períodos de 15 a 90 dias para pessoas que trabalham remotamente.
Aluguel de temporada cobre dias ou semanas, voltado para turismo. Mid-term cobre 30 a 90 dias, voltado para quem precisa de base temporária para trabalho. O nômade prefere mid-term pela estabilidade e pelo preço por noite mais baixo.
O investimento principal é a mesa de trabalho ergonômica e cadeira (R$ 800 a R$ 1.800), upgrade de internet (R$ 100 a R$ 150/mês) e cozinha equipada básica. No total, entre R$ 2.000 e R$ 5.000 dependendo do que já existe no imóvel.
O mínimo funcional é 100 Mbps, mas 200 Mbps simétricos é o recomendado para quem faz videochamadas frequentes. Inclua o resultado do teste de velocidade no anúncio — é o dado mais consultado por esse perfil.
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