Mid stay: a média temporada que mais cresce
O que é mid stay, por que a média temporada (semanas a meses) cresce tanto, quem são os hóspedes e por que ela estabiliza a renda do seu imóvel.

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Compare temporada e aluguel tradicional em rentabilidade, risco e esforço de gestão. Veja quando cada modelo compensa mais e como calcular o que é melhor para o seu imóvel.
A comparação entre temporada e aluguel tradicional é a pergunta mais comum entre proprietários que querem tirar o máximo do seu imóvel. A resposta rápida é que a temporada tende a render mais — mas com mais variáveis envolvidas. Entender o cenário completo, incluindo custos, riscos e esforço de gestão, é o que permite tomar a decisão certa para o seu perfil e o seu imóvel.
Aluguel tradicional (longa duração, Lei do Inquilinato): você assina um contrato de 12, 24 ou 30 meses com um único inquilino. O valor do aluguel é fixo, reajustado anualmente pelo IGP-M ou IPCA. O inquilino arca com despesas como água, luz e internet. Você recebe todo mês, com ou sem ocupação de 100%.
Aluguel por temporada (curta duração, Lei 11.771/2008 e plataformas): você aluga para hóspedes por dias, semanas ou até 90 dias. A diária é significativamente maior do que o proporcional de um aluguel tradicional, mas depende de taxa de ocupação. Você (ou uma gestora) gerencia check-ins, limpezas, manutenção e precificação continuamente.
Veja um exemplo hipotético para um apartamento de 1 quarto em bairro nobre de São Paulo:
| Parâmetro | Aluguel Tradicional | Temporada (com gestora) | |---|---|---| | Receita bruta mensal | R$ 3.500 | R$ 7.200 (diária R$ 240 × 30 noites) | | Vacância estimada | 0% (contrato fixo) | ~25% (= 22 noites ocupadas) | | Receita efetiva | R$ 3.500 | R$ 5.280 | | Custos operacionais | IPTU + cond. | Limpezas + insumos + taxas plat. (~25%) | | Comissão gestora | — | ~20% da receita bruta | | Renda líquida estimada | R$ 3.500 - IPTU/cond. | R$ 3.780 (variável) |
Simulação indicativa; valores variam por bairro, imóvel e gestão. Consulte a Luvi para estimativas do seu imóvel específico.

Há uma terceira opção crescendo no mercado: o aluguel mid-term (30 a 90 dias). Profissionais em projetos, famílias em reforma, expatriados e estudantes pagam mais do que o aluguel tradicional mas ficam tempo suficiente para reduzir o turnover. Esse modelo combina estabilidade com rentabilidade superior ao tradicional.
"A temporada exige mais atenção que o tradicional, mas entrega mais retorno. O mid-term é o ponto de equilíbrio que muitos proprietários acabam encontrando depois de experimentar os dois extremos."
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Veja também: como diversificar investindo em mais de um imóvel e erros que derrubam a rentabilidade do seu imóvel.
Não necessariamente. A temporada rende mais quando há demanda consistente no bairro, boa taxa de ocupação e gestão eficiente. Em regiões sem atrativos para hóspedes ou com alta sazonalidade negativa, o aluguel tradicional pode ser mais rentável e menos trabalhoso.
Sim. Não há nada que impeça o proprietário de colocar o imóvel na temporada por um período e depois migrar para o tradicional — ou vice-versa. O único cuidado é respeitar contratos vigentes e dar os avisos legais ao inquilino ou hóspede de longa duração antes da mudança.
A Lei 11.771/2008 define aluguel por temporada como locação para fins de lazer, recuperação de saúde, realização de cursos, pesquisas e afins, por até 90 dias. Não há prazo mínimo legal — reservas de 1, 2 ou 3 noites são válidas, embora muitos proprietários definam estadias mínimas de 2 a 3 noites para reduzir o turnover.
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